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Artigos-->Correio Braziliense: central da desinformação -- 23/11/2004 - 15:11 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Correio Braziliense: central da desinformação



Félix Maier



O Correio Braziliense, até pouco tempo atrás, era conhecido em Brasília como “Diário Oficial do PT”. Eram os vigorosos tempos petistas de Ricardo Noblat, diretor de redação, Rudolfo Lago, Valéria Blanc - que mais tarde se tornaria “aspone” de comunicação do Ministro Viegas e seus golden boys. Depois do fatídico 11 de setembro, até artigo do terrorista Fidel Castro investindo contra o terrorismo apareceu nas páginas do Correio... O auge da sem-vergonhice ocorreu durante as eleições para governador do DF, em 2002, ocasião em que Joaquim Roriz, então candidato à reeleição, passou a sofrer toda sorte de acusações e calúnias por parte da tropa de choque de Noblat. Uma eleição que parecia estar ganha para Roriz já no primeiro turno foi para o segundo turno por obra exclusiva do jornal-panfleto.



A orientação política do Correio era tão descarada que toda sua diretoria foi substituída por exigência da cúpula dos Associados, proprietários do jornal. O novo Diretor Presidente escolhido foi Álvaro Teixeira da Costa. O vice nomeado foi Ari Cunha, jornalista que havia sido colocado em banho-maria no Correio durante o reinado noblatista e que hoje assina a coluna diária “Visto, lido e ouvido”. Noblat foi demitido e em seu lugar hoje se encontra Josemar Gimenez.



Roriz se reelegeu, porém o PT e seu famigerado “Petistério Público” (Ministério Público) local entraram com mais de três dezenas de ações na Justiça eleitoral para impugnar a posse do governador. O “terceiro turno” ainda não se encerrou no Distrito Federal, com ações ainda em curso contra Roriz, embora tempos atrás os ministros do TSE tivessem sido unânimes em rejeitar o golpe petista, ocasião em que Sepúlveda Pertence aproveitou para fazer seu showzinho particular para a arquibancada petista, colocando seu voto de Minerva, que nem precisava ser usado, a favor do petista Geraldo Magela. A última investida do “Petistério Público”, feita neste mês de novembro, foi suspender os trabalhos que estavam sendo realizados para a elaboração do projeto de construção do trem-bala que ligaria Brasília a Goiânia, trabalho que vinha sendo tocado a três mãos - governo federal, governo distrital e governo goiano.



Apesar da faxina feita, periodicamente o Correio tem uma recaída maniqueísta, quando pesca piranhas em lagos turvos e as vende à população como belos robalos. A última pescaria de Rudolfo Lago (que retornou ao jornal com força dobrada, para resgatar o tempo perdido) e companheirada, trouxe uma fotografia de um homem nu, com as genitálias à mostra, que seria de Vladimir Herzog. Ocorre que, depois de periciada a foto, chegou-se ao nome de um padre que tinha por hábito pular o confessionário para se encontrar com uma freira. “A forma sensacionalista e mentirosa com que esse lamentável episódio de nossa história foi agora retomado só mostra a sua motivação eleitoral, oportunística. É um fato que está na memória coletiva daqueles que o viveram de alguma forma, ainda que à distância, como foi o meu caso. Provavelmente aqueles que o ressuscitaram estavam interessados também em ressuscitar eleitoralmente candidaturas fracassadas, ou em vias de, dos queridinhos da esquerda, a exemplo da candidata Marta Suplicy, em São Paulo. Foi um tiro n água, até porque não passou de grossa mentira, uma armação primária que um jornal decente não teria feito publicar em suas páginas. Não por acaso a matéria saiu no Correio Brasiliense, uma das publicações mais provincianas e descredenciadas do Brasil” (José Nivaldo Cordeiro, in “O caso Herzog”, publicado em Mídia Sem Máscara de 25 de outubro de 2004). Uma pequena correção: o nome grafa-se com “z” (Braziliense) porque era assim que se escrevia quando Hipólito José da Costa fundou o jornal em 1808, na cidade de Londres; em 1960, com a criação de Brasília, o jornal foi “refundado” por Assis Chateaubriand, quando foi mantida a grafia original.



