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Artigos-->Lembrar é preciso - 20 (Ronald Biggs no Palácio da Justiça?) -- 16/11/2001 - 09:38 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O grupo Terrorismo Nunca Mais (www.ternuma.com.br) traz em seu site uma interessante biografia do novo Ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, que tomou posse no dia 14 de novembro último.



Afirma o site que no dia 10 de agosto de 1968 a Ação Libertadora Nacional (ALN), criada em 1967 por Carlos Marighela, promoveu o assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí, levando NCr$ 108.000.000,00, cuja ação consolidou o grupo terrorista na luta armada. Um dos que participaram do assalto foi ninguém menos que nosso Ministro Aloysio.



Carlos Marighela é o autor do “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”, livro de cabeceira de duas gerações de terroristas, inclusive do Baader-Meinhoff, da Alemanha, e das Brigadas Vermelhas, da Itália. Em um trecho do Minimanual, Marighela dá o tom de seus ensinamentos: “... os ‘tiras’ e policiais militares que têm sido mortos em choques sangrentos com os guerrilheiros urbanos, tudo isto atesta que estamos em plena guerra revolucionária e que a guerra só pode ser feita através de meios violentos.” Entre outras “ações” da ALN do Ministro Aloysio, além do assalto ao trem, destacam-se:



- seqüestro do embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick, no dia 4 de setembro de 1969, em “frente” com o MR-8 de Fernando Gabeira; este, escreveu um livro sobre o episódio, “O que é isso companheiro?”, que virou filme e concorreu como melhor filme estrangeiro em Hollywood; na época, Gabeira quis obter visto de entrada nos EUA, mas lhe foi negado, porque lá, diferente daqui, os atos terroristas não prescrevem;



- no dia 23 de março de 1971, a ALN faz o “justiçamento” de um “quadro”, Márcio Leite de Toledo; como se sabe, comunista não mata, “faz justiçamento”;



- junto com o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), a ALN assassina o industrial Henning Albert Boilesen, diretor do Grupo Ultra, no dia 16 de abril de 1971;



- terroristas da VAR-Palmares, da ALN e do PCBR assassinam o marujo da flotilha inglesa que visitava o Rio de Janeiro, David A. Cuthbert, de 19 anos, no dia 8 de janeiro de 1972.



- a mesma tróica terrorista (ALN, VAR-Palmares e o PCBR) no dia 25 de fevereiro de 1973 assassina em Copacabana o delegado Octávio Gonçalves Moreira Júnior.



Além de Marighela, outro terrorista de destaque foi Carlos Eugênio Sarmento da Paz, que confessou ter praticado em torno de 10 assassinatos; Jessie Jane Vieira de Souza, outra “militante” da ALN, é hoje diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro.



Em 1971, a ALN divide-se em duas facções: o Movimento de Libertação Nacional (Molipo) e a Tendência Leninista (TL); o atual presidente do PT, José Dirceu, era um dos integrantes do Molipo, fundado pelo serviço secreto cubano.



Sabe-se que Aloysio Nunes Ferreira, depois do assalto, fugiu com a esposa Vera Trude de Souza para gozar os encantos de Paris. Lá, com certeza Aloysio manteve contato com o “exílio de caviar” de Fernando Henrique Cardoso e a Frente Brasileira de Informações (FBI), criada em 1969 por Miguel Arraes, Márcio Moreira Alves, Almery Bezerra e Everaldo Noroes. A FBI tinha por objetivo fazer difamações contra os governos militares do Brasil e era ligada a organizações de esquerda, incluindo o agitprop francês Jean-Paul Sartre. A FBI chegou a ter “filiais” em outros países, como o Chile de Salvador Allende, onde militavam os “apistas” (da Ação Popular) José Serra e Betinho.



Muitos criticam o Movimento TERNUMA, por colocar na vitrine virtual os “honrosos” currículos de terroristas que outrora infernizaram o País, dizendo que isso tudo é desespero de “milicos de pijama”, que não se conformam com os novos tempos e que têm saudade dos “anos de chumbo” – expressão pejorativa utilizada por toda a esquerda.



Na verdade, o Movimento TERNUMA é apenas um contraponto ao Movimento Tortura Nunca Mais, que faz patrulhamento de todos os ex-integrantes dos serviços de segurança que livraram o Brasil de uma guerra civil ou, numa hipótese mais horrível, do jugo comunista. A diferença entre o Ternuma e o Tortura é que o primeiro historia fatos, enquanto que o segundo apenas faz apologia a terroristas. É só ver o conteúdo dos respectivos sites na Internet.



O Tortura Nunca Mais (que volta e meia recebe vultosas verbas do Governo Federal – é só consultar o Diário Oficial da União) já há muitos anos faz patrulhamento de militares que combateram os Che Guevaras e os Bin Laden de outrora no Brasil. Uma vítima do Tortura foi o Coronel Avólio, adido militar em Londres. Junto com a Anistia Internacional, o Tortura pressionou o governo britânico para extraditar o “torturador” brasileiro, até Tonico Blair, então presidente da Câmara, entrou na jogada. Mesmo sem ninguém apresentar provas, FHC atendeu a chantagem do Tortura.



