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Artigos-->APONTAMENTOS SOBRE ALGUNS PENSADORES MEDIEVAIS -- 04/12/2007 - 14:11 (Paccelli José Maracci Zahler) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
APONTAMENTOS SOBRE ALGUNS PENSADORES MEDIEVAIS



Paccelli José Maracci Zahler



Engana-se quem pensa que a Idade Média foi um período de obscuridade de idéias, como ensinado nas aulas de História. Nesse período, que durou mil anos, houve uma acirrada discussão das idéias de Platão e Aristóteles confrontadas com o surgimento do Cristianismo.

Questão 1:O pensamento dos Neoplatônicos. Qual a diferença entre o pensar desses pensadores e o dos pensadores da Filosofia Antiga? Qual a relação do pensamento neoplatônico com o cristão? Que tipo de filosofia é essa? A Patrística.

A partir do século I d.C., a capital cultural não era mais Atenas, mas Alexandria, cidade cosmopolita, onde viviam egípcios, judeus, gregos e romanos. Ela dispunha de uma excelente biblioteca e propiciava um bom intercâmbio cultural, tendendo para um sincretismo.

Filon de Alexandria (nascido lá por 25 a.C.) pretendeu fazer uma síntese dos ensinamentos de Moisés, Platão e Zenão de Citium. Dizia ele que `a Bíblia diz a verdade, mas sob forma alegórica. Platão traz a mesma mensagem sob forma filosófica`.

Um dos discípulos de Filon disse: `Platão é um Moisés que fala grego`.

No século III d.C., com a decadência do Império Romano, surgiu o movimento neoplatônico, fundado por Amônio Sacas e divulgado por Plotino e seus discípulos Porfírio, Lâmbico e Proclo, que procurava renovar o platonismo da Academia fundada por Platão, porém com ênfase na parte mística, em especial da teoria das idéias.

Os neoplatônicos conheciam a filosofia grega e as religiões orientais.Platão falava que o homem é um ser dual, composto de um corpo feito de pó e terra, pertencente à realidade sensível; e uma alma imortal, que habita o mundo das idéias.Para os neoplatônicos, o real é constituído de três partes: a) Deus, o Uno, de onde provém a luz divina, forma o mundo e se opõe às trevas; é o Criador de tudo o que existe no universo; b) a Inteligência (nous); e c) a Alma. Estas últimas (‘b’ e ‘c’) procederam da primeira por emanação. Vê-se aí elementos da Santíssima Trindade do Cristianismo (Pai - Deus; Filho - nous; e Espírito Santo - alma).

Segundo a MARILENA CHAUÍ (1998), "a patrística resultou de um esforço feito pelos dois apóstolos intelectuais (Paulo e João) e pelos primeiros Padres da Igreja para conciliar a nova religião - o Cristianismo - com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, pois somente com tal conciliação seria possível convencer os pagãos da nova Verdade e convertê-los a ela.

Comparando o Helenismo e o Cristianismo, observa-se que, no Helenismo, o conhecimento se dá pelo `desvelamento`, ou seja, o homem vai descobrindo as coisas, `desvelando-as`, e, por meio do conhecimento, chega à Verdade; chegando à Verdade, ele obtém a Salvação. No Cristianismo, o homem chega ao conhecimento por meio de uma `Revelação`, uma graça ou dádiva de Deus, porque ele se encontra cercado pelas forças do mal, as quais, sozinho, não pode vencê-las, tendo de recorrer a um `Redentor`. Ele procura Deus, mas é Deus que vem ao seu encontro, se achar que ele merece. No Helenismo, os indivíduos fazem parte do Todo, da Natureza, como qualquer outro ser; no Cristianismo, os indivíduos são a `imagem e semelhança de Deus`, ou seja, estão acima dos demais seres da Natureza.

A Filosofia patrística liga-se, portanto, à tarefa religiosa da evangelização e à defesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dos antigos".





