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Discursos-->I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo -- 25/04/2006 - 16:52 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo

MEMÓRIA

Félix Maier

Realizou-se em Brasília, nos dias 31 de março e 1º de abril de 2006, o “I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo”. O evento, promovido pela ONG Terrorismo Nunca Mais – Regional de Brasília (Ternuma Brasília), reuniu representantes de vários grupos de militares e civis da reserva de todo o País: Ternuma (Rio de Janeiro – www.ternuma.com.br), Ternuma Regional Brasília, Grupo Guararapes (Fortaleza/CE), Grupo Inconfidência (Belo Horizonte/MG – www.grupoinconfidencia.com.br), Grupo Anhangüera (Goiânia/GO), Grupo Emboabas, União Nacionalista Democrática (UND), Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil (Brasília/DF e Florianópolis/SC - www.amebrasil.com.br), Grupo Atitude Nacional (São Paulo/SP – www.atitudenacional.com.br).


Araponga da ABIN?

Antes do início dos trabalhos, um dos presentes alertou que havia um agente da ABIN infiltrado no Encontro. Como ele não declinou o nome do espião do Planalto, e já que o James Bond da Esplanada não usava crachá, nem tinha boné com as inscrições “Serviço Secreto”, não deu para saber se realmente havia um araponga misturado aos velhinhos e velhinhas, inofensivos militares e civis aposentados participantes do evento. O que prova que o serviço secreto de sua Majestade, a Rainha de Sabá (aquela que distribui presentes mundo afora, como para Cuba e Angola), funciona maravilhosamente...


Presente no Encontro vítima do atentado terrorista do Aeroporto de Guararapes

Entre os presentes, chamou a atenção um senhor já idoso, que se locomovia com dificuldade, apoiado em uma bengala. Era o general Sylvio Ferreira da Silva, um dos feridos no atentado terrorista ocorrido no Aeroporto de Guararapes, Recife, no dia 25 de julho de 1966, quando faleceram o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Régis de Carvalho. Houve mais de uma dezena de feridos no atentado que tentou matar o presidente da República, Costa e Silva.

O general Sylvio, assim como as outras vítimas, não recebeu nenhum tipo de indenização do Estado brasileiro, apesar dos graves ferimentos: “O tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva, hoje general, sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda, lesões graves na coxa esquerda e queimaduras de primeiro e segundo graus. Hoje, 40 anos depois, ainda sofre com as seqüelas provocadas" (in “A Verdade Sufocada", pg. 152). Em depoimento ao livro do general Raymundo Negrão Torres, “Fascínio dos Anos de Chumbo”, à pg. 86, assim finaliza o general Sylvio:

“Como disse acima, esses detalhes já não têm mais importância. Infelizmente o fato em si parece esquecido para nossas maiores autoridades. Dos atingidos, acho que sou o único sobrevivente e assim posso sentir o significado de atitudes como essa de nomear para o Ministério da Justiça um terrorista” (in “A Verdade Sufocada”, pg. 153). O terrorista a que se refere o general Sylvio foi o ministro do governo FHC, Aloysio Nunes Ferreira.

O mentor do atentado terrorista no Recife foi o ex-padre Alípio de Freitas, integrante das Ligas Camponesas, membro da comissão militar e dirigente nacional da Ação Popular (AP). O executor do atentado foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, “militante” da AP. Pela bela obra, Alípio de Freitas, hoje residente em Lisboa, Portugal, recebeu uma indenização de R$ 1,09 milhão. “Raimundo Gonçalves Figueiredo é nome de uma rua, em Belo Horizonte/MG, e sua família também foi indenizada” (in “A Verdade Sufocada”, pg. 155). Viva a República dos Bandidos!


A programação iniciou-se com a apresentação formal dos diversos grupos, que descreveram o histórico de cada movimento.

Dentre os presentes, o Grupo Inconfidência é o único que publica jornal impresso, “Inconfidência”, de periodicidade mensal, distribuído gratuitamente a todos os generais do Exército e a todas as organizações militares da Força Terrestre (incluindo Tiros-de-Guerra e Colégios Militares), e vendido a cerca de 570 assinantes (custo unitário de R$ 70,00 anuais) e 200 associados (que autorizam o débito automático mensal de R$ 16,00 em favor do Grupo). A receita, obviamente, não cobre todas as despesas, que são complementadas pelos militares e civis, que tiram dinheiro do próprio bolso para custear o jornal, a exemplo do coronel Carlos Claudio Miguez, redator-chefe, seguido de sua equipe de trabalho e outros colaboradores.

A Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil existe desde 1999, possui 7 mil associados em todo o Brasil (PM e Bombeiros) e o objetivo do atual presidente, Sigfrido Maus, é chegar a 30 mil sócios. O Sr. Sigfrido mostrou-se preocupado com o projeto de lei de um deputado federal que pretende modificar as denominações “Polícia Militar” e “Polícia Civil” para uma “linguagem de pau” típica do atual modo politicamente besta de pensar das esquerdas. Para barrar o nefasto intento, a Associação promete entrar com Ação Popular e ADIN contra a medida, se for necessário.

O Grupo Guararapes, que tem no general Torres de Melo seu mais forte baluarte, possui 1.300 associados. O Grupo tem grande presença no Nordeste brasileiro, junto à mídia, especialmente no Ceará, terra natal de um dos maiores estadistas brasileiros, o marechal Castello Branco.

O Grupo Terrorismo Nunca mais (Ternuma), sob a presidência do Coronel Aviador Juarez de Deus Gomes da Silva, fundador do grupo, tem como patrono o general Emílio Garrastazu Médici. Além de manter um site na Internet, o Ternuma produziu um CD que narra a verdadeira história recente do País, não o mito de endeusamento de terroristas e assassinos efetuado pelas esquerdas. O Ternuma, que foi criado para ser a antítese do Movimento Tortura Nunca Mais, também distribui panfletos em residências e promove palestras em clubes e escolas do Rio de Janeiro, esclarecendo, principalmente, os mais jovens sobre a recente história nacional.

