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Artigos-->NÃO DESISTAM DA ECOLOGIA DO SER HUMANO -- 14/06/2007 - 15:40 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
NÃO DESISTAM DA ECOLOGIA DO SER HUMANO



Márcio Filgueiras de Amorim





Parece sem sentido ver uma flor delicada e bonita, parecendo ter sido criada nos dias mais inspirados da criação, perdida em um pasto ressequido e inóspito.

O cosmo e a terra nossa mãe são sábios. A vida brota onde se permitir. Com água, um pouco de substrato e luz teremos vida.

Claro que a visão biológica falaria que aquela flor tão grandiosa está sendo forçada pela terra seca a produzir sementes para perpetuar as espécies...

Observando nossas crianças e adolescentes, acredito, como Rousseau, que “o homem é bom, a sociedade é que o corrompe” ou, como Platão, para quem a busca essencial do ser humano é pelo Bom, Belo e Verdadeiro, mesmo tendo se esquecido disso.

Pais, mães e educadores: vamos forjar seres humanos mais completos, educados para Pensar, mas que saibam Sentir, não negando os sentimentos e aprendam a Querer. A casa tem que cultivar valores mesmo que em algum momento você ache que seu filho é como a flor no capim seco em face da grosseria generalizada. Não desista da ecologia do ser humano.

Já superamos a fase da sobrevivência, precisamos agora a agregar valores de urbanidade, cooperação, gentileza, honestidade, amor ao próximo e cortesia. Tudo isso é também uma questão de sobrevivência do ser. A seleção natural privilegia quem cultiva valores e afasta os outros deletérios.

- Para que nasce uma flor delicada e bela no meio de um capim seco?

Temos visto crianças grosseiras, felizmente, não todas. E, em geral, adultos fecham os olhos projetando neles sua aversão e, como no arquétipo do “bode expiatório”, sacrificam um bode aos céus para se sentirem sem pecados.

Ficamos chocados quando abrimos os jornais e lemos as brigas de parentes matando parentes e adolescentes cometendo delitos por tão pouco.

Há que se cultivar valores, não de uma forma hipócrita em que só percebemos a falha do outro. A velha máxima no Oráculo de Delfos já dizia: “Conhece-te a ti mesmo”. Todos somos falhos, todos estamos aprendendo e evoluindo na escola da vida.

Recentemente, um homem admirável por seus valores, o rabino Sobel, que denunciou a tortura na ditadura e tem uma abertura para todos os credos, segundo os jornais, furtou quatro gravatas. Afastou-se da chefia de sua sinagoga. Pediu desculpas, mas falhou em um valor pequeno diante dos acertos nos grandes valores.

Sempre admirei Sobel e vou continuar a admirá-lo porque da mesma forma que um só acerto não forma uma imagem de alguém um só erro também não pode fazê-lo.

A missão do homem deve ser sempre nobre, mesmo que não grandiosa. A mãe que cuida, o pai que impõe limites, a palavra certa para o amigo que precisa, tudo isso faz parte da nossa missão. Nem todos seremos famosos, mas nos conhecendo melhor, vendo nossos valores e os que ainda não temos, poderemos melhorar e começar a semear belas flores no campo inóspito.



Publicado no Caderno Ecológico do Jornal Vale do Aço, Ipatinga, MG
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