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Artigos-->AS SACANICES PARLAMENTARES -- 19/12/2006 - 17:11 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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AS SACANICES PARLAMENTARES

(Por Domingos Oliveira Medeiros)



Não pude mais me conter. Não tinha sequer palavras. Palavras para dizer. Da minha indignação. Recorri ao dicionário. Vocabulário emprestado. Foi a minha salvação. Não pude ficar calado. Não sabia o que fazer. Estava sendo roubado. Mas resolvi escrever. Resolvi dar o recado. Que nem é mais novidade. Todo ano, a mesma coisa. Parece até de mentira. Mas é a pura verdade.



Canalha, patife ou malandro. Assim não há quem agüente. Aprovaram num instante. A remuneração duplicada. Sem caráter o espertalhão. Gastando o dinheiro da gente. Mais um golpe traiçoeiro. Todo mundo apertado. Todo mundo sem dinheiro. E o deles aumentado. Na Câmara Federal. E também lá no Senado. Noventa e um por cento. O tamanho do aumento. Um presentão de Natal. Foi esse o percentual. Que deverá ser seguido. Pelo efeito cachoeira. Na esfera estadual. Alcançando os vereadores. Da Câmara Municipal. Por todo o território. A farra é nacional. Mas para o salário de fome. Nunca existe dinheiro. Orçamento apertado. Apesar de tanta promessa. Que o Mínimo seria dobrado.



Com tanto serviço atrasado. Não se iludam, brasileiros. Vão apelar novamente. Fazer a convocação. Aquela extraordinária. Que todo ano acontece. Cujo nome deveria. Chamar-se de ordinária. Já que aprova projetos. Que sempre foram adiados. E que deveriam, portanto. Há tempos serem votados. Durante o ano inteiro. Mas que foram acumulados. Transformados em presente. Às custas do bolso da gente. E para tanto trabalho. Vejam só a covardia. Além do novo salário. O custo da brincadeira. Será em milhões de reais. Garfados do pobre erário. Pois tem também o salário. De todos os assessores. Dos nobres parlamentares. E o valor das diárias. Mais todos os gastos extras. Pra funcionar o plenário. Café, água e energia. Material de consumo. Na ilha da fantasia. Gasta-se muito dinheiro. Do imposto que é pago. Pelo povo brasileiro. E ninguém faz disso segredo. Todo ano é assim. Afinal não é ruim. Só pra levantar o dedo. E votar dizendo sim.





Fim de ano garantido. Ousado e bem atrevido. Não houve contestação. Todo mundo foi servido. Do bolso do cidadão. Grande é seu coração. O povo que não entende. Aquela grande união. De siglas e de partidos. Em torno de mais tostão. Dinheiro pra lá de milhão. Do orçamento da União. Com o orçamento apertado. Salário bem encurtado. Vou gritar pega ladrão. O povo está sendo garfado. Tem muita gente atolado. Eleitor desesperado. Acreditando em promessa. Apostou em melhorias. No final, a baixaria. Só mesmo dando uma surra. Umas boas chineladas. Uma surra de porrete. De bengala ou de cacete.



Triste povo brasileiro. Mais uma vez o Congresso. Corre atrás, é o primeiro. Tira do pobre o dinheiro. Embolsa mais uma vez. O aumento ecológico. O aumento em cascata. Respinga no Vereador. O dele também aumentou. Está tudo atrelado. Mais renda para o seu bolso. E dane-se quem não gostou. A farra agora é geral. O clima é de fim de ano. O espírito é de Natal. Pobrezinho dos deputados. Fazer o bem sem olhar. Quem será beneficiado.



A desculpa esfarrapada. O trabalho é intenso. Segundo a nossa Carta. Assim pensa e se farta. Nova legislatura. Com salário à altura. E que se faz necessário. Combater a corrupção. Não dar férias para a crise. Pois tudo será apurado. Em toda a sua extensão. Na CPI dos Correios. E também do Mensalão. Não se toca mais no assunto. A CPI do Banestado. Não teve final feliz. Tudo foi discutido. E tudo foi arquivado. A do Bingo, ora essa! Andou devagar e sem pressa. Deixou tudo pra depois. O mesmo feijão com arroz. Afinal, na pizzaria. O forno é que interessa. A massa que anda fria. E a farsa da confraria. De há muito está montada. Basta ver que até agora. Ninguém sabia de nada. Foram pífios os resultados. Dois ou três foram cassados. Outros tantos indiciados. Estão sendo absolvidos. Nenhum devolveu o dinheiro. Nenhum deles algemados.



E o nosso presidente. Presidente do Senado. Acerca do grande aumento. Parece muito à vontade. Junto com titular. Da Câmara dos Deputados. Dá a sua opinião. Não quer ouvir nem falar. E nem tampouco saber. O que pensa a população. Acha inútil a discussão. No fundo, o que interessa. É a sua reeleição. Daqui pra frente, parece. Toda e qualquer relatório. Sendo aceito ou recusado. Será, sempre, trabalho em vão. Por conta do voto secreto. Que não é justo, nem correto. Motiva a corrupção. Acordo de cavalheiros. Pra dizer sempre não. No lugar que é do sim. E assim, de grão em grão. Salva-se quem for honesto. E também quem foi ladrão.



Isso é mais que sacanagem. Isto é mais que sacanice. Devassidão, bandalheira. Só mesmo falando besteira. Isso é pura roubalheira. Assim diz o dicionário. O povo vota calado. E dá uma de otário. Vai ficar chupando dedo. Ou comendo salgadinho. Aquele com queijo e tomate. Com salsicha e pimentão. Enfiado num palito. Que a gente segura na mão. Cujo nome é sacanagem. Já aprendi a lição. Ou a gente abre a boca. Ou acaba com a eleição. Fim do voto obrigatório. Da pesquisa de opinião. Do voto secreto em plenário. A coisa passou do limite. E ainda há quem acredite. Que é falta de educação. Na minha terra, no entanto. Tudo isso tem um nome. È pura esculhambação. Ou essa gente toma juízo. Ou a gente para com isso. Ou se a Nação.



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