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Crônicas-->O diálogo -- 08/02/2020 - 06:06 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O diálogo

Sou de poucas falas pois prefiro os sinais que o universo me presenteia sem ao menos eu solicitar, posto que é infinito e de infinitas possibilidades se apresenta e nunca se ausenta. Aqui acolá, sou este ser fragmentado que de tão parcelado, não dou conta da interação que o Deus infinito tenta estabelecer. Meus olhos embaçados, meu corpo cansado e o pensamento acelerado me confundem. Meus ouvidos já nem conseguem ser um bom ouvi dor, uma vez que encharcado por ela estou, mas não desejo ser essa coisa ambulante que sai mundo a fora a bater ao peito e lasti mar ao (a)mar. Mas necessito levantar a âncora que alguém fez -me ao fundo descer para lá, ficar eternamente afogado no éter salobre do oceano, sem que ao menos por um ano, eu pudesse voar. O universo me disse que não precisa de um local especifico para dialogar, visto que ele é o todo específico e se ele se especificar, deixa de sê-lo. Então, ele tenta enviar-me um sinal e fico aflito. Tento tocá-lo quando no entanto, é ele o que me toca sem eu sentir. Submisso fico a ele e me torno rebelde para me apossar de uma razão do qual já tem um senhor chamado tempo. Eu tento e entendo que a minha mente é a proporção da razão na minha ação.
O universo continua devotando e acreditando nos meus sentidos em poder entender os sinais que dele emanam. Mas continuo caminhando, exortando e exorcitando ao estilo Gregório e canto um cântico gregoriano para acalentar a angústia de não atender aos sinais do universo.


Marcos Palmeira 

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