A empresária Ana Prudente, presidente do Grupo Atitude Nacional, além de trabalhar em várias organizações como Instituto Federalista, Liga da Defesa Nacional, d’O Gurarany, Grupo Guararapes, UND, Grupo das Bandeiras, possui uma editora, que coloca à disposição de todos os brasileiros realmente interessados em desenvolver um Brasil Verde e Amarelo, não o Vermelho pretendido por Lula, petistas e aliados.


América Latina rumo ao socialismo

A primeira palestra coube ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, “América Latina rumo ao socialismo”. Antes de iniciar a apresentação, o coronel Ustra denunciou mais um ato de covarde revanchismo contra a sua pessoa (o primeiro foi quando a deputada petista Bete Mendes o acusou de “torturador”, na ocasião em que Ustra era adido militar no Uruguai). A Sra. Maria Amélia Telis, do Movimento Tortura Nunca Mais, presa em 1972, em São Paulo, quando o coronel Ustra era o comandante do DOI/CODI, recentemente entrou com uma ação na Justiça de São Paulo, acusando Ustra de tê-la torturado em frente de seus dois filhos durante a prisão. A Justiça deu 15 dias para o coronel se defender. Por que só agora aparece essa acusação? Teria sido uma mera coincidência o fato de o coronel Ustra lançar seu mais novo livro, “A Verdade Sufocada – a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”? (*) Se é para apanhar dinheiro do coronel ou da Comissão dos Desaparecidos e Aparecidos, isto é um mero detalhe. Na verdade, além de tentar obscurecer o mais recente trabalho de Ustra, trata-se de mais um ato desbragado de “corrida ao ouro” promovido por essa tragicomédia sem fim chamada “indenizações”, que já absorveu bilhões de reais dos cofres públicos para serem festivamente distribuídos a terroristas e familiares de.

Em sua palestra, o coronel Ustra inicia falando sobre o Movimento Comunista Internacional (MCI), que tinha entre seus objetivos dominar a América Latina. Ustra chama a atenção de que os 12 sobreviventes do levante cubano de 1956 tomaram Havana 3 anos depois. Assim, não se pode minimizar o perigo que os 59 integrantes da Guerrilha do Araguaia, junto com o apoio de 26 moradores locais, num total de 85, poderiam representar ao Brasil caso não tivessem sido eliminados na época.

Nas décadas de 1950 e 60 – prossegue Ustra – todos os países da América Latina eram democráticos, com exceção do Paraguai. Fidel Castro, com o apoio financeiro de Moscou e do trabalho subversivo dos PCs, começou a promover agitações, especialmente entre sindicatos estudantis. Os slogans eram “contra o imperialismo” e “a favor dos excluídos”. Em 1964, o Brasil era o país que mais rapidamente caminhava para o socialismo. A Contra-Revolução de 31 de março daquele ano evitou a segunda tentativa de tomada do poder efetuada pelos comunistas (a primeira foi a Intentona Comunista, realizada em 1935).

Nos anos 60, havia organizações de orientação chinesa, como a Organização de Solidariedade dos Povos da África e da Ásia (OSPAA). Moscou estrilou, ameaçou cortar a mesada a Cuba e seus aliados latino-americanos. Fidel Castro então criou a Organização de Solidariedade dos Povos da África, Ásia e América Latina (OSPAAAL), sob a batuta soviética. Em 1966, essa organização, também chamada de “Tricontinental”, reuniu-se em Havana, com a presença de 700 delegados de 82 países, sendo 27 da América Latina. Disse Fidel na ocasião: “A luta revolucionária deve ser estendida a todos os países da América Latina”. O objetivo era criar vietnãs em todos os países latino-americanos. Para iniciar a ação terrorista, Salvador Allende propôs a criação da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), gérmen dos grupos terroristas que passaram a infernizar os países latino-americanos desde então. No Brasil, foram criadas 29 organizações terroristas, além de outras 22 entidades, para lutas de outra forma. Segundo Ustra, o saldo macabro foi de 358 mortos da esquerda e 120 do outro lado.

Ustra chama a atenção pelo grande número de mortos ocorridos nos países que se envolveram no combate aos comunistas: 4 mil no Chile, 30 mil na Argentina, 30 mil no Peru, 40 mil na Colômbia. Com base em sua população, comparando-se com o saldo fatal dos outros países, o Brasil poderia ter chegado à marca de 150 mil mortos! Apenas 478 morreram no Brasil e as esquerdas ainda têm a safadeza de dizer que o regime militar foi totalitário! (Poder-se-ia acrescentar que os comunistas são mal-agradecidos: se os militares não tivessem desarmado as milícias de Carlos Lacerda e Adhemar de Barros, o saldo certamente seria de alguns milhares de comunistas brasileiros mortos. A vantagem é que, nesse caso, figuras como João Amazonas, José Dirceu, José Genoíno e tantos outros teriam viajado antecipadamente para o inferno e não teriam aterrorizado a vida dos brasileiros por mais de uma década.)

Ustra lembrou que o sucesso brasileiro de combate aos comunistas, ao contrário da Colômbia, que atualmente tem 40% do território nas mãos das FARC, foi a ação de pronta resposta do Governo Federal, definindo uma estrutura interna para combater os subversivos. Apesar desse fato incontestável, Ustra lamentou que recentemente um general brasileiro disse que a ação militar foi uma “ação paralela”, na qual “as Forças Armadas não tiveram participação”. Se um general consegue ser tão ignorante ou tão cínico, o que dizer da imensa multidão de jovens deste País que só ouvem mentiras construídas diariamente pelas esquerdas?

Ustra disse que o movimento de 1964 preservou a democracia no Brasil, e tanto isso é verdade que muitos dos antigos “militantes de esquerda” hoje estão no poder. O mesmo ocorreu nos demais países latino-americanos governados por militares e a única exceção é Cuba, onde Fidel Castro se mantém no poder há 47 anos! Infelizmente, é esse o regime que Lula e as esquerdas tanto apreciam.

