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Artigos-->TJN - 009 = Sobre o drama da menina sem nome -- 26/01/2007 - 17:08 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Sobre o drama da menina sem nome



Por mais que tente não consigo que o meu coração dê mais rotações do que o meu raciocínio. Sou, por índole e (de) formação profissional, um pragmático.

Ao longo da vida sofri alguns problemas por causa deste feitio. Quem é que gosta que duvidem de si? Que ponham em causa aquilo que diz? Alguns zangam-se muito só por a gente dizer:

- “Isso se calhar não é bem assim. Ora vamos lá ver!”

Já me têm dito que eu devia era ser polícia, e eu nem me zango, pois se calhar têm razão.

Mas ser pragmático tem vantagens também.

Se estou em casa doente começo a ficar muito impaciente e irritadiço porque me sinto inseguro, mas mal entro a porta do hospital passa-me logo tudo. Às vezes até parece que fico logo bom! O meu raciocínio leva-me a perguntar ao meu automóvel onde é que ele se sente bem quando está avariado:

- Numa oficina. Escolhe-me um bom mecânico!

Eu, tal como o automóvel, o que quero é um bom profissional a tratar-me da saúde. Embora não seja de desprezar uma palavra amiga, um carinho, dou muito mais importância à sua bagagem técnica. Estou mesmo convencido que para ele estar no máximo da sua capacidade não deve comover-se com o estado do paciente. Prefiro-o frio e racional.

Deste modo, eu que até já tenho uma operação agendada não vou deixar de recomendar ao cirurgião:

- Dr. Esteja á sua vontade, corte o que for preciso. Faça o seu melhor e não se preocupe com mais nada.

Não é por acaso que nas entrevistas para empregos aparece sempre a sacramental pergunta:

- Como reage você quando está sob pressão?

É porque existem dois modos de agir, ou não é?



Sem exagerar acho que todo o mundo devia ser um pouco mais pragmático.

Tenho um amigo que munido de uma máquina fotográfica procura os ângulos mais insólitos para focar objectos comuns. Depois, com as fotografias em punho, vem perguntar-nos se sabemos o que é. Fica eufórico quando não adivinhamos.

Na vida tudo tem mais do que um ângulo de observação e nenhum deve deixar de ser explorado, principalmente quando se trate de casos complicados, como é este da menina com dois pais.

A falta de uma pitada de pragmatismo e o coração de o prego a fundo, não nos permitem sair do canal de opinião oficial, a maior parte das vezes estabelecido sem ter sido feita uma investigação cuidada e isenta.



“O caso que apaixona Portugal”, é um título bem apelativo que nos induz a comprar imediatamente o jornal ou a revista que o expõe na primeira página.

Acontece que a paixão cega-nos e tacteando, às vezes acabamos por seguir pelo caminho errado.



Não tenho, pelo que nos é dado saber, informação suficiente para opinar salomonicamente sobre este caso, mas alguma coisa me diz que quem já o fez vai ter que reformular a sua opinião. Apenas reformular.



António Mata

ajmata20@clix.pt



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