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Textos_Religiosos-->UMA PRECE -- 13/09/2005 - 12:18 (Orlando Batista dos Santos) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Entre Natais e Paixões, Mestre Jesus, quantas vezes nascestes, quantas vezes morrestes, desde aquela Tua visita e nosso breve acolhimento. E vê, ainda estamos assim, ofuscados pelo brilho da Tua luz. Desde então, céus, terras e mares cruzamos, e onde quer que nos leve a sela, a vela, o asfalto ou o éter, Teu nome é uma prece e um argumento. Todos os dias, até mesmo os céticos pronunciam Teu nome. E todos os dias ainda há mendigos a dizer: “pelo amor de Jesus, dai-nos uma moeda para comprar pão”. Apelamos uns aos outros, mas na verdade é a Ti que apelamos, nas incertezas de nossos desejos e necessidades.
Mestre das nossas horas solitárias; aqui e ali, entre o berço e o esquife, transitam Teus irmãos silenciosos, os homens livres, altivos e inabaláveis, filhos de Tua terra e de Teu espaço. Pensam em viver Tua vida, visitar Teus pensamentos e murmurar Tua canção. Mas não formam chagas em suas mãos. São manchas apenas, pois não são crucificados com grandeza, e é nisto que está sua dor. O mundo crucifica-os todos os dias, mas nas coisas que não atingem o céu. São crucificados, sem que ninguém assista sua agonia. Volvem a face para a direita e para a esquerda, sem encontrar ninguém que lhes prometa um lugar no seu reino. Entretanto, desejariam ser crucificados, uma vez, outra vez e mais outra vez, para que o Teu Deus seja realmente o seu Deus, para que o Teu Pai seja realmente o seu Pai.
Mestre da luz; ainda és desprezado e molestado, como homem, demasiadamente fraco para ser Deus, e como Deus, demasiado humano para atrair adoração. Por isso, os cultos e os hinos a Ti endereçados não libertam os Eus aprisionados de seus criadores. Mas, Mestre, Coração Altíssimo, sei que ainda teces o dia presente, e sei também que nenhum sistema deterá Teus passos, pois caminhas além de nossos sonhos e desejos. Sorris, sorris sempre do alto para nós, mesmo que não percebamos, ocupados que estamos com as coisas passageiras. Embora sejas a mais tenra criança entre nós, és modelo de herói, de mártir e de pai a todos nós.
Mestre; que nosso Deus abençoe o Teu nome, o ventre que Te conteve e os seios que Te amamentaram e nos mantenha eternamente incluso em Sua memória.
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Por Orlando Batista dos Santos - Resumo e adaptação do poema “Um Homem do Líbano, Dezenove Séculos Depois” de Gibran Khalil Gibran - de seu livro “Jesus o Filho do Homem.”

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