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Artigos-->O Maligno burlado -- 13/09/2001 - 12:09 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




























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Em Soest viveu um sapateiro, um verdadeiro pobre diabo, mas um cara que não era tolo. Doença e acidente o quebraram,



e embora ele entendesse da sua arte como poucos na cidade, ainda assim, ele não teve sucesso quando abriu uma



pequena filial novamente. Com dificuldade ele ainda soube pagar o couro, e, por muito tempo, ficou sem ter o que



comer em casa, a não ser uma fraca sopa que punha à mesa para as crianças.



Certa noite, o mestre fez serão até meia-noite, tratando do couro, até seus braços se cansarem. Então, ele ainda se



assentou no tamborete e refletiu sobre sua pobreza.



E como soe acontecer, quando um ser humano chega ao ceticismo e não reflete corretamente, ele disse a si mesmo: "O



dinheiro tem que vir a mim, ainda que venha do diabo". Provavelmente, no fundo, ele não acreditava que aquele modo



de dizer poderia se verdadeirar. Quando olhou para cima, o "Deus-esteja-conosco" (o "Que-Não-Se-Diga") estava, de



fato, em frente a ele, mas com traje de homem elegante, uma jaqueta justa com botões de prata e sapatos com fivelas



brilhantes; sorrindo, ele o saudou de modo que o mestre não se assustasse e lhe disse: "Você invocou o meu nome e



aqui estou. Eu já trouxe o dinheiro que você deseja. Quero tê-lo de volta daqui a dez anos." Ao mesmo tempo, pôs



uma medida sobre a mesa, contendo uma pilha de brilhantes peças de ouro que ultrapassava as suas bordas. "Pegue",



disse Ele, "e, quando você me devolver isso, não precisa estar empilhado como agora, mas tem que estar precisamente



igual. Eu não quero calcular perfeitamente, porque me dói fazer isto em sua aflição. E agora assine o contrato". O



sapateiro não se importou com isso e quis logo assinar com a pena que ele lhe ofereceu. Foi quando algo lhe veio à



mente e o fez perguntar: "Posso lhe devolver o dinheiro mais cedo também?". E o diabo respondeu: "Permito-lhe



fazê-lo em qualquer época, mestre. Desde que não passe de dez anos, do contrário sua alma será minha." Assim



acordados, o Tinhoso lhe deu a medida com o ouro. Porém, o mestre passou sua grande mão sobre as peças e deixou cair



sobre a mesa as excedentes à medida; ajuntou-as e apanhou-as, devolvendo ao diabo a medida com o ouro restante. E



disse: "Fico-lhe muito grato. Não preciso mais do que isso. Bastam-me as peças que você não pode querer ter de



volta", e guardou-as em sua bolsa. Assim, o diabo encontrou em Soest alguém que era mais inteligente que ele. Depois



de suas palavras, nada mais foi dito, ficando sem se saber para onde ele ia e de onde ele tinha vindo. Mas, o mestre,



provando que era mesmo inteligente, tanto quanto havia mostrado, recuperou sua sorte e sua prosperidade anteriores.





***

Der überlistete Teufel Da lebte in Soest ein Schuster, ein armer Tropf zwar, aber ein Kerl, der nicht auf den Kopf



gefallen war. Krankheit und Unglück hatten ihn zurückgebracht, und obwohl er sein Handwerk verstand wie nur wenige



in der Stadt, gelang es ihm dennoch nicht, wieder auf einen grünen Zweig zu kommen. Er wußte kaum noch das Leder zu



bezahlen, und schon lange war Schmalhans Küchenmeister im Hause und setzte den Kindern ein dünnes Süppchen auf den



Tisch. Eines Abends hatte der Meister wiederum bis Mitternacht den Pechdraht gezogen bis ihm die Arme lahm waren. Da



saß er nun noch auf dem Schemel und sann über sein Elend nach. Und wie es so geht, wenn einem Menschen die



Venweiflung ankommt, ohne es recht zu bedenken, sagte er vor sich hin: "Geld muß mir her, und wenn es vom Teufel



kommt." Er hatte wohl selbst nicht geglaubt, daß ein solches Wort Wahrheit werden könnte. Als er aufblickte, stand



wirklich der Gottseibeiuns vor ihm, aber bekleidet wie ein vornehmer Herr im Wams mit Silberknöpfen und Schuhen mit



kostbaren Spangen, begrüßte ihn lächelnd, tat, als sähe er das Erschrecken des Meisters gar nicht und sprach: "Ihr



habt von mir gesprochen, und nun bin ich da. Das Geld, das ihr begehrt, habe ich gleich mitgebracht, erst in zehn



Jahren muß ich es zurückhaben." Dabei stellte er ein Maß auf den Tisch, das bis über den Rand hinaus mit blanken



Gold-stücken gefüllt war. "Nehmt das", sagte er, "und wenn ihr es mir zurückgebt, braucht es nicht gerade so gehäuft



zu sein wie jetzt, sondern nur gestrichen voll. Ich will nicht so genau rechnen, weil ihr mir in eurem Jammer leid



tut. Und nun unterschreibt mir den Vertrag." Der Schuster wollte wohl oder übel schon die Feder nehmen, die er ihm



hinhielt. Da aber schoß ihm ein Gedanke durch den Kopf, und den sprach er auch aus. "Darf ich euch das Geld auch



schon früher zurückgeben?" fragte er. "Das dürft ihr zu jeder Zeit, Meister. Aber in zehn Jahren muß ich es bestimmt



wieder haben, sonst gehört mir eure Seele." Damit schob der Teufel ihm das Maß mit dem Golde zu. Der Meister aber



fuhr mit seiner großen Hand darüber hin und wischte alle Stücke, die über den Rand quollen, weg, so daß sie auf den



Tisch fielen, strich sie zusammen, steckte sie zu sich und gab dem Teufel das Maß selber zurück. "Hier", sagte er,



"ich bedanke mich auch schön. Das brauche ich nicht mehr. Ich habe an dem, was Ihr nicht wiederhaben wolltet, genug",



und er klopfte auf seine Tasche. So war denn der Teufel in Soest an einen geraten, der klüger war als er selber. Es



blieb ihm nach seinen Worten nichts anders übrig, als zu gehen, woher er gekommen war. Dem Meister aber, der sich so



klug wie bescheiden gezeigt hatte, war das Glück wieder hold und verhalf ihm zu dem alten Wohlstand.





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