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Artigos-->MINIMAMENTE FELIZ (Leila Ferreira) -- 02/07/2011 - 14:08 (valentina fraga) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Amigo leitor,



Trouxe pra voce esse texto que recebi e achei o máximo.



“Se não consegue ver felicidade nos dias atuais, procure no passado, e tenho certeza que encontrará,



e se mesmo assim, tiver dúvida que foi feliz, tenha certeza de que em algum momento levou felicidade



a alguém.”



Valentina













*Minimamente Feliz** **

>>

>> *A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor m Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas nÃo existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.



Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que decerta forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

`Eu contabilizo tudo de bom que me aparece`, sou adepta da felicidade

homeopática. `Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!)ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: `Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho apaisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível`.

Uma empresária que conheci recentementeme contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: `Comigo mesma`,respondeu. `Adoro conversar com pessoas inteligentes`.

Criada para viver grandes momentos,grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha `dieta de felicidade` ouso moderadíssimo da palavra `quando`.

Aquela história de `quando eu ganhar na Mega Sena`, `quando eu me casar`,`quando tiver filhos`, `quando meus filhos crescerem`, `quando eu tiver um emprego fabuloso` ou `quando encontrar um homem que me mereça`, tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.

Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.

Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.



>> *Leila Ferreira, jornalista*
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