Esta última investida do Correio Braziliense, iniciada em 17 de outubro com uma série de reportagens sobre Vladimir Herzog, não é novidade, pois volta e meia o jornal-panfleto requenta matérias bolorentas em seu velho microondas, como a Guerrilha do Araguaia, o caso Mário Eugênio e outros. É uma tática tipicamente esquerdista, que elege os temas tendo em vista apenas seu próprio interesse, que é enaltecer antigos terroristas e satanizar as Forças Armadas que no passado combateram a peste vermelha. Tal agenda, que escolhe temas adequados para o calendário esquerdista, pode ser melhor entendida lendo-se meu artigo Annus Gramscii (www.olavodecarvalho.org/convidados/0135.htm). O problema não é a abordagem que jornais como o Correio fazem dos recentes fatos históricos ocorridos em nosso País, como o dos governos dos generais-presidentes, mas o enfoque dado aos temas, como faz a maioria dos jornalistas, viajando somente em pista de mão inglesa, a pista da esquerda.



Em resposta ao circo montado pelo Correio a respeito do “caso Herzog”, o Exército, através do seu Centro de Comunicação Social (CComSEx), emitiu uma nota abrangente, não se atendo apenas à morte de Vladimir Herzog, mas relembrando os antecedentes que culminaram no Movimento de 31 de março de 1964, as ações das Forças de Segurança contra movimentos terroristas de inspiração cubana, maoísta e albanesa (1967 a 1974) e o grande progresso econômico-social ocorrido durante os governos dos militares, deixando implícito que, de 46ª economia mundial pulamos para a 8ª economia em termos de PIB, um avanço só comparável no século XX ao “milagre” japonês.



A nação verde-oliva, na qual me incluo com orgulho, vibrou e lavou sua alma com a nota escrita pelo general Ésper e seus oficiais do CComSEx, que foi aprovada pelo comandante do Exército, general Albuquerque. Parecia que o Exército havia encontrado sua bússola, que fora extraviada há muito tempo (http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2504). Puro engano. Depois do faniquito apresentado pelo ministro da Defesa, José Viegas, que não conseguiu digerir um simples prato de arroz-com-feijão apresentado, talvez por ser mais afeito a jantares regados a caviar e vinho francês em suas festanças nas embaixadas, e por exigência de Lula da Silva e seu Rasputin cubano-brasileiro, José “Daniel” Dirceu, o general Albuquerque foi obrigado a escrever três vezes uma nota redentora, negando a verdade irretocável existente na primeira nota, para aplacar a fúria da esquerda que se sentira violentada e torturada frente à simples apresentação de uma verdade histórica.



Que feio, general! O que o ser humano não faz para manter suas regalias! Como se ouviu nas últimas semanas, numa linguagem típica do interior do Brasil, o general Albuquerque “mijou para trás”. Muito mais honroso seria se nosso comandante do Exército tivesse entregado seu quepe ao kamarada “Daniel” quando este esteve na cova dos leões (hoje, sem dentes), ou seja, o Quartel-General do Exército, apelidado de “Forte Apache”, durante uma reunião do Alto Comando do Exército, no dia 21 de outubro último, para apresentação de uma palestra. O que teria de tão importante assim para falar aos nossos generais o antigo integrante do Movimento de Libertação Popular (Molipo), grupo terrorista criado pelo chefe do serviço secreto cubano, Manuel Piñero Losada, o famigerado “Barbarossa”?



Grupos formados por oficiais da reserva, ou “oficiais de pijama”, como menospreza a esquerda, mostraram a mais profunda decepção. O presidente do Clube da Aeronáutica, Ivan Frota, afirmou em nota: "Com a emissão da primeira nota pelo Centro de Comunicação Social do Exército, pensamos que, finalmente, uma autoridade credenciada tivesse, corajosamente e com desprendimento, elevado a voz para defender o brio ferido dos militares. Lamentamos, profundamente, que nota posterior a tenha desautorizado, impondo-nos uma decepção". O Grupo Guararapes Feminino, na nota “Meus pêsames, general!”, assim se pronunciou: “Na sua sanha comunista, contaminaram, infiltraram sua gente até nas Escolas Militares e quartéis, jogando as praças contra seus superiores, para mais facilmente destrui-lo. Estão quase conseguindo”. A Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas (ANMFA), em nota, afirmou: “O recuo do Cmt. do Exército é inaceitável e representa, nada mais nada menos, que sua renúncia ao comando moral da Força Terrestre. Queremos ainda complementar o nosso protesto utilizando o ensinamento de Benjamim Constant: ‘O militar não pode nunca ser instrumento servil e complacente, responsável por obediência passiva, inconsciente, que avilta seu caráter, destrói seu incentivo e degrada sua moral’ ”.



