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Infantil-->PÉ NO BOLO E O RESGATE DOS SAPOS AVENTUREIROS -- 22/03/2008 - 00:45 (Germano correia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

PÉ NO BOLO E O RESGATE DOS SAPOS AVENTUREIROS
(Por Germano Correia da Silva)


Certa vez, um sapo-boi que morava numa lagoa de água limpa situada bem nas brenhas da zona rural de uma cidade interiorana, decidiu morar numa cidade grande na esperança de encontrar o seu amigo de infância que tinha se instalado nas águas de um rio caudaloso que havia ali.

O sapo-boi estava radiante com a possibilidade de reencontrar esse seu amigo e de poder morar juntos num rio com muita água, de preferência, bastante limpa.

As notícias que já estavam circulando, “a bocas pequenas”, nos bastidores do Anfibiolândia Club, entidade que dá abrigo sociocultural à espécie, a respeito da decisão que esse anfíbio anuro tomou, não eram muito alvissareiras.

No entender de alguns anfíbios contemporâneos, sobretudo daqueles com idades semelhantes às do sapo-boi, o animal que agia assim era, em geral, considerado muito destemido ou, no mínimo, alguém que tinha muita vontade de vencer na vida.

Outros frequentadores desse clube, especificamente os convencionais, comentavam “a bocas largas”, que ele era um anfíbio muito corajoso e que, apesar dessa sua decisão impensada, ainda gozava de bom conceito ali no seu velho habitat.

Outros diziam que aquele sapo-boi possuía fama de animal muito esperto, sendo também, por excelência, muito desconfiado e afirmavam que essas suas qualidades, semelhantes às de muitos humanos, poderiam lhe ajudar sobremaneira nessa sua nova convivência em meio às águas desse rio existente lá na cidade grande.

Era final de mais um ano letivo e Pé no Bolo estava indo à cidade grande curtir suas férias escolares em companhia de seus pais.

Na sua condição de banhista assíduo das lagoas de águas limpas do interior, Pé no Bolo entendeu que deveria acompanhar o sapo-boi nessa sua aventura de se instalar nas águas de um rio da cidade grande. Ele acreditava que os humanos que viviam nesse lugar muito carente de vegetação natural, deveriam entender muito de preservação do meio ambiente.


Ele também esperava encontrar o rio indicado pelo sapo-cururu, contemporâneo do sapo-boi, muito limpo e até piscoso, e que se houvesse alguma água suja em algum ponto desse rio não o seria do conhecimento dos humanos que moravam ali.

O sapo-boi, por sua vez, acreditava que esses humanos por serem animais civilizados, teriam uma maior preocupação com a manutenção da boa qualidade de vida dos animais irracionais que moravam nas áreas vizinhas às deles, bem como teriam um cuidado excessivo com o futuro dos seus concidadãos.

Pé no Bolo desconfiava que o inexperiente sapo-boi estava enganado e que ele não iria conseguir sobreviver por muito tempo naquele lugar, ainda que fosse vivendo à beira das margens desse rio prometido, por isso decidiu convencê-lo a voltar para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído.

Sem muita delonga, saiu à procura do sapo-cururu, amigo inseparável do sapo-boi e depois de andar, horas a fio, pelas cercanias das margens malcheirosas do rio existente naquele lugar, lá estava o sapo-cururu, meio ofegante e sem muito ânimo para viver, boiando em meio às águas poluídas.

Pé no Bolo não pensou duas vezes. Preocupado com o estado de saúde desse seu outro amigo, retratado através do seu semblante apático, decidiu, antes de ir embora, investigar os motivos que o levaram a ficar naquele estado de inanição.

Não demorou muito para descobrir que nas águas daquele rio não havia nenhuma espécie de inseto que servisse de alimento para os seus dois amiguinhos.

Colocou-os numa gaiola apropriada para o transporte de animal dessa espécie e voltou depressa para o campo, sendo bem recebido pelos demais anuros remanescentes.

Nem é necessário falar que houve uma grande festa no Anfibiolândia Club. Todos os sapos compareceram para recepcionar a volta do sapo-boi e do sapo-cururu.

Pé no Bolo estava radiante, afinal, fora ele quem agenciou aquele retorno dos anuros. Impedido de entrar “andando” no salão de festas do clube, ele riu bastante, principalmente com a desculpa esfarrapada dada pelo porteiro de plantão:

- Queira me desculpar, mas o senhor não poderá entrar assim, em pé. O Anfibiolândia Club é um clube de sapos e, em festa de sapos, todos deverão andar de cócoras com eles

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