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Artigos-->TJN - 004 = A Modernidade da Igreja -- 14/09/2007 - 07:22 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. A MODERNIDADE DA IGREJA







A Igreja quer ser moderna só que não comunga dos conceitos de modernidade que o mundo consumista, materialista e hedónico lhe quer impor. Não pode comungar com a ostentação da inssexualidade e das perversões sexuais nem com os comportamentos desviantes que levam ao aborto. A mensagem da Igreja é outra, o seu conceito de modernidade é diferente, pois baseia-se na consciência, na alma e não no componente corpóreo, apenas necessário para a vivência da prova da vida. Procura os prazeres eternos do espírito que levam a Deus e não os prazeres efémeros do corpo, apenas estímulos necessários à preservação da espécie que não levam a nada mais. Jamais poderá concordar com a exploração dos sentimentos íntimos do ser humano, da sua dignidade para fins meramente especulativos, nem com o conceito materialista do amor que o transforma apenas em sexo. O sexo no Homem, como ser superior, não é só instinto como nos animais. Está imbuído dum sentimento psicoafectivo que se chama Amor.

O Homem como entidade auto-consciente e racional, é também um ser responsável, imputável e punível. A consciência responsabiliza-o pelos seus actos e pune-o eternamente se não conseguir redimir-se antes de perecer. Do castigo da consciência jamais se poderá livrar. É desse problema grave que a Igreja se empenha e que nada tem a ver com a modernidade hedónica actual, baseada no gozo efémero e aliciante das moléculas e dos neurónios. Por isso, o conceito de modernidade da Igreja, nada tem a ver com o conceito de modernidade que os grandes grupos económicos, apoiados pelos ateus e agnósticos, querem fazer passar.

É sabido que, quando a carne se esgotar, dando início à decadência física, é que o Homem sentirá esta realidade atroz com mais clareza e então verá, se não o conseguir antes, que o Papa João Paulo II estava bem mais lúcido do que aqueles que o aconselhavam a renunciar, mesmo na sua doença que apenas fisicamente o diminuia e atormentava.





Reinaldo Beça

(reibessa@hotmail.com)



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