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Textos_Jurídicos-->FAVORITISMOS INVENTADOS -- 16/06/2006 - 20:59 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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FALSOS FAVORITISMOS
(Por Domingos Oliveira Medeiros)

Notícias de jornais nos dão conta de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo representação interposta pelo PSDB e pelo PFL, encaminhara notificação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que Sua Excelência preste os devidos esclarecimentos acerca dos gastos com publicidade. Segundo os autores da sobredita representação, apenas no primeiro quadrimestre do ano, as despesas com publicidade institucional e utilidade pública já teriam ultrapassado a casa dos R$155 milhões - mais da metade do que fora previsto e orçado para todo o ano de 2006 -.sendo que a maior parte dessas despesas se deram em razão de propaganda de obras inauguradas, o que estaria caracterizando indevida utilização de recursos públicos com vistas disfarçada campanha eleitoral para a reeleição.

Faz sentido. E deixa dúvidas quanto ao fato de que grande parte da mídia, - em tese, beneficiária direta desses recursos -, estaria, num gesto espontâneo de gratidão, adotando postura positiva em relação ao governo federal, divulgando, com maior veemência, os índices de pesquisas de opinião favoráveis ao nosso mandatário maior, praticando uma espécie de blindagem em relação à Lula, em detrimento dos demais candidatos, inclusive passando à opinião pública a idéia de que a eleição majoritária se dará entre o PT e o PSDB. Como se tudo já estivesse decidido. Como se os candidatos de outros partidos não merecessem a devida atenção e o merecido respeito. Numa espécie de “já ganhou”, em relação ao presidente Lula, semelhante ao que vem ocorrendo com a nossa Seleção.

É bom lembrar que jogo se ganha no campo. E eleição, nas urnas: se não houver “maracutaia” eletrônica, bem entendido. Essa história de que a Taça do Mundo é Nossa, muito antes das Oitavas de Final, e de que o Lula já estaria com o “Caneco” na mão, antes da primeira fase do campeonato eleitoral, não faz o menor sentido. Afinal de contas, não participam da Copa apenas o Brasil e a Alemanha e nem da eleição, apenas o PSDB e o PT. A rigor, não sabemos o potencial dos demais times e, portanto, quem, de fato, disputará a final. Que pode, é claro, surpreender.

A Suécia, tida como favorita, não passou do zero a zero contra a desconhecida e debutante equipe de Trinidad e Tobago. A França não passou de um empate sem tocar a bola nas redes. E o Brasil, candidatíssimo à reeleição, mesmo ocupando todos os espaços da mídia, não passou de um magro e chorado zero a zero, frente à razoável equipe da Croácia, contrariando todas as pesquisas anunciadas com pompa, bandeirolas, apitos e cornetas país afora.

Se as eleições fossem hoje, dizem as pesquisas, Lula ganharia de goleada. Não acredito. Não me passa pela cabeça que num espaço de uma ou duas semanas de uma sondagem para outra, o presidente, sem apresentar nada de novo, pudesse melhorar seus índices em relação às pesquisas anteriores. Num primeiro momento, penso que o problema estaria na metodologia utilizada. Seria bom que, com base no universo pesquisado, o povo ficasse sabendo o que levou cada entrevistado a aumentar sua confiança no governo.; e quais as razões dessa inusitada mudança de opinião.; e explicitados os critérios da amostragem utilizada: gente de todas as classes e níveis de escolaridade? Em que proporção? E de que regiões do país? Não podemos esquecer que a Estatística, segundo já se disse, é ciência que se assemelha ao biquini (fio dental) das musas das praias brasileiras: mostra quase tudo, mas esconde o essencial.

Ademais, a troca de um jogador, por si só, não significa, necessariamente, que o Brasil será beneficiado com essa medida.Sem programas consistentes de governo, sem liderança e sem apoio do novo Parlamento, no caso, os senadores e deputados eleitos, o presidente, sozinho, não resolverá quase nada. E se for o Lula, muito pior, pois teremos que ver um filme cujo final já conhecemos e que, diga-se de passagem, não foi esta “Brastemp” como o principal ator imagina.

Se a Copa do Mundo fosse ontem (ou há dias) o Brasil já seria hexacampeão, com ampla maioria de votos, em qualquer lugar ou cenário, segundo as pesquisas. No entanto, quando se monta outro cenário, incluindo equipes como Trinidad e Tobago, Costa do Marfim e Angola, por exemplo, equipes até então desconhecidas, a vitória, por certo, não se afigura tão fácil. Mesmo que se distribuam “ingressos” e recursos a fundo perdido.

Que sirva de exemplo. Não é sensato apostar todas as nossas fichas com base em pesquisas. Vamos separar o joio do trigo. Amigos, amigos, Brasil à parte. Precisamos dar o melhor para o nosso país. Há muita gente honesta e trabalhadora que não fizeram parte da overdose de escândalos que ocuparam as páginas dos jornais nos últimos anos. Cartão vermelho para todos eles. Ladrões do erário. Traidores da pátria. Vampiros e mentirosos. Façamos como Dida, Robinho, Cafu, Juninho e todos os demais Juninhos e Ronaldinhos. Vamos pensar no Brasil. No seu povo. No futuro de nossos filhos e netos. Vamos aprimorar nosso espírito de equipe, nossa alegria e nossa união em campo. Caprichar no chute, e evitar faltas. Tal como fez o Kaka, Só assim ganharemos o verdadeiro Caneco. O caneco do desenvolvimento sustentado, da liberdade e da justiça social. Sem medo de ser feliz, haveremos de soprar cornetas e acenar, orgulhosamente, nossas bandeiras verde-amarelas.


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