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Artigos-->Tua face oculta -- 13/09/2006 - 01:23 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos




Aquilo que não me dizes,

Que me dá medo.

Aquilo que guardas tanto, já velho-

Já acumulado de espanto

Num canto de teu sossego.



Isso sim, me põe medo.



Como se não soubesse

Ando de canto a canto,

Faço de conta que esqueço,

Nem intento - não vejo.

Tua face oculta me espreita.



Isso : me deixa muda.



Vou resgatar as lembranças

E revisar toda a casa.

Juntar postais e memórias

Como sinais, como glórias.

Mas o essencial, isso foge.



Isso : as letras sem volta.



Aquilo que quase pego,

O teu segredo!

Que não me contas, não acho.

Nunca terei seu perfume,

Não saberei essa dor.



Isso me falta sempre,

Me sobra .

Me fura : até me costura.

Como se fosse pano.





Ou então talvez,

(Mero engano!!)

Como se me contasses.



Como se acreditasse

Que não tivesse engano.

Esse segredo austero

Que sabe ser calado.



Sabe ser grande e forte

E rouba meus pensamentos.

Vive tão incrustado

que nós,

se ele fosse embora

(talvez)

o procurássemos.

















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