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Artigos-->MAIS OU MENOS – MUITO MAIS OU MUITO MENOS -- 04/02/2006 - 23:20 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



Algumas pessoas conseguem viver relativamente bem ganhando pouco, enquanto outras vivem com dificuldades mesmo ganhado bem. Qual a explicação? Quais as conseqüências de gastar o que você não tem.



Há alguns anos, uma psicóloga americana escreveu um livro ensinando como melhorar de vida, que fez muito sucesso. Uma de suas receitas era viver com um pouco menos do que você ganha.



Algumas pessoas argumentam: se ganho muito pouco, é impossível guardar alguma coisa. Outras, que às vezes não ganham tão mal, dizem: a vida é incerta, posso morrer a qualquer momento; se for economizar, posso viver mal a vida inteira e não aproveitar o que há de bom. Mas, estão redonda e matematicamente enganadas.



Quer você ganhe pouco ou ganhe muito, a regra não vai mudar. Ainda que você ganhe muito pouco, se você gastar noventa por cento do que você ganha, sua vida não vai ficar muito pior do que se você gastar cem por cento, e você estará prevenido para uma eventualidade que traga um gasto extra. Por outro lado, se você, quer ganhe pouco ou muito, resolve gastar dez por cento a mais do que você ganha, no mês seguinte você será obrigado a viver com menos do que no anterior e não será noventa por cento, mas menos ainda, porque você inevitavelmente irá pagar algum juro pelo que gastou do que não era seu, a menos que se torne o caloteiro e tenha sorte de escapar de pesadas execuções cíveis. E algumas pessoas, diante das pressões sofridas, até se entregam ao crime, piorando as coisas ainda mais.



Não faltam os bancos que estão sempre por aí divulgando por todas as espécies de mídia os empréstimos com juros baixo, ou pelo menos não muito altos. Um grande número de pessoas vêem uma oportunidade de comprar aquele objeto dos sonhos e contraem a dívida, que parece facílima de pagar. A pessoa pega, por exemplo, um empréstimo com um jurinho de 1,5% para pagar em trinta e seis prestações. Isso elevaria o valor do bem adquirido em 54%, mas acaba sendo muito mais, porque o agente financiador cobra uma taxa de administração, ou coisa equivalente, que agrava bem o compromisso. Aí, no decorrer daqueles três anos, a pessoa terá que sobreviver com uma quantia bem menor do que a sua remuneração; e, se tiver um problema de saúde, ou for vítima de um acidente, ou algo imprescindível em sua casa der defeito, terá que contrair mais dívida, tendo que reduzir ainda mais seu padrão de vida, suprimindo do consumo uma quantidade bem maior do que aquela que gastou do que não tinha.



Aquele que guarda um pouquinho do que ganha não vai pagar juros nem multas, ao contrário, vai receber algum rendimento que, embora muito menor do que os chamados juros baixos que pagaria por um empréstimo, não deixa de ser um ganho. E o mais importante é que não estará correndo o risco de cair em situação difícil por um imprevisto.



Certo bancário comprou um ótimo imóvel. Seus colegas lhe disseram: não seria melhor você comprar um imóvel mais barato? Vai ser bem difícil pagá-lo. Ele respondeu: Não, este é o imóvel dos meus sonhos. Com o passar dos anos, como é normal, as prestações subiam muito mais do que seu salário, e a situação econômica ficava cada vez mais apertada. Um dia, já quase no final do financiamento, seu estresse ficou tão grande, que sofreu um infarto e não resistiu.



Outro empregado, precavendo-se contra os imprevistos, todos os meses poupava um pouquinho do que ganhava. Em poucos anos, graças às economias constantes, estava em condições de consumir um pouco mais do que aqueles colegas que gastavam constantemente tudo que recebiam; e seu padrão de vida melhorava constantemente.



A dica aqui não é para você viver miseravelmente guardando tudo que recebe sem aproveitar nada. É apenas um esclarecimento sobre a diferença entre gastar um pouquinho mais ou um pouquinho menos do que você ganha.



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