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Contos-->Nenhum -- 12/07/2000 - 22:51 (André Leones) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Certa vez, Lucélia reclamou de dores nas mãos. Tendinite na certa. Nessas horas, nunca sei o que dizer Está doendo, amor? Massagear uma mão que dói? Tive dores nas mãos quando adolescente, doente de tanta punheta. Lucélia costumava bater punheta pra mim, quando estava com dor de cabeça ou quando eu pedia. Ou melhor, eu não pedia: ela adivinhava. Mas isso já não tem nada a ver. Gente de bom gosto assistindo, gente que pode não gostar. Não de punheta, bem entendido. Não sei do quê. Acho que daquele gosto de porra quem tem muito a ver com essas coisas de adeus, despedida, fareweel, coisa e tal. Lucélia reclamava disso, mas bem pouco. Talvez se ela tivesse reclamado mais. É que eu tinha essa mania de nunca dizer tchau, de dizer sempre até a próxima vida. Ia comprar o leite e a Playboy e dizia:
- Até a próxima vida!
Lucélia fazia careta, desgostava, mas eu não estava ali pra isso. Aliás, eu não estava ali pra porra nenhuma. Ficar ligando porra à despedida, logo ela, que não era obrigada mas sempre engolia talagadas de esperma. Há imagens recorrentes, sem perdão. Perdão foi com o que pregaram Cristo na cruz. Aquela matéria. No dia em que nos deixamos, em que fui embora, comentei com ela sobre minha cagação menstrual. Sem comentários. Como se ela não tivesse nada a ver com o meu pudico cu. Falando assim, até parece que eu guardei mágoa. Dessa vida, guardei meu cu e suas mazelas facilmente identificáveis e, claro, esse meu jeito heróico de ver o que há pra se ver. Nenhum. Tivesse um filho, ele ia se chamar Nenhum.
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