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Artigos-->Renuncie senhor Bush -- 23/05/2004 - 22:20 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Renuncie senhor Bush

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



Há pouco mais de um ano debatíamos energicamente sobre a invasão do Iraque pelos exércitos de Bush e Blair.

Multidões, pelo mundo afora, acorreram às ruas e praças para protestarem contra a guerra do Iraque. Brotaram movimentos pacifistas pelos mais longínquos recantos da Terra.

A ONU, diversos governos e um sem-fim de entidades não-governamentais posicionaram-se contrários a essa invasão. Pois seria uma guerra insana, como são todas as guerras, uma desproporção bélica estratosférica e certamente com uma perda inestimável de vidas.



Mas o presidente George W. Bush foi irredutível. A ditadura fratricida de Saddam Hussein e produção de armas químicas eram os motivos, mais do que suficientes, para declarar essa guerra. Claro, as reservas de petróleo, jamais foram motivos!



Então foi decretada a guerra do bem contra o mal. Bush, inclusive chegou a invocar Deus para justificar essa guerra. Se não fosse o Papa João Paulo II dizer em alto e bom som que não fizesse crueldades em nome de Senhor. Não em nome de Deus! Essas foram as palavras do Papa. Do contrario Deus estaria ao lado de Bush.



A tomada do Iraque pelas tropas de Bush e Blair foi um jogo de vídeo game com imagens e tempo reais. Assim Bagdá foi bombardeada, e nós, aqui no Brasil, assistimos ao vivo esse bombardeio. Numa noite estrelada, por volta das duas da manhã, bolas de fogo iluminaram os céus de Bagdá. As imagens foram inacreditáveis e impressionantes.



Até o dia em que mister W decretou o fim da guerra nós pensávamos ter visto tudo sobre o que a ignorância quando aliada com insensatez pode causar de malefícios. Atrocidades, matança, mutilação e destruição. Esses são os termos que sintetizam a guerra do Iraque e o bombardeio em Bagdá. Não foram encontradas armas químicas e Saddam Hussein foi capturado disfarçado de mendigo. Parabéns, senhor Todo-poderoso Bush!



Embora o decreto presidencial do seu fim a guerra não havia acabado. O mundo começou a assistir uma das faces mais aterrorizantes e cruentas de uma guerra. A tortura física e moral. A cada dia os jornais publicam fotos de pessoas vilipendiadas em sua honra e dignidade. E todos nós sabemos como a nudez é tratada com extremada discrição pelos muçulmanos. Quanto mais aliada com a desonra da exposição pública e ao sadismo dos torturadores.

Pessoas obrigadas a latirem como cães. Pessoas nuas amontoadas como se fossem trastes. Cenas de violência protagonizadas pelos militares do exército que chegou para libertar (sic) o Iraque de uma ditadura.



Quem a humanidade deve responsabilizar? Os militares subalternos que cumpriam ordens superiores? O comandante do exército americano? Ou o comandante supremo que autorizou a guerra?



Bush foi incompetente e imperialista em suas relações internacionais. E mentiu para o povo americano quando justificou a invasão.

O povo espanhol, em dois dias, demonstrou civicamente o que deve ser feito com governantes mentirosos. E esperamos que essa lição não seja esquecida.



Por fim, concluo mesmo sabendo que o senhor George Bush jamais lerá esse texto e se ler, certamente, não vai perder o sono.



Pelo bem da humanidade, senhor Bush, renuncie!!









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