Questão 2: discussão sobre a aventura do pensmento, primeiro de Agostinho, depois de Anselmo, Tomás de Aquino, Duns Escoto e Guilherme de Ockham.

O que você sabe do pensamento de Agostinho? Muitos dizem que o pensamento agostiniano é existencial? Você sabe a razão disso?

Se considerarmos o que afirma ABBAGNANO (2006) que "filosofar significa enfrentar o próprio destino e pôr claramente diante de si os problemas resultantes da própria relação consigo mesmo, com os outros homens e com o mundo, não se limitar a elaborar conceitos, a idear sistemas, mas escolher, decidir, comprometer-se, apaixonar-se: viver autenticamente e ser autenticamente ele mesmo", creio que podemos considerar o pensamento agostiniano como existencial. Na página 29 da apostila, há um comentário sobre a obra de Santo Agostinho:"Não é assim, de estranhar que os livros que ele escreveu já no fim de sua maturidade ainda denunciem a vibração de suas antigas paixões; e não se pode deixar de sentir a violência e o tumulto do seu coração batendo em fortes ritmos à medida que se vai convertendo em majestosa retórica".

O primeiro parágrafo das Reflexões Iniciais da apostila diz que "a atividade filosófica sempre se dá dentro de uma cultura determinada, a partir de problemas e da experiência que, neste contexto, incomodam e desafiam os que aí se encontram"; e deixa claro que "o modo de conceber a atividade filosófica por parte dos pensadores cristãos é diferente da praticada pelos filósofos da Grécia".

Seguindo a mesma linha de raciocínio, verifica-se que Santo Agostinho viveu de 354 a 430 d.C. ABBAGNANO (2007) afirma que o termo `existencialismo` surgiu por volta de 1930 para "indicar um conjunto de filosofias ou de correntes filosóficas cuja marca comum não são os pressupostos e as conclusões (que são diferentes), mas o instrumento de que se valem: a análise da existência". Levando-se em conta a época, existe um espaço de tempo de aproximadamente 1500 anos entre Santo Agostinho e o Existencialismo, o que já excluiria uma relação entre os dois, embora Santo Agostinho tenha tratado da existência. Quanto às características do pensamento agostiniano, o referido elenca:"a) ausência de distinção precisa entre o domínio da filosofia e o da teologia, isto é, entre a ordem das verdades racionais e a das verdades reveladas;b) teoria da iluminação divina, segundo a qual a inteligência humana só pode funcionar pela ação iluminadora e imediata de Deus e não pode encontrar certeza do seu conhecimento fora das regra eternas e imutáveis da ciência divina;c) primazia da noção do bem sobre a verdade e, portanto, da vontade sobre a inteligência, tanto em Deus como no homem; d) atribuição de uma realidade positiva à matéria, ao contrário de Aristóteles que nela vê pura potencialidade".Tais características podem ser encontradas em doutrinas modernas e contemporâneas, entretanto, verifica-se que o pensamento agostiniano está mais ligado ao Cristianismo, ao passo que o Existencialismo seria laico. Santo Agostinho tem uma atitude existencial e pode ser considerado como um precursor do Existencialismo, dadas as suas `atitudes existenciais` e também porque suas idéias influenciaram pensadores contemporâneos.

A concepção do tempo é muito complexa, uma vez que o que se aprende é a medi-lo com um cronômetro ou relógio, mesmo sabendo que é uma convenção. Segundo ABBAGNANO (2007), existem três concepções fundamentais: a) o tempo como ordem mensurável do movimento, vinculada ao conceito cíclico do mundo e da vida do homem (Antiguidade) e ao conceito científico do tempo (atualmente); b) o tempo como movimento intuído, vinculado ao conceito de consciência, com a qual é identificado; e c) o tempo como estrutura de possibilidades, derivada da filosofia existencialista.

