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Infantil-->PÉ NO BOLO: UMA TRAVESSURA CHAMA A OUTRA -- 02/03/2008 - 21:29 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

PÉ NO BOLO: UMA TRAVESSURA CHAMA A OUTRA
(Por Germano Correia da Silva)

 

Perspicácias, travessuras e traquinices são as palavras que melhor expressam as ideias e atitudes diárias provenientes desse garoto assaz extrovertido que tem o apelido carinhoso de Pé no Bolo.

Ele é uma figura fantástica: inteligente, divertido aos extremos e muito arteiro. Desde muito pequeno, ou seja, a partir do momento que ele começou a engatinhar nunca mais parou de aprontar as suas estripulias.

A mãe dele tem de cor uma coleção de traquinices praticadas por ele e uma de suas travessuras mais marcantes ocorreu no dia em que ele completou dois anos de idade.

A família dele e os convidados estavam todos ali, a postos, cantando a música “Parabéns a você” e acabaram testemunhando uma cena surpreendente.

Enquanto todos cantavam, sem que ninguém percebesse, o aniversariante saiu da cadeira onde estava de pé e subiu na mesa como se fosse discursar e andou pra lá e pra cá sobre o bolo que estava à sua frente, daí a origem do seu apelido.

Pé no Bolo, como ficou conhecido a partir desse episódio, em que pese às suas idéias e atitudes de gente grande, ele é apenas um desses garotos muito espertos que não se cansa de fazer travessuras.

Uma traquinice semelhante a essa do dia de seu aniversário aconteceu no dia em que ele quis dar um banho caseiro no seu gato de estimação.

No início dessa estripulia ele ficou bastante preocupado. Na verdade, ele não tinha uma noção exata de como proceder na hora em que fosse executar o “serviço”. Tentaria, no mínimo, impedir que o seu gato lhe desse algumas unhadas.

Meio ansioso, mas já um pouco mais animado com o seu plano para o dia seguinte, tratou de dormir mais cedo nesse dia. Antes de pegar no sono pôs-se a pensar no que poderia fazer dali para frente e acabou tendo uma brilhante idéia, confidenciando-a apenas para seus botões:

- Primeiro, vou pegar uma toalha e um sabonete e para ele não apanhar um resfriado à toa calçarei umas botas nas patas dele – imaginou.

Dito e feito. No dia seguinte, antes que seus pais acordassem, Pé no Bolo apanhou dois pares de sapatos do seu irmão caçula, uma bacia de plástico, em seguida preparou um balde com água fria e partiu, finalmente, para a realização do seu plano.

- Mimi, venha cá, vamos conversar um pouco – disse ele – meio ofegante, alisando o dorso do animal.

O coitado do gato, naquela inocência própria dos seres irracionais, chegou todo faceiro e se aconchegou no colo do seu dono mirim.

O garoto não se fez de rogado, tomou o animal em suas mãos, pegou cada uma das patas e foi colocando-as, cuidadosamente, em cada um dos sapatos e, ato contínuo, amarrou os cadarços entre si.

Mimi, aquele gato muito dócil, acostumado com o carinho do seu pequeno dono nem desconfiou que a partir daquele momento as suas patas seriam imobilizadas. Ele até deitou-se, de forma descontraída, na bacia vazia.

Pé no Bolo aproveitou, por alguns instantes o descuido do gato, pegou o balde que estava cheio de água fria e despejou todo o conteúdo de uma única vez nas costas do pobre animal.

Muito assustado, o gato deu um pulo para o alto e caiu de corpo inteiro sobre o sofá, enquanto o garoto, meio chateado com aquela reação do animalzinho, murmurou:

- Desculpe-me, Mimi, eu não sabia que você não gostava de banho frio. Eu prometo que da próxima vez irei mornar a água bem direitinho - gargalhou.   

 



 

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