Ustra também mostrou a preocupação com o assalto do PT ao Estado brasileiro após a eleição de Lula, com militantes despreparados nomeados para cargos de DAS (e conseqüente contribuição de 30% dos salários para o cofrinho petista). A iniciativa privada é apenas tolerada, com intervenções cada vez maiores, sofrendo uma das tributações mais caras do mundo, 37,82%, a maior taxa dos países emergentes.

O Foro de São Paulo – disse Ustra -, criado por Fidel Castro e Lula, tem como objetivo a implantação paulatina do socialismo em toda a América Latina. Para tal intento, Lula promove cada vez mais controle sobre o Judiciário, a redução da participação das Forças Armadas na vida nacional, tentativa de controle da mídia (Ancinav) e do jornalismo (Conselho). Lula também pretende exercer controle sobre a Educação, de modo que as universidades particulares passem a ser geridas por associações – claro, as associações que envolvem apenas a companheirada (ou comparsas, como alguém já definiu muito bem).

Para Ustra, o MST é o “exército de libertação em marcha”: já existe de fato, tem o apoio pecuniário ostensivo do Governo, é preparado, é motivado, tem liberdade de manobra, faz depredações e não é punido. Pelo contrário, Lula veste o boné terrorista do movimento em pleno Palácio do Planalto. O MST também é apoiado por ONGs nacionais e estrangeiras, e é considerado o “braço armado do PT”. Se ainda não tem armas, o que é improvável, as FARC e Hugo Chávez encarregarão de fornecê-las “quando chegar a hora”.

Ustra lembrou que os desvios comprovados até agora de dinheiro público são superiores a 1,2 bilhão de reais. Deste total, “apenas” 85 milhões foram destinados a deputados mensaleiros, o restante seria para o PT ficar pelo menos 20 anos no poder.

Ustra conclamou que se escrevam mais livros para contar a verdadeira história recente do Brasil, apesar do fato de editoras não aceitarem publicar tais temas, as distribuidoras não aceitarem fazer a distribuição (**) e a mídia não informar os fatos ocorridos. “É preciso acabar com o mito de que matamos pessoas inocentes, que foram enterradas em cemitérios clandestinos” – finalizou Ustra.


Jornal “Inconfidência”

Depois da palestra do coronel Ustra, foi a vez da apresentação do coronel Carlos Claudio Miguez, que discorreu sobre o jornal “Inconfidência”. Disse que o periódico foi criado em março de 1994 e, segundo palavras de Jarbas Passarinho, “é o único jornal alternativo e independente que temos”. Como dito na apresentação, os oficiais do Grupo Inconfidência bancam do próprio bolso boa parte dos custos do jornal. Assinaturas anuais podem ser adquiridas enviando cheque bancário nominal de R$ 70,00 em favor do Grupo Inconfidência, Caixa Postal 3370, CEP 30140-970, Belo Horizonte, MG. O coronel Miguez denunciou que todo mês pelo menos 5 cheques enviados por assinantes são roubados pelos Correios. Jornais também somem nos escaninhos da empresa de um certo Sr. Marinho...

A seguir, o coronel Loureiro, também do Grupo Inconfidência, disse que é o representante da Associação de Oficiais do Exército Brasileiro, fundada em 2003. Congrega oficiais R1 e R2 de Belo Horizonte, e é subordinada ao Conselho Nacional de Oficiais da Reserva, com sede no Rio de Janeiro. A Associação se faz presente nas atividades do CPOR e do NPOR, como incorporação de oficiais, entrega de boinas etc., ocasiões em que há representação de oficiais de meia idade e de mais novos, para captação de mais associados. Realiza reunião mensal, com média de 60 pessoas, e promove um encontro anual, o ENOREX. Em 2006, será realizado em Natal o 8º Encontro.

O Grupo Inconfidência autodenomina-se “cívico” e “patriótico”. Tem muita dificuldade em obter recursos. A Poupex é uma das poucas entidades que fazem publicidade no “Inconfidência”, além do GBOEx. Há uma pequena ajuda de empresários, que não querem ver seus nomes divulgados. Para o Grupo, o jornal “Estado de Minas” é “todo vermelho”. O Grupo deseja um país “democrata e seguro” para educar os filhos “em um ambiente melhor do que o que recebemos”. Patrocina a edição de livros, a exemplo de “Cadernos da Liberdade – Uma visão do mundo diferente do senso comum modificado”, de autoria do general Sergio Augusto de Avellar Coutinho, que pode ser solicitado ao Grupo via telefax (31) 3344-1500 ou e-mail ginconfi@vento.com.br, ao custo de R$ 25,00. A idéia-força do Grupo é baseada na luta contra o comunismo, na preservação dos valores tradicionais e conservadores da nacionalidade brasileira, e no fortalecimento da Forças Armadas.

No momento, o Grupo Inconfidência trabalha em prol da derrota de Lula nas próximas eleições, devido ao aparato estatal montado por ele para a companheirada, o arrocho econômico contra a população, o apoio ao MST, a tentativa de controle da sociedade (mídia e jornal), o alinhamento com Cuba, Venezuela, China e Vietnã. O Grupo publica manifestos que chegam à mídia, a empresários, à Igreja; distribui material de propaganda, como “Não voto em corruPTo”. Os enfoques mais freqüentes são: Contra-Revolução de 1964, Caxias, Intentona Comunista e a defesa dos governos militares (décadas de 1960 a 80). Oficiais do Grupo publicam artigos em jornais como “O Tempo”.


Coffee brake com Brizola...

Ás 11:00 horas do dia 31 de março de 2006, foi inaugurada, a toque de caixa, o Centro Cultural na Esplanada dos Ministérios, composto de uma biblioteca e de um museu, as mais recentes obras monumentais construídas em Brasília, assinadas por Oscar Niemayer. Na verdade, falta muito para que tais obras sejam efetivamente entregues ao público, pois apenas os esqueletos das mesmas estão de pé, não há mobiliário, não há livros, não há relíquias históricas, não há nada dentro dos prédios a não ser calor e cheiro forte de tinta. A solenidade de inauguração serviu apenas para afixar a placa com o nome do governador Joaquim Roriz, que à tarde transferia o cargo para sua vice, Maria de Lourdes Abadia, já que estava se licenciando para concorrer a cargo público nas próximas eleições, provavelmente para senador.

