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Artigos-->O Guerreiro da PAZ -- 15/05/2008 - 21:36 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos






O Guerreiro da Paz







Muitas pessoas questionam sobre o benefício da mentira, será que uma mentirinha faria mal às pessoas, será que a verdade sendo dita continuamente seria benéfica?

Pois é nesse prisma que o nosso personagem de nome Art, se esbarrou, diante de um sonho antigo de criança em conhecer verdadeiramente índios legítimos.

O nosso amigo fugiu de casa, onde vivia com o pai e duas tias, indo realizar o seu grande sonho de viver como índio, ele se apresentou a uma aldeia, localizada nos confins do Canadá, ainda quando era colônia da Inglaterra, nos idos do século XIX.

Até de nome ele mudou, inventando uma história, que era filho de um índio com uma pessoa branca.

Ele era um caçador, plantava armadilhas na floresta, para pegar castores e tudo que viesse pela frente, fazia até apresentação de uma “legítima” dança indígena, onde maravilhados os turistas ingleses aplaudiam e o remuneravam muito bem.

Nesse ínterim que ele conheceu uma descendente de um antigo povo indígena, que já não existiam mais, ela se encantou pelo rapaz e terminou seguindo-o até a sua morada, num inóspito e lindo local, onde em meio aquele excepcional ambieente terminaram se apaixonando e se casando, sendo realizada uma grande cerimônia tribal.

Só que ele tinha um desejo incontido de escrever um livro sobre o desmatamento das florestas canadenses, sendo de fato um grande grito de alerta.

Como o verdadeiro escritor nunca fica escondido, ele terminou fazendo sucesso, pois um índio escrevendo livro, era realmente incomum. O sucesso foi tão grande que ele foi para o país sede, fazer diversas palestras sobre o assunto.

O protagonista ganhou muito dinheiro, mas como toda mentira, essa também foi desvendada, um jornalista descobriu um amigo de infância de Art, que passou tudinho para o bisbilhoteiro, que por sua vez inquiriu o “índio” que confessou toda a verdade, mas eles entraram em acordo, conseguindo segurar um pouco a “bomba”.

Houve uma reunião de líderes tribais, onde ele se recusou ir por diversos motivos, que todos nós sabemos, mas sua amada o convenceu, após ele ter contado toda a sua história. Lá o nosso personagem foi apresentado aos líderes tribais, um dos “chefes” até o presenteou, percebendo que ele não era um verdadeiro “pele-vermelha”, mas disse que ele fez uma bela escolha.

Assim tudo se resolveu, até o dia de sua morte, dois anos depois, onde o ávido repórter soltou a bomba de sua morte, e todo aquele trabalho de preservação das florestas, caíram por terra, porque ele caiu em descrédito e as pessoas não iam seguir mentirosos.

Só que ele foi conduzido por um sonho, forçando-o a inventar uma mentira, e com esse argumento, ele foi um grande visionário, alertando todos sobre esse drama que acomete a até hoje, mas depois de algumas décadas o seu grande valor foi reconhecido, sua obra lembrada e as pessoas começaram a perceber que se não cuidarem das florestas e dos animais, um dia tudo terminará e as gerações futuras sofrerão muito com todo esse desmatamento.







Marcelo de Oliveira Souza
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