O antigo Partidão perdeu sua sigla, mas não a arrogância, como se pôde ler em nota emitida por Roberto Freire, presidente nacional do PPS (ex-PCB): “A nota do Exército é restauradora e saudosista. Não condiz com a nossa atual realidade democrática e republicana. Irmanados pelo espírito da Anistia todos nós estamos. Porém, não podemos esconder a história nem tampouco transigir com criminosos, quando seus atos cruéis e vis vêm à tona”. O antigo PCB apresenta-se como vestal grávida, ao falar de criminosos. Criminoso foi Luiz Carlos Prestes, líder do PCB durante décadas, o qual, a mando do Komintern, desencadeou a Intentona Comunista em 1935. Duplamente criminoso foi Prestes, ao mandar matar a “Garota”, que teve o corpo quebrado para caber num saco, por julgar que a mesma havia delatado companheiros à polícia. Roberto Freire não tem moral nenhuma para emitir opinião a respeito das Forças Armadas, pois recebeu o famigerado “ouro de Moscou” por ocasião de sua campanha eleitoral à Presidência do Brasil, em 1989. Quem fez esta declaração foi o ex-diplomata da União Soviética no Brasil, Vladimir Novikov, coronel da KGB, que serviu em Brasília sob a fachada de Adido Cultural junto à Embaixada Soviética, nos anos de 1980. Depois disso tudo, ainda somos obrigados a ouvir elucubrações morais de Roberto Freire - a moral da cueca cagada.



Por conta do forrobodó desencadeado pelo Correio Braziliense, cômico como a reação observada frente àquele artigo publicado por um jornalista do The New York Times, quando Lula Boeing da Silva, o “presidente-voador”, criou um tornado dentro de um copo de cachaça, José Viegas pediu demissão ao sentir-se desprestigiado depois de o general Albuquerque, seu subordinado, permanecer no cargo. Antes de seguir para a dura vida em uma nova embaixada, parece que em Madri, Viegas tomou posição de tiro, apontou sua garrucha para a velha oficialidade do Exército com a mão canhota e mandou bala de isopor, ao afirmar que a posição do Exército "representa a persistência de um pensamento autoritário ligado aos remanescentes da velha e anacrônica doutrina da segurança nacional, incompatível com a vigência plena da democracia e com o desenvolvimento do Brasil no século XXI. Já é hora de que os representantes desse pensamento ultrapassado saiam de cena". Ora, embaixador Viegas, que conceito o senhor tem de democracia, ao ter feito parte de um governo que apóia e sustenta financeiramente um governo autoritário como o de Cuba? Que conceito o senhor tem de democracia, ao achar muito natural que o ministro Dirceu faça viagens esporádicas à ilha caribenha, para dar satisfações ao facínora maior do continente, Fidel Castro? Indicado para a Defesa pelo kamarada Daniel, Viegas, por duas vezes, foi embaixador em Cuba. Está explicado o conceito de democracia que existe na cabeça deste “barbudinho do Itamaraty”.



Jarbas Passarinho, colunista do Correio, afirmou no artigo “A meu ex-ministro, com pesar”: “O episódio da nota do Centro de Comunicação Social do Exército, deturpada, aliás, em ilações que lhe imputam o que nela não se contém, serviu ao ministro de pretexto para pedir demissão, ocultando os freqüentes atritos que já tivera com as Forças Armadas, e das reiteradas notas, na imprensa, que já antes o apontava como prestes a ser exonerado. Fê-lo visivelmente a contragosto. Diz ter tido ‘o propósito básico de contribuir para a reinserção plena e definitiva das Forças Armadas no seio da sociedade política brasileira’. Esquece-se — o que é imperdoável num diplomata — que o militar brasileiro está e sempre esteve inserido na sociedade brasileira, pois que dela é parte indissociável, soldado da libertação nos albores da nacionalidade, ao derrotar os holandeses nos morros de Guararapes, e soldado da ordem ameaçada nas três sucessivas tentativas de tomada de poder pelos comunistas, em 1935, 1964 e nas guerrilhas de 1967 a 1974”.



