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Cartas-->A partida -- 22/12/2019 - 09:11 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A partida


Como a vida é efêmera e tão carente dela própria !! Esse é o meu pai, o velho Palmeira que outrora era dinâmico no tempo. Quando adolescente,  foi para o grande Recife e lá trabalhou num armazém de tecidos, onde aprendeu com os suiços a habilidade da gentileza gente. Fui companheiro de viagens, ainda menino. Meus olhos,  brilhavam nos néons ao ver o marketing da Fábrica Fanta na rua da Praia próximo ao cais Santa Rita onde numa esquina, me encantei como curumim das Alagoas. Hospedado no Hotel  Palace, no centro da metrópole Nordestina, vi as bandeiras anunciando a chegada de Arraes. Os engraxates falando inglês e o mercado de São José lotado. A caminhonete Chevrolet, subia Serra das Russas para de lá voltarmos  por Caruaru do boi Caruá. Local onde nasceu uma plantação que hoje leva o nome da cidade Caruaru. 
Vejo o velho Palmeira se despedindo com dor da vida. Precisamos refletir esse momento no topo da nossa própria dor em comunhão com a dor daquele que se vai numa ida sem volta. Num indo rumo ao infinito. Peço a DEUS, que, quando meu fim meu chegar, desejo se assim for desejo Dele (o Deus com  sua infinita Misericórdia),  me seja seja proporcionada uma passagem no expresso do passador indo feito trem bala. Àqueles que me amaram em vida, após a minha morte, não me defendam, pois o chão é de barro e cão é cão. Precisei sê-lo para alimentar o caminho na dor, no cão do mundo cão gente, o que não estou a justificar nada. Cão vê cão, pois a vida tem como  realidade apresentada, uma matilha. Bebo à margem feito o lobo da estepe (Herman Hesse).
Percebi aos olhos do velho Palmeira, um pai carente em ser pai e eu ali, um filho carente de um pai ao longo de minha história guardado na memória. Embora ele já ao fim da estrada que nos separa do infinito, percebi sua transformação na ação transformadora que a todos surpreende pela triste partida daquilo que nunca foi, pois ao coração deste cão, repousará a dor no cão gente que ousou perdoar e com gratidão, percebo que a vida reina e nós passamos. Então, viva e ame o que tiver que ser amado ou vivido, mas nunca deixe de beber da água da vida, pois é ela que na  nossa sede de vive nos sacia como o cálice de vinho a que somos obrigados a beber.


Marcos Palmeira

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