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Ensaios-->AUTOMEDICAÇÃO POL[TICA, NEM PENSAR -- 14/09/2006 - 20:37 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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AUTOMEDICAÇÃO POLÍTICA
(Texto revisto e atualizado. De autoria de
Domingos Oliveira Medeiros)


Já que os políticos se consideram preocupados e, de certa forma, responsáveis diretos pelas questões de saúde, haja vista o empenho na compra de ambulâncias e, se permitem a metáfora, a preocupação com os remédios que irão curar os problemas do país e da população, como um todo, deveriam ser tratados como tal, ou seja, com as mesmas características e recomendações aplicadas aos xaropes, antigripais, antiinflamatórios, antibióticos, antialérgicos e, principalmente, os antidepressivos. Deveriam, portanto, cada um deles, vir acompanhado de tarja (vermelha ou preta) e respectiva bula.

Medida, mais do que nunca, em face do processo eleitoral em curso. Da bula constariam todos os itens necessários para o correto uso e aplicação do remédio. Os eleitores seriam os principais beneficiários da medida. Precisamos obter informações acerca da indicação do produto, da sua composição, da posologia, da ação esperada do produto, dos efeitos colaterais, das contra-indicações, das reações adversas, e outras informações como, por exemplo, tratar os casos de intoxicação por superdosagem, cuidados no armazenamento e, sobretudo, o prazo de validade. Este prazo, já está comprovado. Uma vez esgotado, no máximo de quatro anos para os remédios do Senado, e quatro para presidente e os deputados, os riscos à saúde são incomensuráveis. Não acredite em remédio com prazo de validade esgotado. Se a o mal persiste, procure aconselhamento médico e mude de remédio. O similar ou o genérico é bem melhor do que o original vencido.

Deveriam, portanto, os políticos (as drogas) observar as recomendações a respeito dos perigos da automedicação. Jamais usar um remédio por indicação de amigos, familiares ou porque tenha lido alguma propaganda a respeito, nos jornais ou na televisão. Principalmente quando divulgam resultados em pesquisas de opinião, sugerindo que se a doença fosse hoje, o melhor remédio, a melhor droga, seria essa ou aquela. Cada caso é um caso. Não se pode generalizar. Valer-se, sempre, da receita médica, passada por quem tem competência para tal. Médicos com reconhecida experiência na profissão. Médicos que não tenham problemas de quebra ee decoro ou de ordem ética ou moral, junto ao órgão fiscalizador da profissão. Médicos que não tenham processos tramitando na Justiça por negligência ou incompetência técnica. Médicos que não estejam respondendo a processos por desvios de conduta, como a prática da pedofilia, ou que tenham praticado erro médico em cirurgias, de modo geral, e em cirurgia plástica , corretiva ou estética, de modo particular, alterando registro contáveis, manipulando recursos públicos, ou denunciados em comissões ou conselhos parlamentares de inquérito, na condição de empresários ou de membros do Congresso Nacional.

Muito cuidado com os remédios de tarja preta. Eles são perigosos. Atuam no centro nervoso, na psique e podem deixar as pessoas completamente loucas. Exija a receita especial do médico competente e não vá na conversa do farmacêutico. Não compre, jamais, estes remédios, sem deixar a receita na farmácia, para controle. Do mesmo modo, e com maior rigor, não compre remédios com tarja vermelha por indicação do farmacêutico. Estes remédios, que não precisam de receita especial, são os mais perigosos. São os que mais se oferecem nas farmácias. Não confie em ninguém. Só no médico e no seu discernimento próprio.

Outra observação importante: Se tiver certeza, compre o genérico que é mais barato do que o original e faz o mesmo efeito. Evite o similar. O similar não tem nenhuma garantia de que faça o efeito desejado. E tenha cuidado com remédios novos que, de repente, surgem no mercado. Pode ser que você esteja, apenas, servindo de cobaia para as indústrias farmacêuticas. E, neste caso, só quem perde é você. Os outros sempre ficarão rico às suas custas. Seja o remédio aprovado ou não. E você ainda corre o risco de ficar doente. Por toda a vida. E, finalmente, é bom lembrar que, apesar de todos estes cuidados, ainda existem os remédios falsificados, e que não servem para nada. Afora os placebos travestidos de originais e de boas intenções. Todavia, sem programas ou objetivos transparente, o suficiente no que respeita à eficácia implícita. Estes remédios, ou métodos de tratamento simulado, principalmente para atender eventuais sondagens ou pesquisas na área dos fármacos, é o que mais tem no mercado. É preciso atenção redobrada. Nestas eleições, portanto, é bom estar atento. Há de tudo. É preciso, pois, alargar o raio de atenção. Muito cuidado e muita informação, notadamente a respeito dos laboratórios interessados.

