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Crônicas-->Caramelo salgado da Clarice -- 31/01/2021 - 12:11 (AROLDO A MEDEIROS) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Caramelo salgado da Clarice

Aroldo Arão de Medeiros

 

     A expressão "meter-se em camisa de onze varas", hoje pouco usada para significar que alguém está em dificuldades, teve origem em antiga medida inglesa, a vara, equivalente a um metro e dez centímetros. Era o comprimento, determinado por lei, para a camisola que condenados à morte deviam vestir ao subir no palanque montado em local aberto para executar condenados.

     Clarice não estava no ponto de subir num patíbulo. Nunca cometera um crime, pois aprendera com seus pais que não se deve roubar, matar ou mesmo enganar os outros. Porém, se levarmos a sentença acima, no sentido de “estar em dificuldades”, a história é outra. A jovem, estudante de gastronomia, precisava de algum dinheiro para se vestir melhor, divertir-se um pouco, fazer refeições melhores. Também necessitava de alguns produtos que só uma moça como ela sabe quando e o que lhe faz falta.

     Primeiro passo foi fazer doces para vender. Deu certo, pois praticava as relações comerciais com certa naturalidade e os docinhos eram uma delícia: cupcakes, docinhos de frutas, bem casados, pavês, camafeu de nozes, brownies, cookies, bombom de castanha, e o conhecidíssimo brigadeiro. Esse docinho delicioso, além de cativar o paladar da maioria, é o mais cobiçado durante todas as festas.

     As doçuras dela diferenciavam da maioria, pois além de serem muito saborosas, têm uma aparência bonita e exclusiva.

     Nem só de doce é feita a vida. Precisava incrementar a venda com algo que fosse salgado e que agradasse a maioria das clientes.

     Resolveu fazer Caramelo Salgado. Deu o nome de Clarimelo Salgado, aproveitando a aglutinação de seu nome com a substância marrom, porosa e amarga, usada quase sempre como corante. Ela derretia o açúcar e quando este estivesse com uma cor dourada, incorporava a margarina. Ao chegar no ponto, retirava do fogo e acrescentava duas caixas de creme de leite. Mexia pacientemente para não empelotar, até ficar lisinho. Adicionava meia colher de sal. O fogo devia estar bem baixo, pois se queimasse, ficaria muito amargo.

     Ela passou a usar esse caramelo em bolos e sorvetes. Os pedidos aumentaram de uma maneira fenomenal. Teve até que contratar uma ajudante, a qual aprendeu direitinho com ela os segredos da doçaria.

     Sempre que tem um aniversário na família ela é a responsável pela sobremesa e todos só tem a agradecer, e nessa ocasião o dia fica mais doce.

     Ela faz um sucesso estrondoso nas redes sociais com seus caramelos salgados. Hoje ela não aceita mais pedidos para sábado à noite, pois ela não é de ferro e precisa se distrair, divertir-se um pouco, graças aos ganhos com o implemento do Clarimelo Salgado em seu doces.

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