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Teses_Monologos-->TJN - 004 = Após o Apogeu, a Decadência -- 14/09/2007 - 07:47 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Após o Apogeu, a Decadência


Quando em 476, Odoacro, chefe dos Hérulos, povo bárbaro e rude, tomou Roma, vencendo o dissoluto imperador Rómulo Augusto, pondo fim ao já decadente e depravado Império Romano do Ocidente, o território portugalense fazia parte do reino dos Suevos (seria a Suévia?), com capital em Brácara Augusta (Braga). Com este acontecimento terminou historicamente a Idade Antiga ou Antiguidade Clássica e começou a Idade Média que se havia de prolongar por cerca de mil anos.
Quando em 1453, Maomé II, sultão dos turcos otomanos, povo originário do Turquestão que já havia ocupado a Ásia Menor e parte dos Balcãs, conquistou a cidade de Constantinopla (antiga Bizâncio e hoje Istambul), pondo fim ao mais que decadente Império Bizantino ou Império Romano do Oriente, já o reino de Portugal existia havia três séculos e já se encontrava no início do seu período áureo: a era dos descobrimentos. Com este acontecimento terminou a Idade Média e iniciou-se a Idade Moderna que se iria prolongar por pouco mais de trezentos anos.
Quando em 1792, foi derrubada a monarquia absoluta em França, onde imperava uma nobreza já decadente e inútil e proclamada a República Unitária em consequência da Revolução Francesa plebeia, dando origem à libertinagem e ao caos jacobino que acabou por levar novamente ao imperialismo napoleónico e à propagação das repúblicas, o reino de Portugal era governado por D. Maria I e seu filho o príncipe D. João (futuro D. João VI). Não tardaria que a corte se refugiasse no Brasil, fugindo às invasões napoleónicas, precipitando a independência daquela grande colónia sul-americana e a liberalização da monarquia, antecâmara da república. Embora os resultados imediatos tivessem sido o caos, e a guerra, a Revolução Francesa foi um marco histórico na evolução social, política e económica da Humanidade, uma porta aberta à sociedade moderna contemporânea. Daí o dar início à Idade Contemporânea que ainda não chegou ao fim, embora várias eras bem demarcadas se pudessem estabelecer no plano político-social e tecnológico. Poder-se-ia arriscar chamar ao século XX que acaba de terminar, a Idade Tecnológica ou da Tecnologia, a vertente que mais influenciou a humanidade nos tempos que ainda correm e agora, como consequência, estamos na era da Globalização.
Como a História é cíclica, acaba por se repetir e, segundo Cícero, é a grande mestra da vida que dá a experiência para visionar o futuro e contorná-lo quando necessário, esperemos que todos os apogeus e decadências que se manifestaram ao longo do seu curso não continuem a manifestar-se tão fatidicamente.
No entanto, após o apogeu a que chegou o Ocidente na era tecnológica, são notórios os sinais de decadência moral, cívica e ética que se manifestam na era da Globalização o que poderá significar a aproximação do fim duma Era ou duma Idade histórica que se extinguirá por via da degradação das próprios princípios que lhe deram origem.
Os novos bárbaros, povos do chamado terceiro mundo indigente, explorados e cheios de carências, atraídos pela vida farta e opulenta, invadem o Ocidente depravado pela fartura, pelo vício, pela destemperança e pela droga. São povos pacíficos, trabalhadores que vêm fazer o que os ricos ociosos e os malandros já não fazem nem querem fazer. No meio das depravações antinatura, da luxúria, da falta de crença e de princípios, dos costumes aberrantes e decadentes que encontram, não renunciam às suas crenças, aos seus costumes e exigem respeito pela sua cultura. São a guarda avançada da grande invasão que se vai seguir e mudará inexoravelmente o curso da história
De princípio serão explorados e até humilhados por aqueles que lhes abrem as portas (fase actual) mas em breve a grande muralha da China cairá (o Maoismo) e mais uma vez ninguém conseguirá suster a onda amarela, as hordas de chinos famintos pelas utopias desfeitas, ávidos de consumo, à procura dum lugar ao sol poente, no Ocidente consumista, na terra da riqueza decadente. Mais uma vez, ninguém poderá deter uma onda de mil milhões de imigrantes cuja miscigenação tornará a Europa amarela, negra e parda. Os árabes muçulmanos que não perderam a fé, aproveitam a brecha aberta para implantarem os seus emiratos na terra cobiçada dos nazarenos já sem fé, sendo recebidos pela guarda avançada de marroquinos do Magrebe, argelinos, turcos, curdos, iranianos, sírios, albaneses, kosovares, afegãos e chechenos que há anos assolam a Europa lúdica e infiel e aí se estabeleceram como autênticos cavalos de Tróia. Serão fáceis de imaginar as grandes transformações que se verificarão na aldeia global, a grande caldeirada humana em que se tornará a Europa e o Ocidente, as grandes migrações e as grandes lutas que serão inevitáveis. Então duma nova Idade Média obscurantista, fundamentalista e fanática dificilmente surgirá novamente a luz, a compreensão e a ciência duma nova Renascença resplandecente. Nesta altura já o reino de Portugal deixou de existir há muito e após as várias repúblicas, a integração na Europa e na Espanha, a africanização de Lisboa que a transformou num sobado africano, acabando por cair no emirato turístico dos Al-Gharbes integrado no recém restaurado Califado de Córdoba de obediência aos novos califas husseinistas de Bagdade. O resto do país voltou às origens, integrando-se com a Galiza no mandarinato de Leão e Castela dominado agora por mandarins chinos, mongóis, manchús, tártaros e kalmucos que se guerreiam com os agarenos do sul entre teimosos taliban, budistas, xintoístas, taoistas, ullemás sunitas e xiitas e alguns persistentes jesuítas de mistura com abexins.
Será esta a Europa do Futuro, após o apogeu que alcançou e a decadência que agora se verifica novamente pela corrupção de costumes, crenças e princípios?


20/09/00

Reinaldo Beça

(reibessa@hotmail.com)


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