Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
176 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 58677 )
Cartas ( 21225)
Contos (13001)
Cordel (10257)
Crônicas (22150)
Discursos (3159)
Ensaios - (9335)
Erótico (13465)
Frases (45881)
Humor (19090)
Infantil (4324)
Infanto Juvenil (3494)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1335)
Poesias (137799)
Redação (3032)
Roteiro de Filme ou Novela (1059)
Teses / Monologos (2423)
Textos Jurídicos (1940)
Textos Religiosos/Sermões (5387)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->tjn - 011 = Guerra Junqueiro, aqui, já, imediatamente, agora -- 07/02/2007 - 13:26 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Abílio Guerra Junqueiro veio ao mundo em Freixo de Espada à Cinta a 17 de Setembro de 1850, filho de um negociante e lavrador abastado, José António Junqueiro, e de Ana Guerra, tendo ficado órfão de mãe aos 3 anos.



Iniciou os seus estudos preparatórios em Bragança, matriculando-se em 1866 no curso de Teologia da Universidade de Coimbra. Sentindo que não tinha vocação para a vida religiosa, dois anos depois transferiu-se para o curso de Direito, que concluiu em 1873.



Entrou a defender a sua vida profissional no funcionalismo público da época, tendo sido secretário-geral dos Governadores Civis dos distritos de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo. Em 1878, foi eleito deputado pelo círculo de Macedo de Cavaleiros. Aos 73 anos, faleceu em Lisboa a 7 de Julho de 1923.



Político, deputado, jornalista, escritor e poeta, popularíssimo vate no seu tempo, foi o mais típico representante da chamada "Escola Nova". Panfletário assaz activo, a sua poesia ajudou a criar o ambiente revolucionário que proporcionou a implantação da República.



Parasitas



No meio duma feira, uns poucos de palhaços

Andavam a mostrar, em cima dum jumento

Um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,

Aborto que lhes dava um grande rendimento.



Os magros histriões, hipócritas, devassos,

Exploravam assim a flor do sentimento,

E o monstro arregalava os grandes olhos baços,

Uns olhos sem calor e sem entendimento.



E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:

Deram esmola até mendigos quase nus.

E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos,



Eu lembrei-me de vós, funâmbulos da Cruz,

Que andais pelo universo há mil e tantos anos,

Exibindo, explorando o corpo de Jesus.



Guerra Junqueiro



Ao reler em 2007 um dos meus mais dilectos poetas, tenho a ideia de que o tempo não passou e dá-me a sensação de que estou a ver televisão a cores...



Torre da Guia
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui