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Artigos-->O visto do repórter americano -- 12/05/2004 - 21:52 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




O visto do repórter americano

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



Uma insanidade. Uma calúnia internacional.

Não temos outros adjetivos para qualificar a reportagem do jornal nova-iorquino. Expor ao mundo que há uma preocupação nacional, quase uma convulsão, por que o presidente Lula, supostamente, teria o hábito de beber em demasia, foi uma atitude sem limites de desrespeito e qualidade duvidosa de jornalismo.



O incrível é saber que um jornal do porte do “New York Times” publique uma reportagem de quinta categoria sem ao menos consultar outras fontes. Esse jornal não tem editor? A fonte é única?

Pensando bem, não seria tão incrível assim, após averiguarmos a trajetória desse jornal na mídia americana. Profundamente lamentável!



O assunto parecia esgotado e Lula com o apoio e a simpatia das principais lideranças e articulistas do Brasil e do mundo. Possivelmente uma ação judicial e uma retratação pública poria fim ao impasse.



Entretanto, o governo brasileiro reagiu de forma exacerbada. Ao cancelar o visto de permanência no Brasil do jornalista Larry Rohter deu uma dimensão muito maior das reais medidas do problema.

A reação do governo brasileiro está embasada dentro das leis do controverso Estatuto dos Estrangeiros e causou irreparáveis transtornos políticos.



Bueno, o caldo engrossou.

Varias entidades se pronunciaram. Saíram em defesa do “coitadinho” americano.

Autoritarismo de Lula. Censura. Liberdade de expressão. Essas são as palavras mais usadas.

No entanto, poucos falaram juntamente com os termos censura e autoritarismo em ética jornalista.



Esse repórter detona com a imagem de uma pessoa. Coloca em xeque a credibilidade internacional do governo brasileiro. Qual seria a medida certa e necessária? Esse cidadão deveria continuar lépido e faceiro passeando pelas praias do Rio?

No meu entendimento, o cancelamento do visto foi uma atitude severa. Uma resposta curta e grossa. Afinal de contas, com quem eles pensam que estão lidando? (rs)



Contudo, não vejo como uma censura à imprensa. E, sim, um ato veemente contra um repórter metido a besta.

Não podemos ampliar como censura à imprensa visto que há inúmeros articulistas - para citar dois, Olavo de carvalho e Clovis Rossi - que fazem uma crítica diuturna contra o governo Lula e nunca foram censurados.



Qual seria o real motivo dessa calúnia? Qual o interesse dos americanos em desgastar o governo brasileiro? Será que a nossa política externa está afrontando as hostes imperialistas norte-americanas? Ou será que a mídia do Bush está procurando, desesperadamente, notícias que não sejam oriundas do Iraque.



Para ilustrar esse texto e contribuir para o aprofundamento da reflexão gostaria de salientar alguns tópicos da política externa do atual governo.

1. Lula não quis enviar tropas ao Iraque.

2. O governo brasileiro tem relações de amizade com Cuba.

3. Lula quer incrementar o Mercosul.

4. O Brasil deseja rever os atuais parâmetros que regem a Alca.

5. Lula é uma liderança internacional em ascensão.

6. O Brasil implementou o tratado de reciprocidade.

7. O governo brasileiro não vai abrir a tecnologia do refino do urânio.



Será que o governo Bush está se sentindo incomodado?

É muita petulância desse barbudo latino-americano.(sic)



Enfim, nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e a democracia só sobrevive com a liberdade de expressão e o jornalismo responsável.



E para comemorarmos o honroso desfecho desse episódio...

- Garçom! Garçom! Põe uma ceva bem gelada aqui na mesa!







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