Um detalhe me chamou a atenção, quando passei por lá, depois do meio-dia, já no final do coquetel: a nova biblioteca atende pelo sugestivo nome de “Biblioteca Leonel de Moura Brizola”. Sem comentários...


A importância do ano 2006

A 2ª palestra, na tarde do dia 31 de março, “A importância do ano 2006”, ficou a cargo do general Torres de Melo, do Grupo Guararapes, um ícone para todos os grupos presentes. Bem-humorado, como sempre, apresentou-se com um terço árabe nas mãos, pois, segundo ele, “rezar em Português não adianta mais”...

Disse o general que “o problema nosso é político”, pois está em jogo a sucessão presidencial e a derrota de Lula nos dará a continuidade democrática. Disse que os atuais donos do poder são corruptos, adeptos do marxismo. O general citou o seguinte trecho de Danielle Steel“, do livro “Cinco Dias em Paris”: “A política devora todos aqueles que dela se aproximam e é impossível amá-la e sobreviver. Ela consome tudo que se tem por dentro, todo amor, bondade e decência, destruindo tudo que se era antes e deixando apenas um político no lugar”. “Políticos não agem como seres humanos, mas como políticos” – disse o general. Para ele, o mais grave de tudo é que o Executivo e o Judiciário se deram as mãos para amparar políticos corruptos.

Torres de Melo disse que o país caminha sobre um fio de navalha, com uma dívida interna de mais de R$ 1 trilhão. Lula aumentou em 108 mil o número de funcionários civis e “caminhamos para o fim do Estado democrático de direito, para um Estado totalitário”.

O general lembrou que estamos crescendo abaixo da média da América Latina (em 2005, apenas superamos o Haiti, que enfrenta uma guerra civil) e fez menção ao artigo de Rubens Ricúpero, “Estamos voltando ao pau-brasil?”, que disse que várias indústrias brasileiras estão saindo do País e indo para a Argentina e o Paraguai, devido às condições de nossas estradas, uma desgraça nacional, e que nossas principais fontes de exportação continuam sendo grãos e minério de ferro. Há, ainda, a ameaça constante do MST, que inviabiliza investimentos, principalmente estrangeiros.

Até o final de março (dia 31, dia da palestra) Lula ainda não havia conseguido aprovar o Orçamento da União “porque não quer pagar a Lei Kandir aos Estados”. Ou o governador se ajoelha frente a Lula, ou nada feito: “Você beija minha mão, ou não te dou o dinheiro” – disse Torres de Melo.

No campo educacional, gasta-se muito, porém se joga dinheiro fora: “somos dos poucos países do mundo em que o primário só tem 4 horas de aulas diárias”. Torres de Melo citou Gustavo Ioschpe: “Educação não é apenas um direito do cidadão, mas um patrimônio do país, uma ferramenta indispensável ao seu desenvolvimento”. O governo alardeia que 95% dos alunos estão em sala de aula, porém “são 95% de analfabetos” – disse o general.

“Os homens públicos são todos medíocres” – acrescentou Torres de Melo. “Todos estão interessados em apartamento de cobertura e BMW”. O SUS se apóia nas Casas de Misericórdia, que estão falidas. “As projeções para 2006 são desanimadoras. O déficit privado (INSS) é de R$ 30,5 bilhões e o público (Previdência) de 42 bilhões, num total de R$ 72,5 bilhões. É a marcha para a falência”.

Torres de Melo também denunciou o derrame de dinheiro público para programas assistenciais. “São migalhas, mas para quem não tem nada é muito. É a maior compra de votos da história do País e não há como se intervir no processo”. Para os amigos e comparsas, o governo petista concede indenizações mensais que “valem mais do que 300 bolsas-famílias de 50 reais”.

Continua a ira do general: “Para o Grupo Guararapes, o pior não é a corrupção e sim a covardia da sociedade”. E cita Martin Luther King: “Não é a violência de poucos que me assusta, mas o silêncio de muitos”. E culpa o ministro da Justiça como um irresponsável e o grande culpado: “O que foi feito no RS na Aracruz, já não é nada mais do que coisa de bandido”.

O general disse que “tudo aqui gira na destruição das Forças Armadas”, que “é preciso torná-las instituições de segunda categoria”. Torres de Melo disse que, segundo a palestra de uma autoridade, “não teremos mais Marinha, em 2010, a Aeronáutica passará a ser uma Força para transportar o alto escalão do governo e o Exército se apresentará como uma força decorativa”. Segundo Torres de Melo, suas afirmações se baseiam em:

- “tudo será feito para que seja retirado da Constituição a ‘missão da manutenção da lei e da ordem’ – artigo 142;
- ser criada uma Força subordinada ao Ministério da Justiça para interferir nos Estados para ‘garantir a lei e a ordem’ e as Forças Armadas sendo apenas órgãos de apoio logístico;
- nomeação de ministros da Defesa fracos e curvos ao presidente, conforme exemplos já verificados nos 4 primeiros;
- não se tratar de estratégia de Segurança Nacional como prioridade, mas de pequenas coisas como vencimentos, num desgaste proposital, para dar a impressão de que somos apenas apegados ao dinheiro;
- nem se pensa na Amazônia e, quando se o faz, apresenta-se lei que ameaça a própria integridade da região e a Soberania Nacional. Triste é a política indígena que cria áreas que, amanhã, poderão trazer problemas internacionais;
- tenta-se impingir uma mentalidade de que as Forças Armadas só precisam ser profissionais da guerra, como se os campos das atividades humanas fossem estanques, como se a guerra não fosse uma continuação da política, como se vê no mundo afora. Cria-se a idéia de que existimos para cumprir ordens, mesmo que se leve a desgraça ao povo e ao País. A história é cheia de exemplos de desgraças por responsabilidades de generais que não pensaram. Alemanha – Rússia – França são recentes”.

