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Humor-->SEMANA SANTA NO SITIO CARITÉ -- 04/06/2016 - 21:34 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Quando chegava a semana santa no sitio Carité lá no Ceará, tudo se transformava em fé, com a encenação na pracinha contando a martírio de Cristo.
No dia da apresentação vinha gente de tudo o que era canto trazendo seus tamboretes improvisados para uma melhor acomodação, a pracinha ficava lotada de idosos e crianças todos de olhos fixos no sofrimento do Senhor e muitas beatas vestidas a caráter chegavam até as lagrimas acreditando ser o Cristo vivo em cena.
O papel do Cristo obrigatoriamente era confiado ao morador mais bonito da região, e na redondeza residia um ferreiro nascido lá pelas as bandas do sul, conhecido por todos desde criança e atendia pelo o nome de Egidio, um sujeito alto, cabelos loiros e olhos azuis, fazia lembrar daquele Cristo americanizado que aparece nos calendários distribuidos pelos os bodegueiros da comunidade. O pequenino problema, pequenino mesmo e sem muita relevância é que o Egidio era um péssimo ator, extremamente tímido, gago, não decorava o texto e falava para dentro, nem mesmo o Pôncio Pilatos conseguia entender uma só palavra pronunciada pelo o galã. Para perder a timidez e entrar em cena mais desenvolto o ferreiro teria primeiro de apelar para uns gorós, pelo menos umas doze lapadas de uma cachaça fabricada em Viçosa e batizada de "Rapariga", aí ninguém segurava o ator, o galã pulava a cena e de improviso se achava o próprio Cristo ressuscitado, tentava até obrar milagres quando arrancava aos sopapos o paraplégico Zuzinha da sua cadeira de rodas, jogando-o de degraus abaixo e gritando naquela histeria: "Levanta Zuza, levanta seu safado e anda", o Zuzinha, coitado, estatelado no chão, sem poder de reação alguma, gritava de lá: "me acuda gente, esse Jesus destrambelhado vai me matar de pancadas". E o povão compadecido recompunha o Zuzinha em sua cadeiras de rodas, que agradecido buscava se esconder entre os curiosos, saindo de cena sem aviso prévio para bem longe do olhar de Egidio. Os figurantes era gente do povo mesmo, alguns roceiros iletrados e pouco entediam de religão, muitos acreditavam num chamado Divino para participar da encenação.
E foi aí que entrou em cena, enfezado e virado no cão o apóstolo Chiquinho de Dona Zulmira, arregaçando as mangas e foi logo dizendo: "Seu Jesus, se o senhor mandar, eu pego esse Zuzinha filho de uma égua, meto a porrada nele e ele vai sair daqui correndo feito um jegue desembestado, agora envergonhar o senhor diante do seu povo, atrapalhando o seu milagre, isso não vai mesmo, eu garanto ao senhor".
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