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Artigos-->POR QUE NÃO POSSO CRER NO DEUS QUE ME PREGARAM -- 01/11/2001 - 17:54 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Desde a minha infância me foi ensinado que temos um deus onipotente, onisciente, onipresente, justo e bom; que se eu for bom, ele me leva para o céu, um lugar de completa felicidade sem fim; mas se eu for mau, ele me lança em um lago de fogo a arder eternamente; que ele vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração; que não cai sequer uma folha de uma árvore sem a vontade desse deus; que ele sabe o fim desde o princípio; que ele não fala diretamente conosco, mas determinou que seus homens escolhidos escrevessem a sua vontade, que está consubstanciada na Bíblia.



Procurando conhecer a vontade de Deus, decidi estudar muito a Bíblia, para o que tive o auxílio de alguns que se dizem doutos nessa palavra. Mas notei que os chamados doutores da Bíblia têm idéias muito contraditórias, cada um dizendo que a verdade é a sua doutrina e os outros estão enganados.



Essa idéia de felicidade eterna ou tormento sem fim nunca me pareceu proceder de um deus justo. Castigar os filhos pelos erros dos pais também eu não podia aceitar senão como o mais primitivo conceito de justiça. Entretanto, como dizem que não compreendemos bem os desígnios divinos, que Deus escreve certo por linhas tortas e outras coisas obscuras, tentei continuar a busca do entendimento da palavra de Deus. Se a palavra de deus se cumpria na íntegra como diziam os pregadores, esse deus realmente teria que existir e não seríamos sábios o suficiente para questionar sua vontade.



Todavia, apegando-me muito à análise das profecias, cujo cumprimento seria a melhor prova de uma procedência divina, comecei a perceber que essas predições ditas procedentes do todo-poderoso e onisciente não se teriam cumprido como afirmavam os intérpretes. Comparando textos de Daniel, Apocalipse e os Evangelhos, vi que o fim do mundo deveria ter ocorrido há mais de meio milênio; que, segundo Daniel, Roma seria o último poder a dominar o mundo, vindo logo a seguir o reino divino, mas João, escritor do Apocalipse, via outro poder posterior a Roma a massacrar o povo de Deus, para depois vir o julgamento divino; que o próprio Cristo não previa esse dominador que João via, mas afirmou que logo após a grande tribulação imposta pelos romanos, o sol se escureceria, a lua se tornaria em sangue e as estrelas do céus cariam sobre a terra, ocorrendo depois o seu retorno à Terra com poder e grande glória, para buscar os seus escolhidos. Como uma só estrelas tem milhões de vezes o tamanho da Terra, seria impossível todas elas caírem sobre esta. João as teria visto caindo pela terra como a figueira quando, abalada por vendo forte, lança seus figos verdes.



Vendo relatos contraditórios, como a genealogia de Jesus Cristo contada por Mateus e Lucas (Mateus, 1: 1-5 e Lucas, 3:23-38); o galo cantando uma ou duas vezes enquanto Pedro negava Cristo por três vezes, conforme os relatos de Mateus e Marcos (Mateus, 26: 74, 75 e Marcos, 14: 68, 72); afirmações oposta de que os mortos estão inativos e inconscientes ou estão tão conscientes a ponto de receberem até pregação do evangelho, conforme as palavras de Salomão e de Pedro (Eclesiastes, 9: 10 e I Pedro, 3: 18-20); Paulo dizendo que o homem é justificado pela fé, e Tiago afirmando que é justificado pelas obras (Gálatas, 2:16 e Tiago, 2:14); o Velho Testamento informando que Elias subiu para o céu sem passar pela morte (II Reis, 2: 11) e Cristo dizendo que ninguém jamais subiu ao céu, senão ele próprio (João, 3:13), comecei a sentir que todas essas contradições não poderiam vir de um ser onisciente ou de seus mensageiros.



Verificando que os contos do Velho testamento contêm falhas de lógica dignas de idéias infantis, já não me restava mais nada que servisse como um frágil indício da existência desse deus criador.



O último argumento, a teoria tomista de que tudo que ocorre tem que ter uma causa e que tudo que existe tem que ter um criador, essa nem na minha infância servia para me convencer, porque, se do acaso não pode surgir o simples, dele não pode vir o complexo, ou seja, se todo a natureza que vemos teria que ter obrigatoriamente um criador, esse criador não poderia ser fruto do nada, ou, aceitado que o criador se originara do nada, poderíamos muito bem aceitar que todas essas coisas se desenvolveram do nada também. Isso não serve de prova nenhuma.



Diante de toda essa confusão, minha conclusão é que não existe deus, mas ele está na imaginação dos homens. Embora propagado como onipotente, onisciente, justo e bom, ele se apresenta cheio de falhas como os seus criadores, porque seres imperfeitos não conseguem criar um ser perfeito.



Veja A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DO HOMEM
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