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Discursos-->Mentira tem Pernas Curtas -- 06/04/2006 - 11:28 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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MENTIRA TEM PERNAS CURTAS
(Por Domingos Oliveira Medeiros)

A mentira está na moda
Para esconder o pecado
Não há remédio melhor
Para o indiciado
Garantir a castidade
Omitir a realidade
Enganar o eleitorado

Coisa tida como feia
Em passado bem recente
A mentira transformou-se
Em verdade aparente
Estratégia de eleição
Pesquisa de opinião
Enganando muita gente

Vestida de roupa nova
Ganhou ares de noviça
Passou a ser protegida
Até por nossa justiça
O silêncio de convento
E a falta de argumento
Partimos dessa premissa

Um direito duvidoso
Que garante ao acusado
Esconder-se no silêncio
Quando for indiciado
Carta branca, alforria
A medida contraria
O direito mais sagrado

A proteção da verdade
A real cidadania
Que do povo é retirada
Medida que vilipendia
Que ofende a esperança
Põe em cheque o Congresso
Retrocesso noite e dia

Culpados ou inocentes
Desmoralizam a Nação
Não dizem nada com nada
Fazem festa na Comissão
Apesar de condenados
Relatórios aprovados
Inocente ou ladrão ?

A dúvida permanece
A votação foi secreta
Evidências de acordos
Atitude indiscreta
Jogo de carta marcada
A Casa desmoralizada
Investigação inepta

Deu zebra no resultado
Absolvido o azarão
Resultado duvidoso
Contrário ao da Comissão
Dança a dança do improviso
Muito riso e pouco siso
E muita comemoração

Soltam fogos de artifícios
A turma da situação
Sem nem ler o relatório
Assim diz a oposição
Mesmo que seja culpado
Basta ser seu aliado
Pra ganhar absolvição

De retalho em retalho
O tapete é costurado
A verdade fica embaixo
E o assunto encerrado
O eleitor que se dane
Não importa que reclame
Tudo será arquivado

Passamos já dos limites
O povão indignado
O mensalão não existe
Tudo fora inventado
O argumento é antigo
Acreditem no que digo
Diz assim o deputado

Apesar das evidências
Do dinheiro derramado
Das propinas registradas
De todo que foi gravado
Desde o primeiro instante
De Waldomiro em diante
Nada restou comprovado

Ninguém sabe, ninguém viu
Cegueira generalizada
Apologia ao silêncio
A mentira disfarçada
A eleição se aproxima
De volta a mesma rotina
E a página foi virada

Ao eleitor persistente
Aqui vai o meu recado
Não vote em cobra criada
Vote em outro deputado
Mude também o Senado
Troque até de presidente
Pra não lembrar do passado

Pra não sentir nostalgia
Ao votar nesta eleição
Só vote em gente pequena
De preferência, um anão
Que tem a perna pequena
Sua fala é amena
Não cai em contradição



-//-DOM








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