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Artigos-->O Último Caudilho - Lá lá lá lá lá Bozóóóóia - -- 23/06/2004 - 19:45 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Lá, lá, lá, lá, lá Bozóóóóia!

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



Leonel Brizola era uma lenda viva.

Com o seu falecimento, morre também um pouco da história contemporânea brasileira. E a política perde um de seus maiores e mais influentes e combativos líderes.



Todos o brasileiros foram surpreendidos com o plantão da televisão na noite do dia 21 de junho. Boquiabertos, ouvimos o anúncio da morte do Último Caudilho.

Não sei o porquê, mas, imediatamente veio em minha mente a lembrança de Luiz Carlos Prestes. Talvez porque ambos foram corajosos, arrojados e perseguiram incansavelmente um ideal. A Coluna Prestes e a Cadeia da Legalidade são exemplos históricos de epopéias. Prestes e Brizola lutaram por toda a vida e não se curvaram diante dos opressores. A eles foi imposta uma das maiores penas que um ser humano pode sofrer, o exílio. E amarguraram a terrível saudade do solo pátrio.



Tive a oportunidade de assistir uma palestra com Prestes. O Cavaleiro da Esperança chegou com uma hora e meia de atraso. Tão logo entrou no plenário, foi aplaudido longa e efusivamente. Nunca esqueci suas primeiras palavras ao definir a dialética. “É como a semente, que precisa da terra para germinar. A semente necessita apodrecer para gerar a vida”. Isso é dialético.

Após o encontro, um amigo argumentou que havíamos presenciado um depoimento ímpar e inesquecível. Como se a história fosse contada pela própria história.



Faço esse parêntese com Prestes porque Brizola também faz parte das nossas lendas vivas. São mitos que olhamos nos noticiários. E, infelizmente, nós só percebemos que eles escreviam a história após a sua morte. Eles são revolucionários, no sentido mais utópico, terno e idealista dessa palavra. Eles foram e serão sempre imprescindíveis.



Como todo ser humano, Brizola cometeu erros, em alguns episódios foi conservador, contraditório, mas também foi coerente com sua trajetória, honesto e, acima de tudo, um nacionalista. Um grande patriota e um radical pelas causas do povo e da educação.

Somente com a Legalidade já teríamos motivos de sobra para reverenciar sua memória. Mas Brizola sobreviveu a sua própria história e lutou até os derradeiros instantes de sua vida.



Enfim, Brizola tinha carisma. Nas campanhas eleitorais, sua oratória seduzia os adultos e encantava as crianças. Ainda lembro, nitidamente, um episódio na eleição de 1989. Ao chegar em casa, após ter assistido um comício de Lula, observo minha filha e uma sobrinha, ambas com dois anos, cantando a música da campanha de Brizola. A plenos pulmões nos balanços da praça de brinquedos do condomínio. – Lá, lá, lá, lá, lá Bozóóóóia. – Lá, lá, lá, lá, lá Bozóóóóia.

Estamos todos com o coração enlutado.









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