Para Plotino, o tempo não existe fora da alma: ele `é a vida da alma e consiste no movimento pelo qual a alma passa de um estado a outro de sua vida`. O Universo estaria no tempo só na medida em que está na alma do mundo.

Para Santo Agostinho, o tempo é identificado com a própria vida da alma que se estende para o passado ou para o futuro.

Santo Anselmo

Santo Anselmo vê a existência de Deus à luz da Fé, da necessidade de crer em algo maior para explicar a existência das pessoas, dos animais, das coisas. No entanto, é uma questão natural. Quantas vezes, em momentos de meditação, observando a natureza, nos perguntamos se existe algo maior que nós? Quantas vezes chegamos à conclusão de que sim? Que não pode ser só isso que nos vemos e vivemos? Sabemos também que isso é muito difícil de provar. Santo Anselmo tentou utilizar a lógica para tentar convencer os ateus da existência de Deus, já que, em tese, eles não possuiriam Fé. Contudo, usando argumentos lógicos, eles poderiam ficar convencidos .

Um monge chamado Gaunilão contra-argumentou essa concepção dizendo que "não é pelo fato de eu supor idealmente existentes as Ilhas Afortunadas, que elas existem", em outras palavras, não é pelo fato de eu supor que existe um Ser maior, que ele existe. Segundo Kant, "a idéia de uma coisa não implica sua existência". Porém, Santo Anselmo também teria afirmado: "não é por um pintor conceber uma obra, que ela já existe". Tecnicamente, é muito difícil provar a existência de Deus porque nós somos limitados. Por mais que se desenvolvam nossa ciência e tecnologia, dificilmente conseguiríamos materializar essas provas e levá-las ao conhecimento de todos. No meu âmago, penso que somos parte de um Ser maior. A natureza também é parte de um Ser maior. Essa nossa vida não pode ser em vão, ela tem algum propósito. Até mesmo o fato de estarmos reunidos virtualmente discutindo esta questão. Mesmo com argumentos prós e contras, concordando ou discordando uns dos outros, ocorre um aprendizado e um crescimento individual e coletivo, mesmo que isso não seja notado imediatamente. Por que tudo isso? No meu entender, porque existe uma razão que não nos é dada conhecer neste momento. Mais tarde, ela se revelará de um modo ou de outro, mesmo distante da Fé. Entendo que foi esse o sentido que Santo Anselmo quis trazer à baila e este tem perdurado por mais de 1.500 anos e ainda nos faz pensar a respeito.

Questão 3: Como caracteriza o Aquinate o ente real? Em que consistem os ‘transcendentais”? Por que, segundo Tomás, todo ser é verdadeiro? E o que quer explicar a analogia ‘tomista’? O que caracteriza cada um dos cinco caminhos da prova da existência de Deus? Qual a diferença desta prova com a de Anselmo?

Tomás de Aquino

As questões são complexas, por isso, pode-se começar com os transcendentais ou transcendentes. Os transcendentais ou transcendentes são as propriedades que todas as coisas têm em comum, que excedem ou `transcendem` as diversidades de gêneros em que as coisas se distribuem. Para Tomás de Aquino são as propriedades "que se acrescentam ao ente e expressam um de seus modos, que não é expresso pelo nome do ente", enumerando seis delas, em latim: ens, res, unum, aliquid, bonum, verum (`ens`, coisa, uno, `aliquid`, bom, verdadeiro). Para Kant, é o conhecimento que cuida do nosso modo de conhecer os objetos e que seja possível `a priori`. Entretanto, não é qualquer conhecimento `a priori`, mas apenas o conhecimento que possibilita saber que representações (intuições e conceito) são aplicadas ou são possíveis exclusivamente `a priori` e como isso se dá. Não é o que está além da experiência, mas o que antecede a experiência, mesmo não se destinando a outra coisa, senão a possibilitar o simples conhecimento empírico.