A Força do ministério da Justiça a que o general se refere já existe, embora não seja prevista na Constituição: é a Força Nacional de Segurança Pública, criada recentemente com estardalhaço, mas que até agora não disse a que veio, já que os bandidos continuam cada vez mais afoitos nos morros cariocas e na periferia de São Paulo. Além disso, outro objetivo é acabar com o Art. 144 no seu parágrafo 8º, que diz: “As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército”.

Segundo Torres de Melo, cultiva-se no Brasil o espírito de “coitadinho”, as leis são fracas, servem apenas para proteger canalhas, bandidos, ladrões, “chegando-se até a se banalizar e aviltar o mais sagrado dos postulados do Estado democrático de direito, o habeas corpus e transformá-lo em ‘habeas porcus’, já consagrado no popular”.

Torres de Melo cobra mais ação dos clubes militares, “calados, como se não mais fossem nossos representantes e necessários ao resguardo dos sentimentos republicanos no País e da defesa da Pátria, como todos juramos solenemente”.

Depois de dizer que os atuais donos do poder são capazes de MATAR (prefeito de Santo André), MENTIR (ex-ministro Palocci), ROUBAR (Delúbio e Valério), DEBOCHAR (deputada Ângela Guadagnin), FALSIFICAR (Lista de Furnas), COMPRAR CONSCIÊNCIAS (compra de 18 deputados “mensaleiros”), RECEBER DINHEIRO DE FORA (de Cuba), ENGANAR (promessa de ética, sendo ladrões), PROMETER DEMOCRACIA (ferir código, não respeitar leis e não respeitar os direitos humanos), Torres de Melo conclui que:

1. “O ano 2006 é um ANO POLÍTICO;
2. A VITÓRIA da esquerda nos levará a um regime de força tipo Chávez;
3. O governo usará de todos os meios possíveis para ganhar a eleição, partindo da premissa leninista de que os FINS JUSTIFICAM OS MEIOS;
4. A união dos Poderes Executivo e Judiciário irá possibilitar a implementação da corrupção no sistema eleitora;
5. A execução do Orçamento da República será uma arma de corrupção por parte do Governo;
6. O aumento do emprego do dinheiro público em programas sociais oficializa a compra de votos;
7. A ação deletéria do MST poderá criar pressão que, beneficiando o povo do sertão, irá obrigá-lo a votar no governo;
8. As Forças Armadas não terão nenhuma influência no processo político. Farão parte da platéia submissa; seus membros podem influir no processo político, trabalhando junto às suas famílias e aos seus amigos;
9. Os Clubes Militares precisam acordar ou serão apenas bonecos de um teatro de marionetes;
10. Está sendo destruído o espírito do País e a alma nacional;
11. Todas essas conclusões (de 1 a 10) sofrerão a influência negativa da corrupção que tomou conta do País. Será uma guerra não entre homens e sim entre POLÍTICOS. OS HOMENS DE BEM PODEM DECIDIR A QUESTÃO.”

Para reverter a situação, Torres de Melo propõe, além de concitar todos os militares da reserva a “acabar com esse negócio de dormir depois do almoço”, trabalhar dia e noite para:

“- criar um órgão central para coordenação das ações;
- organizar um sistema de e-mail eficiente e, se possível, com difusão na imprensa, que atinja o maior número de pessoas;
- entrar em ligação, em cada uma de nossas cidades, com entidades de classe que nos possam ajudar no nosso objetivo;
- procurar entender-se com colégios e universidades para debates de temas que esclareçam os possíveis eleitores;
- tentar despertar nas Forças Armadas a gravidade da situação nacional e o papel que poderão Ter de desempenhar;
- despertar os Clubes Militares para que se mantenham atuantes em defesa das Forças Armadas e da família militar;
- apoiar candidatos que possam apresentar o mínimo de confiabilidade;
- produzir documentos que falem bem do nosso candidato;
- definir o nosso FOCO para não perder tempo com coisas menores”.

Torres de Melo sugere que sejam confeccionados modelos de adesivos para serem distribuídos por todo o País e afixados nos carros:

“SEM ÉTICA NÃO DÁ”
“NÃO VOTE EM LADRÃO”
“CUIDADO COM A CUECA”

Por fim, Torres de Melo pede que seja lançado o “Manifesto de Brasília”, cujo texto lê para os presentes. A partir da proposta apresentada pelo general, o texto sofreu modificações e foi aprovado por unanimidade ao final do evento.


Governo “cleptostalinista”

A primeira palestra do dia 1º de abril foi proferida pelo jornalista Rui Nogueira, editor da revista “Primeira Leitura”. Discorreu sobre “A situação atual da política no Brasil e os desdobramentos futuros”.

Sem subterfúgios, Rui Nogueira chamou o atual governo de “cleptostalinista” e discorreu sobre as 12 milhões de cartas (inicialmente, seriam 14 milhões), com data de 29 de setembro de 2004, assinadas por Lula e pelo ministro da Previdência Social, que foram enviadas pela Dataprev aos aposentados. A dinheirama toda serviu para Lula ser o garoto-propaganda de uma linha de crédito aos velhinhos, sem ser a CEF, a taxas baixas, podendo os descontos mensais atingir até 30% do valor do benefício oficial. Segundo Nogueira, nunca se viu, na história política do País, um fato de tal gravidade, de o Presidente fazer propaganda para um certo banco, que passou a ter tratamento privilegiado, cuja safadeza passou desapercebida da população, já que não foi comentada pela imprensa. Obviamente, algo em troca Lula e o PT devem ter recebido para fazer a desbragada propaganda bancária. O que teria sido?

Inicialmente, o BMG foi o único banco escolhido para realizar os empréstimos, apesar de possuir apenas 1 sede bancária, o que não se tornou problema: o banco abriu lojinhas em todo o Brasil, até nas praias do Rio de Janeiro...