Embora o ex-ministro Viegas já estivesse sendo fritado há bastante tempo, por conta de desgastes como uma compra exagerada de camarões (800 kg) para o Ministério da Defesa e um suposto lobby que estaria fazendo para a compra de aviões de combate russos para a FAB, o Correio Braziliense, com essa última mentira, esquentou ainda mais a fumacenta frigideira. O embaixador Viegas, tostado como camarão frito, caiu fora. Em seu lugar foi colocado o vice-presidente José Alencar, que se apresentou como sendo da “esquerda santa, a que não come criancinhas” (Cfr. Globo Online, 04/11/2004 - 12h20m).



Triste destino, o de nossas Forças Armadas. Se o Zé Viegas, que tinha freqüentado os bancos escolares de um Colégio Militar, se mostra tão ignorante frente aos recentes fatos históricos nacionais, o que esperar de Zé Alencar, o mineiro come-quieto que reclama dos juros altos e que só entende de roda de fiar algodão?



Resta aguardar a nova investida do Correio Braziliense contra as Forças Armadas, o velho Correio de sempre, que compete, em matéria de desinformação, com a bolchevique Central Globovetzia de Jornalismo de Mr. Bibi (Bill Bonner).





P. S.: A íntegra da (1ª) nota do CComSEx:



“1. Desde meados da década de 60 até início dos anos 70 ocorreu no Brasil um movimento subversivo, que atuando a mando de conhecidos centros de irradiação do movimento comunista internacional, pretendia derrubar, pela força, o governo brasileiro legalmente constituído.



“À época, o Exército Brasileiro, obedecendo ao clamor popular, integrou, juntamente com as demais Forças Armadas, a Polícia Federal e as polícias militares e civis estaduais, uma força de pacificação, que logrou retomar o Brasil à normalidade. As medidas tomadas pelas forças legais foram uma legítima resposta à violência dos que recusaram o diálogo, optaram pelo radicalismo e pela ilegalidade e tomaram a iniciativa de pegar em armas e desencadear ações criminosas.



“Dentro dessas medidas, sentiu-se a necessidade da criação de uma estrutura, com vistas a apoiar, em operação e inteligência, as atividades necessárias para desestruturar os movimentos radicais e ilegais.



“O movimento de 1964, fruto de clamor popular, criou, sem dúvidas, condições para a construção de um novo Brasil, em ambiente de paz e segurança. Fortaleceu a economia, promoveu fantástica expansão e integração da estrutura produtiva e fomentou mecanismos de proteção e qualificação social. Nesse novo ambiente de amadurecimento político, a estrutura criada tornou-se obsoleta e desnecessária na atual ordem vigente. Dessa forma, e dentro da política de atualização doutrinária da força terrestre, no Exército brasileiro não existe nenhuma estrutura que tenha herdado as funções daqueles órgãos.



“2. Quanto às mortes que teriam ocorrido durante as operações, o Ministério da Defesa tem, insistentemente, enfatizado que não há documentos históricos que as comprovem, tendo em vista que os registros operacionais e da atividade de inteligência da época foram destruídos em virtude de determinação legal. Tal fato é amparado pela vigência, até 8 de janeiro de 1991, do antigo Regulamento para a Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS), que permitia que qualquer documento sigiloso, após acurada análise, fosse destruído por ordem da autoridade que o produzira caso fosse julgado que já tinha cumprido sua finalidade.



“Depoimentos divulgados pela mídia, de terceiros ou documentos porventura guardados em arquivos pessoais não são de responsabilidade das Forças Armadas.



“3. Coerente com seu posicionamento, e cioso de seus deveres constitucionais, o Exército brasileiro, bem como as Forças coirmãs, vêm demonstrando total identidade com o espírito da Lei da Anistia, cujo objetivo foi proporcionar ao nosso país um ambiente pacífico e ordeiro, propício para a consolidação da democracia e ao nosso desenvolvimento, livre de ressentimentos e capaz de inibir a reabertura de feridas que precisam ser, definitivamente, cicatrizadas. Por esse motivo considera os fatos como parte da História do Brasil. Mesmo sem qualquer mudança de posicionamento e de convicções em relação ao que aconteceu naquele período histórico, considera ação pequena reavivar revanchismos ou estimular discussões estéreis sobre conjunturas passadas, que a nada conduzem.”









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