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Artigos-->O Figueroa quis sair jogando -- 11/03/2004 - 18:11 (Athos R. Miralha da Cunha) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




O Figueroa quis sair jogando

Athos Ronaldo Miralha da Cunha



Está claro que Lori Sandri fez uma crítica a Tiago Saletti quando este, com sua falha, ao sair jogando, sacramentou a vitória do Juventude.



“O Figueroa quis sair jogando”. É uma frase irônica e severa. E não dá margens para outras teorizações. Essa afirmação sintetiza uma reflexão que deve ser feita por todos os amantes do futebol. Uma reflexão que não será embasada no erro de um jogador inexperiente, mas ao futebol brasileiro como um todo. Onde estão os nossos maiores craques? O técnico colorado fez um comparativo com um atleta que jogou há três décadas. No fundo, o que Lori Sandri quis dizer é que hoje não há craques com aptidão para sair jogando. A impressão que se tem que o último jogador com essa capacidade era Figueroa. Nosso futebol está tão carente de talentos que precisamos buscar lá no passado alguém que nos possibilite dizer. – Esse jogava... e saía jogando.



Quantos atletas saíram jogando nos últimos tempos do Internacional e dos demais clubes brasileiros? O pior é que saíram jogando e foram jogar no exterior. O mercado é mais forte e a contabilidade dos clubes precisa dessas receitas para equilibrar suas contas.

Cada vez mais precocemente e amparados em leis com nomes de ex-craques, nossos jovens craques partem com os olhos vidrados em cifras estratosféricas para jogar fora do país.

Não seria o caso de radicalizar. Criar uma reserva de mercado para o futebol. Inventar uma maioridade futebolística. Ou, quem sabe, convocar a Seleção Brasileira apenas com jogadores atuantes no Brasil. Um absurdo, dirão alguns. Só estou provocando um debate que resulte uma atitude que estanque essa sangria de craques.

Confesso, como colorado, torço para que nossos jovens atletas sejam jogadores medianos. Os jogadores medianos permanecem no clube. E, uma equipe mediana, corre o risco de conquistar um título nacional.



Com os nossos craques jogando em gramados brasileiros teremos uma qualificação das equipes e espetáculos dignos da nossa paixão pelo futebol. As emoções serão mais fortes em nossos corações e as crianças terão à mão um autógrafo do seu ídolo. Os estádios estarão mais alegres e repletos de torcedores fazendo a festa com a “ola”.

Enquanto essa emigração desenfreada não cessar e diante de uma nova tragédia, não desejaria ouvir possíveis exclamações do tipo: O Escurinho quis cabecear. O Valdomiro quis bater a falta. O Falcão quis fazer o lançamento. O Caçapava quis desarmar. O Rei Dadá quis...

Seria demais para o meu coração vermelho.





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