Dizem que a política é a arte do possível. Pode até ser. Mas, para a maioria do povo brasileiro, no entanto, a prática tem demonstrado justamente o contrário: a política tem sido a arte do impossível, do inusitado, do cômico e do fantástico, assombroso e extraordinário.. E tudo por conta de certos absurdos que vêm acontecendo com significativa freqüência, no âmbito do poder legislativo, de modo geral. É bom exemplo o episódio envolvendo deputados mineiros que, depois de um acordo firmado com o Ministério Público, tiveram seus salários reduzidos para R$18mil mensais (antes chegava até a R$90 mil) o que, por si só, já representa um tremendo escândalo. Atualmente, no entanto, por conta de adiantamentos inexplicáveis, cada parlamentar foi agraciado com rendimentos em torno de R$ 34 mil.

No Congresso Nacional, por seu turno, a coisa não é muito diferente. Os deputados continuam faltando às sessões. E não há punições. Nem cortes de salários. Sempre encontram brechas no regimento interno para justificar as ausências, que não são poucas: só no ano passado, conforme a imprensa, 42 parlamentares faltaram a mais de um terço das sessões deliberativas o que, segundo a legislação, é motivo, inclusive, para a cassação. Mas, ao contrário, as faltas continuam. Já viraram rotina. A grande maioria dos deputados chega em Brasília na terça-feira e vai embora na quarta. A principal alegação é a de que “a opinião pública exige a presença nos lugares onde fomos eleitos. Outros alegam que se obrigam a participar de missões no exterior, e que elas, no dizer de outros parlamentares, “acrescentam conhecimentos aos políticos”.

Poderia até concordar com tudo isto. Mas não posso fazê-lo. Até, porque, na era da informática, de conferências e até cursos universitários à distância, não há como sustentar tal argumentação. Ademais, o deputado federal, ao se candidatar, sabia que o exercício político se daria em Brasília. E que ele seria pago para trabalhar toda a semana. E não apenas alguns dias. Se não pudesse, ou não quisesse afastar-se da família e de seus eleitores, que optasse, então, pela candidatura à prefeitura local, ao cargo de vereador ou de deputado estadual. São esses os políticos que estão à disposição dos eleitores locais. Um ou outro assunto, de competência do deputado federal, poderia ser resolvido via internet ou telefone. Uma ou outra palestra, uma ou outra inauguração, poderia ser agendado com o parlamentar. Mas o afastamento semanal e rotineiro é condenável. Não se justifica.

Depois, o parlamentar dispõe, em Brasília, de todos os recursos para o exercício de suas funções. Tem gabinete e polpuda verba de gabinete, com valores altíssimos. Possui garantia de residência oficial ou auxílio financeiro para alugar imóvel de sua preferência. Dispõe de motorista oficial. Conta com a estrutura administrativa do próprio Congresso Nacional. Pode contratar dezenas de assessores, com salários que chegam a R$8 mil. Direito À passagens aéreas. E outras vantagens. Só precisa estar presente em plenário, preferencialmente sem bursite, para levantar o braço, no caso de votação em plenário, em aberto, dizendo sim ou não, de modo a apresentar sua opinião, em respeito aos que os elegeram. E, de vez em quando, já que não é obrigatório, mas devia, apresentar, pelo menos, um projeto de sua autoria, à cada dois meses. Seria uma espécie de bula do político. Além disso, deveria ser criado, por ocasião da reforma política, uma espécie de Procon Eleitoral, para defender os interesses dos eleitores.Transforma, por exemplo, em crime hediondo, as promessas de campanha que não forem cumpridas. Estelionato eleitoral, a bactéria que ataca nervos, mente e todo o sistema imunológico do eleitor, podendo levar, em alguns casos,. Ao óbito ou à loucura. Prudente, ainda, exigir dos candidatos,pelo menos, um hemograma completo, e outros exames a serem regulamentados por decreto. Tudo com a finalidade de levantar o tipo sanguíneo, pra ver quem tem tendências vampirescas, do tipo A, (sanguessugas, por exemplo), ou do tipo B (doenças transmitidas por ratos, gafanhotos, cobras e lagartos) ou outras enfermidades, adquiridas por maus hábitos políticos, ou se de origem genética, como as cleptomanias das cotas do orçamento e das bulemias caracterizadas pela fome excessiva de acumulação de capitais de terceiros, que se renovqm, De tempos em tempos, após vomitarem na escuridão e solidão do voto secreto e de novas promessas de que vão melhorar as coisas para todos, algum dia.

Só desse modo, os eleitores teriam condições verdadeiras e ideais na , compra e no uso do remédio adequado aos seus males. O mal maior, para a população, no meu entender, é a automedicação política. Por isso, mais do que nunca, não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. E não confie, demais, nas propagandas que são feitas pelos órgãos de imprensa. Somente o médico, devidamente formado, e no pleno exercício de seus direitos e obrigações, pode receitar. Não tome remédio sem o soeu conhecimento. Pode ser prejudicial à sua saúde.




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