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Cordel-->QUEM PLAGIA -- 06/05/2003 - 18:17 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.
José de Sousa Dantas, em 2001

Quem plagia não tem capacidade
de fazer um trabalho original,
se comporta de modo desleal,
não conhece o que é dignidade,
incapaz de usar sinceridade,
é cretino de baixa formação,
parasita cruel da profissão,
que quem tem sentimento não tolera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

É preciso ter criatividade,
pra fazer um trabalho de valor,
comprovando que é compositor,
dos trabalhos de alta qualidade,
o registro da sua identidade
constitui sua nobre perfeição,
dá exemplos que servem de lição,
qualquer um que escuta lhe venera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

Cantador que faz versos de improviso,
variando de cor e de imagem,
é sujeito a pousar numa paisagem,
que marcara bem antes seu juízo,
mas aquele que vem sem dar aviso,
vendo a arte do outro e mete a mão,
não merece ter consideração,
que essas coisas nem louco considera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

Não é crime cantar poema alheio,
porém é uma grande insensatez,
afanar uma música que outro fez,
e roubar-lhe os pedaços pelo meio,
isso além de patético é muito feio
e merece a maior reprovação,
na presença da lei é um ladrão,
e na vista do povo, uma megera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

Quando a peça vai ser elaborada,
aparece na forma de um estágio,
não se deixa causar erro nem plágio,
pra poder ser por todos respeitada,
mas há gente no mundo relaxada,
que se atreve a compor sem condição,
vai gerar uma má composição,
que no próprio gerar se degenera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

Não há coisa melhor do que compor,
se você tem talento e competência,
com o simples psiu da consciência,
você faz uma obra de valor,
reconhece a patente do autor,
ao invés de usar subtração,
não misture o inverno com verão,
nem coloque verão em primavera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

Eis aí o exemplo de Vandré,
de Renato Teixeira e de Vital,
Pixinguinha, Cartola e Dorival,
Maciel, Marinês, Flávio José,
Gil, Caetano, Vinícius, Nazaré,
Carlos Gomes, Roberto e Jamelão,
quem pensar que chafurda esse vulcão,
se derrete nas chamas da cratera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

Quer saber o que é usurpador,
é aquele que toma o que é alheio,
mente, rouba e se infiltra em todo meio,
verdadeiro penetra e impostor,
é capaz de dizer que é autor,
de projetos de alta dimensão,
enganando ao povo e à nação,
vê as obras dos outros e se apodera.
Quem plagia, quem rouba e quem altera,
não possui o poder de criação.

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