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Artigos-->Respeito Virtual...Será possível? -- 26/01/2009 - 01:03 (Maria Augusta Camargo Schimidt) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Respeito Virtual...Será possível?

Por Augusta Schimidt



Começo dizendo que construir é possível... Respeitar é dever...



“O homem é o lobo do homem", dizia o poeta romano Plauto. Tal visão negativa e realista da natureza humana parece ter sido confirmada, em seus detalhes, pela sociedade moderna.

Observando com cautela o comportamento das pessoas e suas atitudes no mundo virtual, preocupa-me a instabilidade, a ausência de propósitos, a fragilidade das personalidades, ante questões diversas que lhes são impostas. As pessoas parecem tomadas por um senso de urgência, um imediatismo subserviente, através dos quais manifestam-se em defesa de interesses de curto prazo, pontuados isoladamente e localmente, como se estivessem desconectadas do mundo.

Há uma inversão de valores, de ética, de moral, de caráter. As pessoas deixam de Ser o que sempre foram e passam a Estar o que lhes convém.

Caráter é aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. É nossa particularidade, nossa maior intimidade, nosso segredo mais bem guardado. É nosso maior companheiro, nossa maior paixão e, às vezes, nosso maior fantasma.

O caráter testa-se em pequenas coisas. Num olhar, num gesto, numa palavra.



As realidades sociais são compostas por regras, que se estenderam também ao convívio virtual. Ao menos assim deveria ser.



Entende-se por estas regras os Direitos e os Deveres .



É muito fácil sem duvida, nos dias de hoje, conhecermos nossos direitos, pois estão a um clique de nossos olhos já que o mundo se informatizou.

E conhecedores de nossos direitos, acobertados pela “democracia”, acabamos entrando nas vidas de nossos companheiros virtuais, nos esquecendo de que temos também Deveres e que estes é que asseguram ao outro o direito de ter Direitos.





Acredito que as adversidades além de fortalecerem o caráter, também o revelam.

Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer.

Atitudes insensatas são freqüentes no mundo virtual. Julgamentos, atitudes de poder e posse, paixões, rancores. Estas não mais me surpreendem.

Surpresa fico quando encontro pessoas elegantes, sensíveis, carinhosas e ternas, que exatamente estão no lugar certo, na hora certa, para com uma mensagem, uma poesia, uma palavra amiga, nos aliviar o coração das tensões do dia a dia.

Haveria sim o respeito virtual se fossemos todos solidários, se nossas idéias e opiniões pudessem ser divulgadas ajudando as pessoas a refletirem e escolher o que mais lhe convém.

Haveria sim o respeito virtual se fossemos capazes de criar opções que nos levassem à satisfação, mas sempre tendo consciência da importância dos desejos das pessoas que estão a nossa volta.





Campinas/24/01/09



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