Rui Nogueira continua: “onde teríamos chegado se não houvesse existido a briga entre Roberto Jefferson e o PT?” Segundo o jornalista, não há, na República, nenhum caso parecido com o do caseiro Francenildo. Ele não é um acusador: apenas viu o ministro Palocci na “casa das meninas” e não pôde concluir o depoimento na CPI devido à obstrução de investigações, com a forte mão do STF. A violação da conta bancária de Francenildo começou numa 5ª feira, no Palácio do Planalto, numa reunião de Palocci com diretores de bancos. A ordem para a quebra do sigilo bancário foi dada diretamente por Mattoso, então presidente da CEF. Quando foi solicitado o nome do autor do crime, ainda tiveram o desplante de pedir 15 dias para responder, quando todos sabem que o dado pode ser fornecido instantaneamente. Para Rui Nogueira, só há um modo para acabar com isso: as urnas.

Outro problema abordado por Rui Nogueira diz respeito ao Judiciário. Lembrou a blindagem feita em torno do Sr. Okamoto, presidente do Sebrae, que até hoje não explicou como pagou uma dívida de Lula. Disse Nogueira que a Justiça existe para proteger os bons da sociedade. Quem pune é o sistema penitenciário. “A Suprema Corte não pode funcionar para barrar investigações; nenhuma pessoa pode deixar de ser investigada”. O Judiciário deixou de cumprir a lei para acobertar os políticos e homens mais nefastos do País. “O Executivo corrompeu o Legislativo e manietou o Judiciário” – disse Nogueira.

Para Nogueira, “política não é um concurso de pureza, não é um convento de freiras”. Existe uma grande diferença entre os ladrões de conveniência, que existiram em outros governos, e o ladrão profissional, mafioso, que é o caso do governo Lula. Para tal, existe o conceito leninista, em que os fins justificam os meios empregados – não só roubo, mas também assassinato (caso Celso Daniel).

Rui Nogueira disse que, para discorrer sobre política e ética, é preciso trazer os clássicos, como fundamentação, porém com adaptações. “Trazer os clássicos para hoje, literalmente, é fundamentalismo” – completou o jornalista.

Rui Nogueira não acredita que Lula sofra impeachment, pois seria, para toda a eternidade, considerado o maior de todos os coitadinhos do mundo. Lembrou o caso Watergate, que derrubou Nixon. Motivo: o presidente americano chamou a CIA para obstruir a investigação do FBI. Nogueira lembrou que 3 coisas derrubam um presidente nos EUA: sonegação de impostos, obstrução da lei e perjúrio. Já no Brasil...

Segundo Rui Nogueira, Bóris Casoy foi demitido em troca da liberação dos R$ 12 milhões da Igreja Universal, que estavam com um pastor num avião, e que haviam sido retidos pela Polícia Federal. Rui Nogueira disse que o caso deve ser visto da seguinte maneira: na democracia, não há obrigação de o criticado (p. ex., o governo) sustentar o crítico (p. ex., a revista “Primeira Leitura”). Que a Record censurou Bóris Casoy, não a sociedade.

Ora, isso deve ser uma grande brincadeira do renomado jornalista, pois se o governo exerce pressão em cima de um jornal televisivo, exigindo que seja demitido o principal e um dos poucos jornalistas do Brasil que criticou as maracutaias feitas pela CPI do Banestado para não apurar nada, além de levar ao ar todas as noites a mal-contada história do caso Celso Daniel e o escândalo do “mensalão”, com ameaças de não liberar verbas publicitárias para a Record e não devolver o dinheiro retido no avião, isso é uma coisa totalmente diferente, somente aceitável em regimes fascistas, pois em regimes comunistas, como Cuba, nunca haveria a possibilidade de algum jornalista falar mal do “comandante”. Sobre o episódio, prefiro a argumentação de Ipojuca Pontes em “O caso Casoy”, publicado no Mídia Sem Máscara (http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4760).

Finalizando, Rui Nogueira disse que o “Estado de direito é o império da lei”. E que “a teoria conspiratória é a melhor coisa que o homem já inventou” para colocar a culpa nos outros, e que isso não cabe numa democracia.

Durante o debate, um ouvinte perguntou sobre o problema da Amazônia, sobre o roubo de nossas riquezas. Rui Nogueira, muito lúcido, disse que nós devemos tomar conta do que é nosso, senão o ladrão entra pelos fundos da casa. Disse que a idéia original do Projeto Calha Norte era ótima, que era um projeto interministerial, foi uma pena que somente os militares se mudaram para a Amazônia, faltou a presença, principalmente, dos ministérios da Educação e da Saúde. Indiretamente, deu um recado aos nacionalisteiros possivelmente presentes na palestra: não adianta culpar os EUA pelo roubo de nossas riquezas da Amazônia. A culpa é exclusivamente nossa. (Eu acrescentaria que fomos nós que deixamos que roubassem plantas de seringueiras para serem plantadas no Sudeste asiático, acabando com nosso monopólio da borracha na época, e que fomos nós que permitimos que os japoneses patenteassem o cupuaçu.) Como dito anteriormente por Nogueira, “a teoria conspiratória é a melhor coisa que o homem já inventou”.


“A fila andou”

A segunda palestra do dia 1º de abril coube ao general Leslie, cujo tema foi “Cenário geopolítico do Brasil e do mundo”. Ele iniciou dizendo que “a fila andou”, que devemos acompanhar o que acontece no Brasil e no mundo, e não ficarmos congelados nos tempos pré-Muro de Berlim.

