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Artigos-->A indústria cultural e a massificação -- 30/06/2000 - 21:56 (Alexandre Lameiras Carvalho) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Alguém deu importância ao resultado do festival de Cannes? Não, ninguém. Não importa que a Bjork tenha sido premiada como melhor atriz pela atuação no filme de Lars Von Trier. Aliás, quem é Bjork? Lars o quê?



É assim mesmo: as pessoas só se interessam por aquilo que a mídia divulga, por aquilo que sai na revista, no jornal, na televisão. Se Cannes é um festival de segunda importância, de acordo com a mídia, por que falar nele? Afinal, o Oscar, um festival de cinema que só premia americanos, já está aí para divertir o público.



Desta forma, as pessoas chegam a um ponto onde elas não são mais elas, não tem mais gostos ou preferências. Elas passam a ser o que querem que elas sejam, concretizando o mais clássico estilo cala a boca e consuma. Dizendo de outra forma, passam a se contentar com aquela informação que já vem mastigada, com o que os meios de comunicação lhes empurram.



Mas as pessoas não são donas do seu destino? Se estão vivendo dessa forma não é porque querem? Bom, pode até ser. No entanto, a pobreza de espírito dá dó. Viver como um rebatedor de informações, ou melhor, como um papagaio de artigos de revista é triste. Significa abrir mão de seu próprio poder de crítica, de discernimento, de escolha. Significa assistir ao filme Titanic mais de 3 vezes, comprar fita, boné e camiseta com tema da película só porque ele foi o sucesso de bilheteria dos EUA de todos os tempos.



Veja bem: dos EUA! Como se o que é bom lá deva ser bom aqui. É assim que nos passam. E os empresários agradecem. Com um pouco de marketing na cabeça das pessoas faturam-se bilhões. E ainda se ganha uma “estatueta de um homenzinho”, como diz Juliette Binoche, atriz premiada com o Oscar, mas que atualmente prefere seguir um caminho mais independente de Hollywood.



Pode até parecer que o mundo está errado. Não é isso. O mundo pode até estar bem certo em optar pelo consumo de massa. O que falta é apenas abrir os horizontes, saber que aquilo que nos empurram não é tudo. Portanto, se algum dia você já se sentiu um idiota ao comprar o boné do Parque dos Dinossauros na Disneylândia, não se desespere. A vida é muito mais, há opções para quem não se contenta com o que lhe empurram. Basta procurar.

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