Depois foi a novela do médico General Fayad, importunado pelo Tortura até que teve sua licença profissional cassada e foi afastado do comando de um órgão de saúde do Exército. O motivo alegado foi o mesmo do coronel Avólio, porém sem provas. Só recentemente, depois de uma longa batalha judicial, Dr. Fayad obteve novamente o direito de exercer sua profissão.



No final do ano passado, tivemos outro desfecho por conta do patrulhamento do Tortura, quando um tenente “torturador” foi “descoberto” trabalhando na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Tanto ele quanto seu chefe direto, coronel De Cunto, Diretor da Agência, foram mandados por FHC para o olho da rua.



Mesmo que todos eles tivessem realmente sido torturadores, ou até assassinos, não cabe a ninguém persegui-los – como a tantos outros brasileiros, inclusive delegados de Polícia – ou constrangê-los perante a sociedade e perante suas famílias, simplesmente porque foi promulgada uma lei de anistia a todos os brasileiros. "Pela anistia se elimina não somente a punibilidade da ação, mas a sua própria existência como crime, isto é, as conseqüências penais que dele podem decorrer.” (Mirador, Tomo 2, Encyclopaedia Britannica).



Por que, então, terroristas e assassinos, que explodiram prédios e pessoas nos “anos de dinamite”, podem exercer cargos públicos, sem que sofram qualquer tipo de constrangimento, enquanto que os agentes que combateram o terrorismo hoje são tão perseguidos? A lei da anistia não deveria ser aplicada a todos? Assim sendo, faço uma pergunta bem simples ao presidente do STF: por que Sua Excelência também não fica “perplexo” com essas perseguições contra inocentes da mesma forma que ficou “perplexo” por ocasião dos documentos sigilosos do Exército, surrupiados em Marabá por procuradores da República e tornados públicos à imprensa? Algum procurador será punido por ter infringido uma lei federal? Com a palavra Sua “Suprema” Marco Aurélio.



Como se pode observar, tendo por base a patrulha do Tortura, não é o Ternuma, não são os “milicos de pijama” que estão promovendo ações de revanchismo, ao apresentar "curricula vitae" de antigos terroristas hoje elevados a cargos de distinção na República. Quem promove há muito tempo o psico-terrorismo em nosso país são as “senhoras de camisola” do Tortura, não o Ternuma. Este apenas apresenta a outra face da história recente do País aos brasileiros, a verdadeira história.



Não fosse a patrulha do Tortura, e o desrespeito de nossas instituições, certamente não haveria o Ternuma. Os brasileiros não precisariam nem saber que temos hoje Ronald Biggs no Palácio da Justiça. Nem que o presidente do PT, José Dirceu, pertenceu ao serviço secreto de Cuba. Dois importantes políticos da atualidade, mas que outrora se aliaram à sinistra ALN, filhote da OLAS de Fidel Castro, tirano que prometeu “criar um Vietnã em cada país sul-americano”. Todos os grupos terroristas atuantes no Brasil nas décadas de 60 e 70 não tinham como objetivo “democratizar” o Brasil. A sua luta não era contra a “vil ditadura” dos militares. Mesmo que nosso País fosse governado por um presidente civil, teriam promovido o terrorismo da mesma forma, como ocorreu na Argentina, na Bolívia e mesmo no Chile, durante o Governo Allende, em que sua guarda pretoriana assassina se aliou ao MIR e ao Partido Comunista para eliminar desafetos. A verdade é que todos aqueles grupos terroristas atuantes no Brasil desejavam implantar em nosso País um sistema político nos moldes cubanos, ou seja, a ditadura comunista. Não a democracia.



Felizmente, nossos atuais distintos Ministro da Justiça e Presidente do PT não obtiveram êxito em suas antigas atividades guerrilheiras. Se tivessem sido vitoriosos, o Brasil hoje poderia ser uma Angola de dimensão continental, milhões de minas terrestres estariam mutilando pessoas, brasileiros se trucidando uns aos outros em uma guerrilha infernal sem fim. Fernando Henrique Cardoso, hoje, não estaria governando um país pacífico. Provavelmente, a exemplo do Presidente Pastrana, do Peru (e das FARC), FHC estaria hoje negociando com José “Tirofijo” Genoíno a “liberação” de uma extensa área na região de Chambioá para os guerrilheiros do PC do B.



É mais do que hora de os brasileiros esquecerem antigas desavenças e se unirem em torno de um objetivo nacional de progresso econômico-social. Só assim deixaremos de ser um País partido em sua alma e seu corpo, tudo por conta de uma história mitológica que a esquerda está contando há anos às novas gerações. Infelizmente, com muito sucesso.



Félix Maier

ttacitus@hotmail.com

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