Conciso como um professor alemão, o general Leslie apresenta sua palestra numa projeção na tela, em Power Point. Inicialmente, identifica os países mais importantes do mundo:

- EUA: terá liderança por mais quanto tempo? 2050? Aplica seu poder sem constrangimentos. Invasão do Iraque: reconhecimento do erro?
- União Européia: 28 países (mais Turquia?). Apesar de poderoso, não tem preocupação de aplicar seu poder.
- Japão: possui o 2º maior PIB do mundo, depois de ser arrasado durante a II Guerra Mundial. O país tem lideranças, disciplina, cultura, tradições; a Educação tem alta prioridade na política governamental.
- China: tem grande população, tem liderança, planejamento estratégico, tem valores (a Economia cresce há anos 10%), democracia x liberdade não existe, há autoritarismo. Previsão: com maior abertura econômica, provavelmente bancará maior abertura política.
- Índia: tem grande população, é a “maior democracia do mundo”. Tem sistema de casta, e a população se satisfaz com isso. Investimento acentuado na Educação, tem cientistas em Harvard (EUA), na França e na Inglaterra.
- Rússia: carência de liberdade e democracia. Herdou da antiga URSS Educação e tecnologia. Estado forte: episódios da Chechênia e Teatro de Moscou.
- Austrália:
- Brasil: 11º PIB do mundo (ilusório, com o câmbio supervalorizado).
- México:
- Argentina:
- Indonésia:
- Canadá: pertence ao G-8, tem alto grau de tecnolobia; Paz (apesar de Quebec)
- Israel: alta tecnologia

Ameaças atuais:

- Terrorismo: a maior ameaça é o islâmico; o militante, admitindo o suicídio (homem-bomba), torna o terrorismo incontrolável, diferente e altamente perigoso.
- IRA e ETA: deposição de armas?
- Narcotráfico: a classe média é a mais afetada (dependência de drogas), até no Haiti existe o tráfico (classes média e baixa); o problema não é só o dinheiro que circula, mas também “as mentes que tira do ar”
- Contrabando:
- Crime organizado:
- Energia: petróleo, gás natural (Bolívia – nacionalização da Petrobrás local?)
- Água: o Brasil é rico (Amazônia, Aqüífero Guarani)

Problemas:

- ONU e seus órgãos: podem resolver problemas, mas também criar (OMC, Conselho de Segurança etc.). Presença grande das esquerdas. Tem corrupção na ONU (caso do filho de Kofi Anan, envolvido no escândalo do petróleo iraquiano, “petróleo por comida”).
- Migrações: Bálcãs para Itália; para os EUA; para a França. No Brasil, há grande migração de bolivianos e paraguaios (São Paulo).
- Conflitos religiosos: Irlanda, Israel, sunitas x xiitas no Iraque
- Pobreza, fome, AIDS, gripe aviária
- Valores éticos: agastados; existe reação; colégios e universidades criaram cadeira da Ética (como antigamente havia os Estudos de Problemas Brasileiros)
- Família: valores muito atacados. Com a reação, talvez renasça o antigo valor, mas “é difícil depois que tal valor se esgarça”
- Corrupção endêmica: numa pesquisa feita na Internet (Portal Terra), ¾ da população que acessou a pesquisa disseram que admitem ser corrompidos. As mulheres e os pobres são os menos corruptíveis.

Cenários prospectivos

Teorias de Poder:

Antecedentes: Terrestre (Heartland – Alemanha/Rússia), Marítimo e Aéreo

Após o fim da Guerra Fria:

“Teoria dos Blocos ou Zonas Monetárias” (Conselheiro Jacques de Brochard – França) – 4 Blocos: as Américas (dólar), União Européia e África (Euro), Repúblicas Soberanas (rublo) e Ásia (iene).

“Teoria do Limite” (Jean Christopher Rufin – França): o Império (países do 1º Mundo) e os Novos Bárbaros (países do 3º Mundo). Invasão do Sul para o Norte.

Teoria da Incerteza ou Turbulência (Pierre Lellouche – França): desordem mundial (o estudioso poupa a América do Sul)

Teoria da Tríade (Clube de Roma): Bloco Americano, Bloco Europeu (inclui a África) e o Bloco Asiático (inclui Indonésia e Austrália)

Teoria do Choque de Civilizações (Prof. Samuel Huntington – EUA): os conflitos não seriam mais entre ideologias, mas entre civilizações. Exemplo: islâmicos contra o Ocidente.

Teoria do Quaterno (Coronel Roberto de Oliveira Mafra – Brasil): Americano, Sul-americano, Europeu e Asiático.

11 de setembro de 2001: mudanças significativas no mundo?

Socialismo e comunismo no mundo:

- Rousseau, Revolução Francesa: preocupação social
- Marx, Lenin, Stalin, Mao, Fidel, Prestes, Guevara: impactaram no meio intelectual (professores, jornalistas, artistas), uma verdadeira paixão. Antigamente, era moda ser comunista. Hoje, Arnaldo Jabor é contra os bolchevistas.
- Reação do Nacional-Socialismo (Nazismo) – décadas de 1930 e 40.
- Paulo Francis, que era comunista, depois de conhecer os EUA, abandonou o marxismo (e se tornou quase um pária entre os intelectuais brasileiros)
- Atração no meio acadêmico e na mídia
- Derrota do comunismo: Ronald Reagan (projeto Guerra nas Estrelas) – tido nos EUA como um “burro” - e o Papa João Paulo II
- Chile: apesar do rótulo de “socialistas”, os últimos presidentes (incluindo a atual presidente) voltaram-se para o capitalismo
- Venezuela: “a fila não andou”; fracasso futuro certo; serve para angariar simpatia das viúvas bolcheviques
- Bolívia, Argentina e Uruguai: esquerdismo
- MST: socialismo voltado para o passado, “a fila não andou”
- Psol: tenta preservas as utopias dos séculos XIX e XX
- O socialismo tem forte influência na mídia. Porém, parte da mídia “está acordando”
- Ausência total da direita
- A esquerda (PT) e a centro-esquerda (PSDB), “são farinha do mesmo saco”, no dizer da Juíza do TRT de Brasília, Dra. Marli Nogueira
- Governo Lula: direita liberal e esquerda conservadora: juros altos

Disse o general Leslie que Cristóvam Buarque, no artigo “A Nação Impossível” (“O Globo”, 18/03/2006), classifica 4 pensamentos políticos:

1) Direita imperial, capitalismo competitivo, não se interessa pela pobreza (Seriam os EUA?)
2) Direita contemporânea: sentimento republicano, democrático (integralismo), já admite preocupação social, permite combater a pobreza com políticas sociais
3) Esquerda contemporânea: entende que a realidade do mundo é outro: Chile, alguns líderes da China. Divide o mundo entre “incluídos” e “excluídos”. Quer terminar a “apartação social” (Cristóvam Buarque se inclui nesse grupo).
4) Esquerda corporativa ou classista: não democrática, não reconhece a globalização (Fórum Social Mundial). Para ela, “a fila não andou”. Exemplo clássico: MST.

