Usina de Letras
                                                                         
Usina de Letras
47 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59106 )

Cartas ( 21236)

Contos (13107)

Cordel (10292)

Crônicas (22195)

Discursos (3164)

Ensaios - (9434)

Erótico (13481)

Frases (46493)

Humor (19273)

Infantil (4456)

Infanto Juvenil (3718)

Letras de Música (5478)

Peça de Teatro (1337)

Poesias (138218)

Redação (3051)

Roteiro de Filme ou Novela (1060)

Teses / Monologos (2427)

Textos Jurídicos (1945)

Textos Religiosos/Sermões (5518)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Infanto_Juvenil-->A Grande Viagem -- 05/06/2002 - 16:45 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. A VIAGEM
(por Domingos Oliveira Medeiros)

.
Era de manhã. Passava pouco das dez horas. A agitação lá fora se fazia sentir em todas as pessoas que chegavam para a viagem. O trem estava na estação prestes a partir. E, como toda partida, lançava fumaça de tristeza pelos ares. Fumaça que a todos impregnava. As notícias eram de que o processo tinha chegado ao fim. O juiz sabia que os seus inimigos o denunciaram por inveja. E fizeram a escolha entre um ladrão, acusado de roubo e de homicídio, e Jesus Cristo, para quem não tinham acusações consistentes E o trem partiu pela Via Sacra, saindo da Primeira Estação: Jesus é condenado à morte. Depois de ter sido açoitado, entregam Jesus para que fosse crucificado. “Deus é meu Pai, ainda que me envie sofrimento. Ama-me com ternura, mesmo que me fira. Jesus sofre para cumprir a Vontade do pai”.
Segunda Estação – Jesus carrega a cruz. O povo de Jerusalém e os forasteiros que vieram para comemorar a Páscoa, encheram as ruas da cidade para ver o Rei dos judeus passar. Burburinhos e vozes tumultuadas ecoam pelos ares. “Se alguém quiser vir após mim, tome a sua cruz de cada dia e siga-me”. (Mt XVI, 24). Jesus caminha pela rua. É alvo de zombarias. Logo quem, o Mestre bom, Jesus, que veio ao encontro dos que estavam longe, que passou pelo mundo ensinando, curando e fazendo o bem.
Terceira parada. Terceira Estação. Jesus cai pela primeira vez. O corpo suado e maltratado de Jesus cambaleia ante o peso da enorme cruz. Seus membros estão cheios de chagas. Jesus caminha e vê a multidão acompanha-lo. O rebanho sem pastor. “Ali estão os que se alimentaram na multiplicação dos pães e dos peixes, os que foram curados de suas doenças, os que ele ensinou, junto do lago e na montanha e nos pórticos do Templo”.

Quarta Estação: Jesus encontra Maria, sua mãe santíssima. “Com imenso amor, Maria olha para Jesus, e Jesus olha para sua Mãe;os olhos de ambos se encontram, e cada coração derrama no outro a sua própria dor”.

Quinta Estação. Simão ajuda Jesus a carregar a cruz. Jesus está cada vez mais cansado e trôpego. E os guardas, com pressa para o desfecho, requisitam Simão, pai de Alexandre e de Rufo, e o forçam a ajudar Jesus. “ Às vezes, a Cruz aparece sem a procurarmos: é Cristo que pergunta por nós”.

Sexta Estação. Uma mulher enxuga o rosto de Jesus.”Uma mulher de nome Verônica, abre caminho por entre a multidão, levando um véu branco dobrado, como qual limpa piedosamente o rosto de Jesus”. O rosto do bem-aventurado está agora como que oculto pela dor. Mas a dor é a nossa purificação. E “esse suor e esse sangue que embaçam a esfumam as suas feições, a nossa limpeza”.

Sétima Estação. Jesus cai pela segunda vez. “Jesus desfalece, mas a sua queda nos levanta, a sua morte nos ressuscita”. “Jesus cai peso do madeiro...Nós pela atração das coisas da terra”. É preciso ser simples. Abrir o coração. Ainda podemos continuar avante. Com mais carinho, com mais amor e com mais fortaleza. Refugiar-se na filiação divina. Para que encontremos a verdadeira alegria, o verdadeiro otimismo e a verdadeira felicidade.

Oitava Estação. Jesus consola as filhas de Jerusalém. Jesus , diante das lágrimas de algumas mulheres que não podem conter a sua compaixão, as convida a chorar pelos pecados, que não as causas da Paixão. “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas chorai por vós e pelos vossos filhos...Porque, se assim se trata o lenho verde, que se fará com o seco? - (Lc XXIII, 28.31).

Nona Estação. Jesus cai pela terceira vez. Jesus cumpre a vontade do seu Pai. Pobre, descalços e generoso. Entregou tudo a nós. Amou-nos e entregou-se à morte por nós. “Meu Deus! Que eu odeie o pecado e me una a Ti, abraçando-me à Santa Cruz para cumprir por minha vez a tua vontade...”.

Décima Estação. Jesus é despojado de suas vestes. Os verdugos tomaram suas roupas e as dividem entre si. “Desde a planta dos pés até o alto da cabeça, não há nele nada; tudo é uma ferida, inchaços, chagas podres, nem tratadas, nem vendadas, nem suavizadas com óleo”. Choveram sobre Jesus os insultos da plebe enlouquecida, dos soldados, as zombarias os escárnios e as blasfêmias. Jesus permanece em silêncio. Nem uma queixa, nem uma palavra de protesto. Nem mesmo quando lhe arrancam da pele as suas vestes.

Décima primeira Estação. Jesus é pregado na Cruz. Junto dele, dois ladrões. Um à direita e outro à esquerda. E Jesus diz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc XXIII, 34).

Décima segunda estação. Jesus morre na Cruz. Jesus Nazareno , Rei dos Judeus. Na parte alta da cruz via-se a frase. Um dos ladrões sai em sua defesa. “Este homem não fez mal a ninguém! E pede a Jesus: “Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino”. “Em verdade te digo que hoje mesmo estará comigo no Paraíso”, responde Jesus. (Lc, XXIII, 43).

Décima terceira e última estação. Jesus é despregado da Cruz e entregue à sua Mãe. Submersos em dor, Maria e João , por insistência dos judeus, retiram o corpo do Senhor. Depois recebem a autorização para o sepultamento.

“Pontos de meditação: Veio salvar o mundo, e os seus O negaram diante de Pilatos. Ensinou-nos o caminho do bem, e O arrastaram pelo caminho do Calvário. Deu exemplo em tudo, e preferem um ladrão homicida. Nasceu para perdoar, e – sem motivo – O condenam ao suplício. Chegou por sendas da paz, e declararam-Lhe a guerra. Era a luz, e entregaram-nO ao poder das trevas. Trazia amor, e pagam-Lhe com ódio. Veio para ser Rei, e O coroam de espinhos.Fez-se servo para libertar-nos do pecado, e O pregam na Cruz. Tomou carne para nos dar a vida, e nós O recompensamos com a morte. Aqui n os ficamos. Com nossas reflexões e nossos pensamentos. “Não valho nada, não posso nada, não tenho nada, não sou nada”.....diante do sofrimento e do amor que Cristo revelou para com a gente.
“Temos de converter em vida nossa a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e pela penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor. Até a próxima viagem.

Domingos Oliveira Medeiros
10 de maio de 2002



Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui