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Artigos-->Aos que choraram -- 28/08/2005 - 14:47 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos






Aos que choraram

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



Nesse trágico mar de lamas não há espaço para utopia, não há espaço para um singelo sonho com o olhar posto no alaranjado do pôr-do-sol. A bandeira está enrolada atrás da porta da despensa e a estrela não fulgura mais na lapela.

Todos estão indignados. São milhares de militantes que dedicaram parte de suas vidas para construir o PT.



E esses senhores enclausurados nos gabinetes acarpetados dos Diretórios, usurparam os ideais mais puros, a utopia mais ingênua e o brilho nos olhos dos antigos operários do ABC. Não traíram 25 anos de lutas. Traíram uma ideologia, traíram todos os que lutaram pela democracia, todos que foram torturados nos cárceres e morreram com choques elétricos ou pelos fuzis a mando dos generais ditadores.



Há ainda uma história a ser contada por homens e mulheres revolucionárias. Essas pessoas são dignas, heróicas e estão guardadas nas nossas memórias. Mas esses senhores esqueceram desses militantes. Esqueceram os que tombaram enfrentando a polícia em 68. Esses senhores traíram os libertadores, os que cavalgaram pela esperança e os que caíram no Araguaia.



Esses senhores prepotentes não são dignos de pronunciar palavras como: ética, honra, fome e miséria. Porque miséria e fome pessoas simples e honradas podem sentir ou ter e em nome delas que estamos aqui. Em nome dos humildes, o povo brasileiro elegeu um operário presidente.

Esses senhores traíram os primeiros anarquistas que fundaram os primeiros sindicatos de trabalhadores e que iniciaram a luta pelas transformações sociais. Traíram os 18 do Forte, a Coluna Prestes e a Cadeia da Legalidade. Traíram todos os perseguidos políticos, os exilados e os injustiçados. Traíram as três décadas de cárcere de Mandela. Esses senhores traíram o discurso “I have a dream” de Martin Luter King. Traíram os ideais de Che, os sonhos de Chico Mendes e o coração de Allende. Esses crápulas traíram a esperança.



Aos que choraram no plenário da Câmara minha solidariedade. Se existem faces para abrigar as lágrimas é porque nem tudo está perdido. Se num passado recente a esperança venceu o medo, desejo que a esperança vença a traição.







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