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Artigos-->Hoje não estou de bom humor -- 12/10/2004 - 15:18 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




“Hoje não estou de bom humor”

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



Lutamos com a bravura dos guerreiros e perseguimos a certeza da vitória. E, assim, somos especiais porque, simplesmente, ousamos lutar e vencer.

Trazemos em nossos peitos as cicatrizes das batalhas e em nossos corações as marcas da indiferença e do descaso dos antigos companheiros.



Queremos melhores salários, mais segurança para bancários e clientes. Taxas menos abusivas e juros mais sensatos. E por isso cruzamos os braços e protagonizamos uma das maiores greves da categoria. Na condução desse processo somos pacientes e perseverantes. Estamos aptos para negociar, discutir nossa pauta de reivindicações e por isso cedemos. Do outro lado da mesa, cadeiras vazias e o silêncio omisso dos ausentes. Não há negociação quando, apenas, um lado recua. Não há entendimento quando somos intermediados com metralhadores e bombas de gás lacrimogêneo. O impasse continua quando a carta na manga é a truculência.



Não queremos migalhas. Não queremos esmolas. Queremos ser tratados com dignidade, trabalhar com afinco e construir um futuro mais próspero e feliz.



O presidente Lula nos ensinou a fazer greves com as memoráveis paralisações do ABC paulista. Companheiro, venha para junto dos trabalhadores e reescreva sua história dos últimos dois anos. Confesso, prefiro aquele “Sapo Barbudo” que vestia uma camiseta com a frase “Hoje não estou de bom humor” para ir negociar com os empresários. Aos ministros oriundos do movimento sindical, em especial o bancário, peço humildemente, que venham, também, engrossar nossas fileiras nesse embate por melhores salários e condições de vida. Lutem ao lado dos trabalhadores, como sempre fizeram, nem que para isso tenham que renunciar aos macios tapetes encarnados de seus gabinetes. Vocês fazem uma baita falta do lado de cá. E esse lado é mais fraco e oprimido e necessita de grandes e verdadeiras lideranças. Talvez seja essa a causa desse imbróglio. Não temos mais um Lula, um Gushiken, um Berzoini e um galo nascido nas missões para serem os líderes das nossas manifestações.



Excelentíssimo senhor presidente, aquela camiseta, se por acaso estiver guardada no fundo do esquecido armário das lutas, mande-a para mim que usarei na próxima campanha salarial.



Enfim, recentemente o companheiro reivindicou o direito a férias para o presidente da República, caso seu último recurso seja a greve, fica desde já e de público, meu total e irrestrito apoio a sua paralisação.











Uma pendenga com o Mercado Livre que é um dos patrocinadores da Usina.

Cuidado com o Mercado Livre







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