O nome Aquinate é usado para identificar o santo dominicano Tomás, oriundo de Aquino, pois ele nasceu no Castelo de Roccasecca, localizado no Condado de Aquino, no reino das Duas-Sicílias, no Lácio, próximo ao reino de Nápoles, em 1225.

Por ‘tomismo’ entende-se: (1) todo pensamento sistemático ou não de São Tomás de Aquino, sua filosofia e sua teologia; (2) o pensamento que segue integral ou parcialmente os ensinamentos de São Tomás de Aquino, em filosofia e teologia; e (3) o pensamento dos que expõem, defendem e disputam as teses da filosofia e da teologia de São Tomás de Aquino. Estes são conhecidos como ‘tomistas’, geralmente, a Ordem de São Domingos.

A ‘Escola Tomista’ se desenvolveu ao longo da História do Pensamento de São Tomás de Aquino por todos os que o seguiram, em quatro etapas, entre os séculos XIII e XX.

a) Primeira Etapa (Clássica): séculos XIII a XV, caracterizada pela defesa do tomismo frente às suas oposições;

b) Segunda Etapa (Pós-clássica): meados do século XV e fins do século XVI, onde a obra de Tomás de Aquino é comentada;

c) Terceira Etapa (Mediana): de meados do século XVI a fins do século XVIII, caracterizada pela disputa entre as diversas interpretações das obras de São Tomás de Aquino.

d) Quarta Etapa (Neotomismo): do século XIX ao século XX, caracterizada por um retorno ao tomismo.

O Tomismo sofreu críticas de outros filósofos, como Duns Escoto e Guilherme de Okham, considerados ‘antitomistas’, ou seja, criticaram ou se opuseram ao ‘Tomismo”, criticando alguma doutrina ou tese do sistema filosófico-teológico de São Tomás de Aquino.

O Antitomismo também é divido em quatro etapas compreendidas entre os séculos XIII e XX.

a) Primeira Etapa: compreende os séculos XIII e XV, caracterizada pela disputa ao tomismo e tem como principais representantes John Peckham, Robert Kilwardby, Siger de Brabant, Duns Escoto e Guilherme de Okham.

b) Segunda Etapa: período entre os séculos XVI e XVII, onde houve oposição às doutrinas teológicas. Seus principais representantes foram Descartes, Lutero, Suárez e Molina.

c) Terceira Etapa: séculos XVIII e XIX, onde houve crítica às doutrinas filosófico-teológicas, principalmente, por Marx e Nietzche.

d) Quarta Etapa: séculos XX e XXI, críticas por ignorância, desconhecimento e preconceito. Os principais representantes são Sartre e Comte.

Duns Escoto

Duns Escoto, também conhecido como Duns Scot por ter nascido na Escócia, é conisderado um dos filósofos antitomistas, por discordar de São Tomás de Aquino em, pelo menos, seis questões:

1) Escoto propõe a doutrina da distinção para submeter à análise os conceitos complexos para reduzi-los a conceitos simples; Tomás admite a distinção dos conceitos mediante as teorias da abstração e da analogia.

2) Escoto propõe que o Ser é um conceito unívoco; Tomás afirma que o conceito é análogo;

3) Escoto afirma que o Ente unívoco é objeto do intelecto; Tomás sustenta que o Ente é o que primeiro apreende o intelecto, mas o ser é análogo;

4) Escoto rejeita as demonstrações que partem da experiência para se chegar ao Ente necessário; Tomás se vale das demonstrações a posteriori para provar a existência do Ente necessário ;

5) Escoto admite que o princípio da individuação é o próprio Ser; Tomás coloca na matéria assinalada pela quantidade a individuação dos entes corpóreos e

6) Escoto afirma que o bem não depende do Ser, mas apenas de Deus; Tomás sustenta que ser e bem são conversíveis, de tal modo que onde houver Ser há o Bem.

