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Artigos-->Contação de histórias num abrigo de senhoras - (13) -- 25/08/2011 - 17:54 (Alzira Chagas Carpigiani) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


 



Relatóriode 25 de agosto de 2011 – Abrigo Novo Pentecostes (de 10 às 12h)



Senhoras:



Hermínia



Pérola



Dolores



Valdete



Zezé



Joana



Maria Silvestre



Ascensão



Ermerinda



Enfermeira: Vanda



Auxiliar (voluntária)&
9472; Helena



Histórias: O Pescador, o anel e o rei; Sopa de Pedras (Pedro Malasartes); A mulher e a cozinheira; A Princesa e o Sapo; A História do Sal e Manka, a Esperta.



Incidente de percurso no dia de hoje: a cozinheira não foi trabalhar e isso, obviamente, alterou a rotina do abrigo. As senhoras estavam meio desatentas, o almoço estava atrasado e o clima não era o ideal para se contar histórias. Mas mesmo assim, eu sou a contadora de histórias do momento, certo? Então, mantive a pose e fiz tudo como de costume. Na verdade, nem tudo exatamente como de costume, uma vez que a primeira história (O Pescador, o anel e o rei), por exemplo, não foi garimpada num livro, mas na internet. Vi e revi, à exaustão, a Bia Bedran (genial!) contando essa história no Youtube. Puro deleite!



Os recursos que essa contadora usa são redondinhos de tão perfeitos. Ela interpreta, canta e toca vários instrumentos. Eu pincei os recursos ao meu alcance, coloquei-os na mala e fui à luta. “Viva Deus e ninguém mais, quando Deus não quer, ninguém nada faz.”



Antes, porém, sorvi goles &
9472; também mágicos &
9472; da Sopa de Pedras, na versão da dupla do Baú de Histórias. O que dizer desses dois? Não tenho palavras. Tenho apenas uma leve frustração em relação a mim mesma, por não saber tocar nenhum instrumento musical... um violãozinho básico já bastava para dar aquela temperada, não é mesmo? Mas infelizmente nem isso, meu Deus, nem isso! E eu faço o quê? Vou chorar? Claro que não! Uso pandeiro (de brinquedo), uso chocalho... hoje, por exemplo, usei até um pau de chuva para dar o efeito da própria chuva na história da Mulher e a Cozinheira, adaptação essa inspirada pelas caras e bocas da ótima Helen Helene &
9472; programa Rá-Tim-Bum, da TV Cultura de São Paulo &
9472; (ainda acessível no Santo Youtube). Aliás, A Princesa e o Sapo, também com a Helen Helene (no mesmo Santo ... – ufa!), enche os olhos e a alma da gente.



Aí vocês vão me perguntar: “ah, quer dizer então que hoje você ‘copiou e colou’ tudo do Youtube? Não foi bem assim, eu também fui beber (que sede absurda essa minha, gente!) na fonte do Teatro Brincante (CD Abra a Roda Tin dô lê lê), com A História do Sal. Sei que pode parecer redundante da minha parte, mas também essa interpretação da Cristiane Velasco é belíssima! “Xô, paturi! Xô, paturi da lagoa, eu nunca vi pato assim!” Se duvida do meu gosto, dá um jeito de ouvir esse CD para conferir.  



 Mérito, unica e exclusivamente meu, foi com Manka, a Esperta, uma história integrante do livroLendas do Mundo Inteiro (Coleção Clássicos da Infância), Editora Cultrix (1963). Uma observação: no livro, da Regina Machado, Violino Cigano, descobri isso há alguns dias, tem uma versão dessa história bem diferente da que foi coletada por mim.  



Eu tinha levado três CD’s para o nosso aquecimento... como estamos em fase experimental, de repente, poderia surgir uma oportunidade de ouvirmos música por mais tempo. Hoje, esse plano B foi posto em prática. Enquanto dona Helena e a enfermeira Vanda cuidavam do almoço, eu e as senhoras ficamos na sala conversando e ouvindo músicas de 11 h até meio-dia. Quais músicas? As que elas demonstraram gostar mais até agora (gostam tanto que cantam junto). Dois CD’s da coleção 30 anos de Jovem Guarda, com direito a Wanderléa cantando Ternura e Pare o Casamento, e um CD do Roberto Carlos, É Proibido Fumar (1971).



Por hoje acho que é só.   



Pouco antes de sair do abrigo, ouvi dona Dolores dizer o seguinte: “Sábado de Aleluia, peixe no prato, farinha na cuia.” A Páscoa foi em abril, mas tudo bem, a frase dessa simpática senhora de Petrópolis (Rio de Janeiro) ficou incumbida de encerrar o texto de hoje.



Abraços! 


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