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Artigos-->Os bichos do Gre-Nal -- 12/03/2004 - 20:58 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Os bichos do Gre-Nal

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



O Gre-Nal de número 358, realizado no último dia sete no estádio Olímpico, teve a presença de estranhos expectadores.



Uma dezena de quero-queros resolveu assistir o jogo, no campo, junto aos jogadores. Convenhamos, um lugar privilegiado. E a fatalidade quase esteve presente na vida de um dos passarinhos, símbolo do Rio Grande do Sul. Quem levaria a pior num confronto entre a chuteira 42 do Baloy e o peralta do quero-quero? No outro dia, pela manhã, havia um quero-quero meio desengonçado ao aterrissar e com um jeitão engraçado ao se locomover pelo gramado. Certamente, ali estava o camicase da tarde anterior.

Para os torcedores mais místicos, a visita daquela passarada pode ser um sinal, quem sabe um presságio. Será que a presença dos quero-queros é um indicio de novos talentos em campo num futuro próximo?



Prevendo a falta de plantel no seu clube do coração, o torcedor postou-se aos berros na arquibancada: quero-quero time.

A galera está com a razão quando pede time diante dos “portões oito” dos estádios de futebol. Explicável e compreensível dada paixão que o futebol encerra.



Quando observamos os times gaúchos e vemos a tabela do Campeonato Nacional, somos acometidos pela dúvida e a incerteza balança qualquer esperança de título. Estaremos contentes se nossos times não forem rebaixados. E seremos tomados por uma alegria eufórica se conseguirmos, por algum descuido do destino, galgar uma honrosa vaga na Copa Libertadores.



Fico imaginando, qual seria a atitude dos goleiros da dupla Gre-Nal, se ao invés de quero-queros aparecessem frangos. Uma dúzia de frangos a saltitar pelas cercanias dos guarda-metas da dupla. Haveria dois atletas desconfortáveis em campo. Certamente, com a pulga atrás da orelha. Pior ainda, se aparecessem perus em um grugrulejar estridente e debochado atrás do gol de Tavarelli. Seria irônico e extremamente cômico.

Por outro lado, o que aconteceria se pica-paus fossem os visitantes? Trinta e oito pica-paus em algazarra pelo gramado. Nos minutos que antecedem o jogo, na balburdia envolvente dos vestiários, alguns jogadores, ao contemplarem suas próprias pernas, teriam receio em participar da partida.



Bueno, se toda essa fauna estiver em campo num próximo jogo e, de repente, um burro entrar lentamente pelo túnel de acesso ao gramado e ficar, despreocupadamente, pastando e ruminando a grama verde-esmeralda em frente ao treinador, aí sim, só uma zebra nos tira da segunda divisão.







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