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Crônicas-->Camarão na moranga da Gralha -- 13/06/2020 - 09:00 (AROLDO A MEDEIROS) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Camarão na moranga da Gralha

 

Aroldo Arão de Medeiros

 

        Por que o título “Camarão na moranga da Gralha?” Por causa do apelido dessa mulher maravilhosa. A alcunha a acompanha desde os tempos de escola, quando ainda era uma menina espevitada, berrando feito gralha quando ameaçada por algum predador.

        Essa iguaria é a especialidade preferida pelos filhos. Muitas outras comidas ela faz com carinho e boa vontade, desde quando trabalhava na cozinha de um orfanato em Joinville. Tal manjar é típico da culinária brasileira, preparado com abóbora de formato peculiar, conhecido como moranga. Recheada com camarão e queijo fundido, azeite, creme de leite e condimentos à escolha do mestre-cuca.

     Na cidade de Bertioga, em São Paulo, há uma festa dedicada a este prato – Festa do Camarão na Moranga – e a receptividade é tão boa que já está na 27ª edição.
        O pássaro gralha-azul tem o hábito de enterrar pinhões. Dizem ser a sobra da refeição da ave e que ela voltará um dia para comer aqueles que outrora havia escondido sob a terra. Não os encontrando, ali nascerão mais algumas araucárias que produzirão novos frutos. E as árvores permanecerão por décadas, pois a legislação ambiental proíbe a sua derrubada.

        Em Santa Catarina o pinhão é uma das mais características comidas do estado, consumido assado ou cozido, destacando-se alguns pratos como a paçoca de pinhão e o entrevero. Todos os filhos da Gralha têm o dom da cozinha, mas como ela, não há igual. A Gralha já adicionou pinhão no risoto de cracóvia e ficou saboroso.  

     Escrevi cracóvia com inicial minúscula porque não estou me referindo à fascinante cidade polonesa, berço do Papa João Paulo II, mas sim ao embutido, originário, no Brasil, da cidade de Prudentópolis, centro-sul do Paraná, habitada em sua maioria por descendentes de ucranianos. Essa cracóvia é um enchido, feito com carne de porco, geralmente lombo ou pernil, temperado com alho, pimenta e sal.

        Quase me esqueci de comentar que esse exuberante pássaro de um azul vivo, com penas pretas na cabeça, é um dos símbolos do estado do Paraná.

        Em toda reunião familiar é escolhido um cozinheiro. Ela, nossa querida Gralha, prometeu que no dia em que for responsável pela cozinha fará como sobremesa um Pudim de Pinhão. Adiantou que usará leite condensado, leite de coco, ovos e, não poderia faltar, pinhão cozido e sem casca. Deverá ficar excelente. Esperaremos com ansiedade o seu dia, e amaremos o camarão na moranga, o pudim de pinhão e muito mais quem os fez. A Gralha, é óbvio.

 

 

 

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