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Teses_Monologos-->TJN - 004 = Para lá do Soma -- 20/08/2007 - 20:54 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Quem sou eu para não estar de acordo com Damásio? Quem sou eu para estar de acordo com Descartes ou vice-versa? Eu, um pobre ignorante sem atestados, desconhecido, perdido na massa anónima e disforme dum pequeno país da cauda da Europa, onde os valores se medem pelos diplomas comprovativos dum ensino em reconversão constante ou pelo êxito reconhecido nas grandes praças da estranja?! Cá, na entranha, não se reconhece nada. Existe o medo do ridículo ditado pela ignorância e falta de imaginação reinante. Tudo o que se sabe, vem nos livros. Se algo sair do cérebro dum pobre pensante nacional descredenciado, sem nada que o ateste ou recomende, é difícil ser reconhecido. Poucos saberão avaliar ou arriscar-se a avaliar. É preciso ir lá fora, provar num grande centro internacional de prestígio. Só assim!
Temos um António Damásio que, com a autoridade que lhe dá a sua condição de professor de Neurologia da Universidade de Iowa, USA, pode ousar afirmar que René Descartes errou. Damásio, nos seus estudos neurológicos do cérebro humano, chegou à fronteira entre a matéria e o espírito e está prestes a provar que, afinal, a Alma é um produto da matéria, até muito explicável e nada de divinal como nos ensinaram na Igreja! Está prestes a provar que tudo tem explicação científica e que nada há de sobrenatural para lá da fronteira corpórea, para gáudio de ateus e materialistas! Mas alguém disse o contrário?! Tudo tem explicação científica num mundo cientificamente organizado por uma Inteligência Criadora, uma realidade que se sente mas que não se vê, apenas a sua obra nos poderá levar a ela.
Com a tecnologia agora disponível, cada vez se conseguem detectar com mais facilidade e das mais variadas formas, as mais diversas reacções físicas provocadas pelos sentimentos, emoções e instintos, tanto dos humanos como dos animais. E isso até se consegue em “tecnicolor”para espanto de muita gente. È tudo detectável, mensurável e tangível. É tudo uma questão de tecnologia e os mistérios do organismo integrado mais complexo do Universo, o cérebro humano, vão sendo desvendados, à medida que a tecnologia e a ciência avançam.
Mas chegando à fronteira entre a matéria e o espírito, para lá do soma, c’est fini, Sr. Damásio, a investigação tecnológica acaba. É a entrada noutro universo espacio-temporal que nada tem a ver com o mundo material em que vivemos, onde a matéria não pode entrar, inatingível por meios físicos, pela tecnologia do nosso patamar cósmico. Outro patamar transcendente surge então, tal como os corpúsculos e fotões sub-atómicos. Realidades invisíveis, na fronteira de outra dimensão, de outro patamar mas cujos efeitos são detectáveis.
Os efeitos ou reflexos emocionais ou instintivos poderão ser detectados na matéria, estudados e classificados mas a Consciência responsável já não é matéria, já está na fronteira do espírito. Para o cientista, basta-lhe a desvenda da realidade física, o resto são realidades que existem mas não observáveis. Entramos na especulação filosófica ou epistemológica, da indução lógica que pode ter milhentas perspectivas, segundo Einstein, tantas como seres humanos viventes.
Os nossos cientistas que estudam o organismo integrado mais complexo do Universo, já pensaram para que tudo isto seria criado? Para quê esta trabalheira toda? Qual a finalidade de tudo isto? Para quê a criação de matéria regida por leis bem definidas e cálculos tão precisos? Uma anomalia evolutiva sem qualquer finalidade ou um desígnio bem determinado na criação de seres espirituais, através duma consciência adquirida pelo sentimento racional ditado por um organismo superdesenvolvido, o cérebro humano?
O que é ainda um mistério científico, pois teologicamente está comprovado, é se o espírito (Alma) criado pela consciência responsável, durante uma vivência física limitada, no nosso universo, perdura para lá da morte física, ou seja do componente somático, como afirmam as religiões, mesmo as mais primitivas.
Para lá do Soma, depois da fronteira somática, a visão acabou, nada mais poderá ser observado pela matéria, pois entra-se num universo diferente onde a matéria não entra, noutra realidade cósmica, a do Espírito Eterno, da Alma, um ser de outro universo? A dúvida persiste mas se assim fosse, isto não passaria duma fábrica de espíritos ou de almas de outro mundo com uma finalidade bem determinada!

6/08/04

Reinaldo Beça



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