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Cartas-->A crise* -- 14/07/2014 - 14:51 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A crise*


Os padeiros não têm massa

Os padres já não comem como abades

Os relojoeiros andam com a barriga a dar horas

Os talhantes estão feitos ao bife

Os criadores de galinhas estão depenados

Os pescadores andam a ver navios

Os vendedores de carapau estão tesos

Os vendedores de caranguejo vêem a vida a andar para trás

Os desinfestadores estão piores que uma barata

Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial

Os cabeleireiros arrancam os cabelos

Os futebolistas baixam a bolinha


Os jardineiros engolem sapos

Os cardiologistas estão num aperto

Os coveiros vivem pela hora da morte

Os sapateiros estão com a pedra no sapato

As sapatarias não conseguem descalçar a bota

Os sinaleiros estão de mãos a abanar

Os golfistas não batem bem da bola

Os fabricantes de fios estão de mãos atadas

Os coxos já não vivem com uma perna às costas

Os cavaleiros perdem as estribeiras

Os pedreiros trepam pelas paredes

Os alfaiates viram as casacas

Os almocreves prendem o burro

Os pianistas batem na mesma tecla

Os pastores procuram o bode expiatório

Os pintores carregam nas tintas

Os agricultores confundem alhos com bugalhos

Os lenhadores não dão galho

Os domadores andam maus como as cobras

As costureiras não acertam as agulhas

Os barbeiros têm as barbas de molho

Os aviadores caem das nuvens

Os bebês choram sobre o leite derramado

Os olivicultores andam com os azeites

Os oftalmologistas fazem vista grossa

Os veterinários protestam até que a vaca tussa

Os alveitares pensam na morte da bezerra

As cozinheiras não têm papas na língua

Os trefiladores vão aos arames

Os sobrinhos andam "Ó tio, ó tio"

Os elefantes andam de trombas


SÓ OS POETAS CONTINUAM COMO SEMPRE... TESOS MAS MARAVILHOSOS!


Saudações poéticas


* Recebido nesta data de Maria Melo.
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