Guilherme de Okham

O franciscano Guilherme de Okham representa as múltiplas instâncias com que se encerra a Idade Média e se abre o século XIV. Conhecido como "o príncipe dos nominalistas", no passado ele era lembrado o mais das vezes como teórico de vãs sutilezas, privadas de qualquer contato com a realidade. Logo, porém, sua originalidade emergiu novamente nas várias vertentes do saber lógico, científico, filosófico e teológico. Além de suas contribuições lógicas, também se destacam suas teorias físicas e, sobretudo, a concepção do conhecimento físico de natureza especificamente empírica, bem como a separação entre a filosofia e a teologia; no campo político-religioso, a autonomia do aspecto temporal em relação ao espiritual, com suas conseqüências políticas e institucionais.

O espírito "laico", mas não "laicista", se inicia com ele, porque, com sua doutrina e sua vida, ele encarna a incipiente afirmação dos ideais de dignidade de cada homem, do poder criador do indivíduo e da cultura em expansão, livre de censuras, idéias que a nova época do Renascimento desenvolverá.

Guilherme de Okham se opõe a Tomás de Aquino resumidamente com dez teses:

1a. Ockham defende a autonomia da fé e da razão o que o leva a difundir a teoria da dupla verdade; Tomás sustenta que fé e razão se conciliam, embora sejam campos distintos de conhecimento;

2a. Ockham afirma que o conhecimento é individual; Tomás sustenta que é universal;

3a. Ockham estabelece sucessivas subdivisões do conhecimento; Tomás o divide em abstrato-universal e concreto-singular;

4a.Ockham afirma que os universais são nomes; Tomás diz que os universais são conceitos abstratos e que expressam a essência das coisas conhecidas;

5a. Ockham sustenta que os Entes não se devem multiplicar se não for necessário, critica os conceitos de substância, acidente, causa e efeito (isto é conhecido como ‘navalha de Okham’) ; Tomás admite a distinção e multiplicidade de Entes;

6a. Ockham propõe uma nova lógica; Tomás afirma a primazia da lógica aristotélica;

7a. Ockham critica as provas a posteriori da existência de Deus e propõe a prova da existência de Deus baseada sobre causas conservantes; Tomás expõe e desenvolve as provas da existência de Deus a partir de argumento e demonstração a posteriori;

8a.Ockham afirma que só há Fé por um lado e Razão por outro lado, sem possibilidade de síntese e conciliação; Tomás insiste na conciliação de Fé e Razão, já que o conteúdo da Fé revelada não é alheia, embora transcenda, a à Razão humana;

9a. Ockham inspira o individualismo político e a falibilidade papal; Tomás sustenta o princípio do bem comum como norteador da vida política, respeitando as diferenças individuais, além do poder do Sumo Pontífice;

10a. Ockham não crê ser necessário buscar um princípio de individuação para os seres, já que todos são individuais; Tomás admite um princípio de individuação para as substâncias, porque distingue nas substâncias natureza e suposto.

Guilherme de Okham ficou famoso nos nossos dias pela expressão "navalha de Okham", que nada mais é que a expressão da seguinte idéia: não há de se aceitar múltiplas entidades sem que seja necessário. Isto foi incorporado à ciência, de modo que muitos homens de ciência trabalham com ele ainda hoje, ou, mais hoje do que nunca. Os homens de ciência, em geral, olham para os fenômenos e dizem que ele pode ser melhor explicado com poucos elementos do que com muitos; ou ainda: se temos uma teoria complexa, com muitos elementos, e uma teoria simples, com poucos elementos, é mais razoável dar mais chances para a teoria simples.













BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1. ABBAGNANO, Nicola. Introdução ao existencialismo. São Paulo:Martins Fontes, 2006.

2. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

3. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1998.

4. UCB. UEA-02 – O modo de conceber e fazer filosofia de alguns pensadores medievais. Apostila do Curso de Especialização em Filosofia e Existência. Brasília: Universidade Católica de Brasília, 2007.

5. http://www.aquinate.net



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