Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
219 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57948 )
Cartas ( 21205)
Contos (12792)
Cordel (10234)
Crônicas (22052)
Discursos (3145)
Ensaios - (9189)
Erótico (13450)
Frases (45037)
Humor (18878)
Infantil (4090)
Infanto Juvenil (3126)
Letras de Música (5497)
Peça de Teatro (1328)
Poesias (138520)
Redação (2984)
Roteiro de Filme ou Novela (1056)
Teses / Monologos (2416)
Textos Jurídicos (1932)
Textos Religiosos/Sermões (5190)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Cordel-->Isso é “cagado e cuspido” -- 17/03/2003 - 15:18 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Isso é “cagado e cuspido”,
cenário do interior (*)
José de Sousa Dantas, em 17/03/2003

Madrugada do dia 17,
mês de março, ano 2003,
tive um sonho repleto de emoção,
que mexeu com a minha sensatez,
cultivava as belezas do sertão,
no lugar que nasci com altivez.

Cada lance de um sonho há rapidez,
alguns deles chamando à atenção,
e o de hoje jamais esquecerei,
fez em mim a maior revolução,
é “cagado e cuspido” esse retrato
dos cenários do inverno no sertão.

Pelo sonho, fazia anotação
das imagens da bela sertania,
transformando em cordel cada cenário,
para mim, um motivo de alegria,
na USINA incluindo a descrição,
com esmero, com fé e harmonia.

Logo cedo no arraiar do dia,
fui notando que tudo aconteceu
decorrente dum sonho a noite inteira,
com a chuva pesada que ocorreu;
acordei, fiquei impressionado,
foi o jeito escrever o sonho meu.

Todo mundo feliz porque choveu,
eu também recordando satisfeito
os detalhes sutis e fascinantes,
que encheu de emoção todo meu peito,
revivendo as paisagens do sertão,
o cercado, o plantio, o rio, o leito.

Várzea, morro, grotão, caminho estreito,
nevoeiro, relâmpago, trovão,
rio cheio, riachos, cachoeiras,
peixe, pássaro, roçado, plantação,
flores, mato, babugem, marmeleiro,
miunceiras brincando no oitão.

O barreiro, a lagoa, o riachão,
o caniço, os efeitos da enxurrada,
a enchente do rio que invadia
ilhas, hortas, vazante, área plantada,
travessia de braço ou de canoa,
cavalete, cumbuca ou lona armada,...

No sertão nesse tempo há invernada,
pela força da santa natureza,
renovando a paisagem nordestina,
cujos campos se vestem de beleza,
de fartura, alegria e abundância,
vida nova com tanta singeleza.

Muitos sonhos têm fases de proeza,
mesmo sendo repletas de ilusão;
fantasias, caprichos, novidades,
com efeitos da imaginação,
um trabalho do subconsciente,
exaltado por força da emoção.

O apreço que tenho a meu sertão
me conduz a sonhar com liberdade,
revivendo os momentos importantes,
toda vez que relembro dá saudade,
vou fazendo o registro acreditando
que esse sonho se torne realidade.

(*) Na madrugada de 17/03/2003, houve uma chuva com relâmpago e trovão em João Pessoa, e sonhei que estava comemorando o inverno no lugar onde nasci, no alto sertão paraibano, revivendo vários cenários, os quais eram registrados em versos, abrangendo: Chuva com trovão e ventania, travessia no rio cheio, peixes correndo, passarinhos e os ninhos, babugem, pés de maxixe e de mandacaru, flores de marmeleiro, de velame e de mofumbo, açude sangrando, banho na cachoeira, no rio e no açude, etc.
Tudo isso era organizado para inclusão no site da USINA. Mas, quando acordei, por volta das 05:00 horas, percebi ser um sonho recheado de fantasias, e fiquei bastante emocionado. A solução foi cumprir o que o sonho programava, escrever esse cordel, que é “cagado e cuspido”, cenário do interior.

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui