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Cartas-->Vírus* -- 19/05/2020 - 12:01 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Víirus*

Obrigado, amigo Pedro, pela mensagem em que fala, também, da situação mundial que o coronavírus vem causando. Concordo com você. Fomos pegos de surpresa. Não nos preparamos para enfrentar tantos obstáculos. Esse é apenas mais um deles. 

O vídeo espirituoso -- que a acompanha e trata da decisão de um devedor --  permitiu-me recordar de fato vivido por mim há muitos anos.

Era 1957, na Cidade livre, composta de poucos barracos (todos de madeira, é claro!), perto da minha casa, havia um campo de futebol,  improvisado, ao qual meu saudoso papai me deixava ir de vez em quando.

 Ali conheci vários garotos, muitos dos quais exercem hoje, merecidamente, cargos relevantes no magistério, no serviço público, no parlamento, na justiça. Havia um deles que jogava muito, ponta direita. Eu, como lateral esquerdo, tinha de o marcar. Dava-me um cansaço tremendo, porque, sem dúvida, queria mostrar para o meu papai que eu não era tão ruim. Crescemos e cada um tomou seu caminho.

Houve época de durezas. Para sobreviver, eu tirava empréstimos bancários. Felizmente, naquele tempo, os juros eram pequenos. Para a concessão exigia, entre outras coisas, nome limpo, dois avalistas idôneos e saldo médio. Assinávamos um documento (nota promissória), vencimento: 90 dias. Graças a Deus eu tinha tudo, menos dinheiro para liquidar o título no vencimento. Aí surgia a alternativa da "reforma" (eu pagava o mínimo permitido e assinava outra promissória por mais 90 dias. O gerente do banco era aquele ponta direita que jogava comigo quando menino. Tinha muita capacidade e paciência. Chamava-me Dito.  Quando não podia mais reformar a dívida, dizia:

-- Dito, quita esse título. Depois concedo outro empréstimo nesses dias.

Assim, eu fazia. Ele, muito correto, cumpria também o prometido. Devo registrar, porém, como a demanda era grande e o banco tinha suas condições rígidas, não era fácil obter empréstimos bancários, porque os juros eram baixíssimos. 

Assim, amigo, fui tropeçando na vida. Às vezes, nos encontramos no Iate e comento o fato com ele que, no alto de sua grandiosidade, afirma:

-- Dito, não me lembro disso.

Todavia, relembro com muita nitidez: quem recebe o benefício nunca se esquece. 

Mas falávamos do vírus. Voltemos a ele. Creio, seguramente, que sairemos dessa crise, porque Deus está do nosso lado. E quem  confia nEle não se decepciona.

Até outro dia! 

Com a estima e o abraço do

               Benedito 

* Brasília, DF, 19/05/2020.

 

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