Visão de futuro:

- espaço deve ser ocupado pela Direita: não pode faltar esse ambiente político
- União da Direita contemporânea com a Esquerda contemporânea: seria o ideal político, segundo o general Leslie.


Dinâmica de Grupo:

Após a palestra do general Leslie, os participantes do I Encontro foram divididos em grupos para discutir os tópicos abaixo:

Como realizar, no Brasil de hoje,

1. A ocupação do espaço existente para um “pensamento de direita” (ou centro-direita), que também priorize os problemas sociais?

2. O cultivo do espírito que norteou a Contra-Revolução de 1964 e ainda o esclarecimento aos mais jovens sobre a realidade do período 1964-1985?

3. Um trabalho de divulgação no âmbito nacional (ou seria melhor se limitar a uma atuação regional, devido às peculiaridades de cada área)?

4. A operacionalização da troca de idéias, informações e documentos entre os diversos grupos?

5. A conquista de uma representação no campo político, isto é, no Poder Legislativo, quer por meio de candidato próprio, confiável, mas de difícil eleição, quer pelo apoio a alguém com maior responsabilidade de se eleger e que represente o pensamento e os interesses do grupo?

6. Diante da socialização progressiva da América Latina, quais as conseqüências políticas da construção do gasoduto interamericano (se for construído) nesse processo?

Foi também distribuída uma Pesquisa, para todo participante responder:

1. Este tipo de reunião deve voltar a ocorrer? Sim__ Não__

2. Seria o caso dos grupos aqui reunidos planejarem para o dia 25 de julho do presente ano um ato público no Aeroporto dos Guararapes (Recife) em homenagem às vítimas do atentado? Sim__ Não__

3. Os assuntos escolhidos para os debates estavam coerentes com os objetivos da reunião? Sim__ Não__

4. O tempo disponível para cada assunto foi suficiente? Sim__ Não__

5. Na sua opinião, assinale qual a parte mais importante: As palestras__ Dinâmica de Grupo__

6. A reunião atendeu à expectativa? Sim__ Não__

7. Na sua opinião, a reunião foi considerada válida? Sim__ Não__

8. Em que aspectos poderá ser melhorada? _________________________________
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

9. Em uma escala de 01 a 10, que nota daria a ela? ___________________________
_____________________________________________________________________

10. Sugestões: ________________________________________________________
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No final do Encontro, foi aprovado por todos os participantes o “Manifesto de Brasília”:

“1º ENCONTRO NACIONAL POR UM BRASIL VERDE E AMARELO

MANIFESTO DE BRASÍLIA

1 – Combater, permanentemente, a corrupção no Brasil.

2 – Participar do processo político, sem partidarismo, em defesa dos valores éticos e morais, concitando a sociedade brasileira a expurgar do cenário brasileiro, indivíduos envolvidos em crimes que atentem contra estes valores.

3 – Lutar pela soberania nacional na defesa dos interesses do nosso país no processo de globalização.

4 – Lutar pelo o fortalecimento da Forças Armadas e pelo estabelecimento de um novo conceito de Segurança Nacional.

5 – Ficar ao lado dos companheiros que estão sendo, injustamente, processados por pessoas que, em busca de indenizações milionárias, mobilizam a sociedade com mentiras e calunias.

6 – Despertar na juventude o interesse pela busca da verdadeira historia da Contra-Revolução de 1964, salvadora da democracia brasileira.

7 – Alertar a Nação Brasileira que a invasão da privacidade, o desrespeito ao direito de propriedade, a violação da independência dos poderes e a impunidade são o caminho para a destruição da democracia.

8 – Reafirmar os princípios patrióticos que inspiram o povo brasileiro a compor uma sociedade livre e democrática, opondo-se sempre a modelos políticos totalitários.

9 – Afirmar que a solução da crise brasileira encontra-se no caminho do exercício do sistema democrático da escolha pelo voto.

10 – Reafirmar que os princípios da democracia brasileira, a defesa do cidadão e da liberdade serão, sempre, os objetivos daqueles que assinam este manifesto, buscando o bem comum do Brasil.

(Assinam representantes dos seguintes grupos:)

Grupo Guararapes
Grupo Ternuma
Grupo Ternuma Regional Brasília
Grupo Atitude Nacional e UND
Grupo Inconfidência
Grupo Ad Sumus
Grupo Emboabas e ANMFA
Grupo Anhanguera


(*) Houve pré-lançamento do livro na noite do dia 31 de março, em Brasília, aproveitando-se a estada de um grande número de participantes do “I Encontro” vindos de várias partes do Brasil. O lançamento oficial foi realizado no dia 11 de abril de 2006, no Iate Clube de Brasília. Para aquisição do livro, de 541 páginas, ao custo de R$ 40,00, os pedidos podem ser feitos por telefone: (61) 3468-6576, por e-mail: averdadesufocada@terra.com.br ou pelos Correios: Carlos A. B. Ustra – Caixa Postal 701, Agência Lago Norte, CEP 71510-970 – Brasília, DF.

(**) Nenhuma das grandes livrarias de Brasília, como Sodiler, Siciliano e Saraiva, aceitou vender o livro do coronel Ustra. Apesar de todo o boicote da mídia, que nada divulgou sobre o lançamento da obra, a noite de autógrafos, dia 11 de abril, foi um sucesso, com a venda de 484 exemplares. Do Brasil todo, muitos já encomendaram a nova obra de Ustra. Encomende a sua.


Finis coronat opus.



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