Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
48 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57091 )
Cartas ( 21170)
Contos (12604)
Cordel (10090)
Crônicas (22210)
Discursos (3136)
Ensaios - (9013)
Erótico (13401)
Frases (43733)
Humor (18475)
Infantil (3786)
Infanto Juvenil (2710)
Letras de Música (5470)
Peça de Teatro (1317)
Poesias (138298)
Redação (2926)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2401)
Textos Jurídicos (1925)
Textos Religiosos/Sermões (4885)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->Tormenta Surreal -- 29/11/2019 - 18:58 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

Tormenta Surreal

 

A cidade de Salvador ontem teve um  dia  incomum na nossa rotina, onde a chuva torrencial, abraçou  toda a metrópole, culminando em várias situações surreais, em diversos aspectos.

Mesmo a tormenta começando de madrugada, jamais imaginaríamos  que  fosse de tamanha magnitude, atingindo no âmago de  todo povo soteropolitano, cujas encostas sofreram com a agressividade desse evento da natureza.

Todos nós sabemos que  aqui no município não tem um bom preparo para enfrentar tempestades, entretanto foi descomunal,  tendo   até  quadros  tragicômicos, numa forma de protesto bem humorado, que só o brasileiro sabe fazer.

De repente a gente via um caiaque saindo em meio à enchente com o seu condutor trajado com o uniforme de  seu time predileto e a sua respectiva bandeira; em outro canto da cidade, observamos uma pessoa pulando de cabeça na inundação, com salto arriscadíssimo, mais adiante entre gritos e tempestade, transformando ruas em rios, vem um homem nadando com uma prancha de peito em meio toda aquela sujeira, ainda vira, acena e dá um gole na cerveja; tudo era surreal, um verdadeiro filme de horror, em que aparece mais uma pessoa, dessa vez o homem  mergulhou e volta carregando em cada mão, dois ratos pendurados pelo rabo.

Esse fatos inusitados se repetiram, fora os   que as  câmeras  não conseguiram  filmar, sem falar dos desastres no trânsito;  muitos carros abandonados em vias que viraram rios;  incontáveis  desabamentos, afundamentos de estacionamento, onde a Tormenta foi democrática, no sofrimento, tornando esse dia de fúria uma data marcada na História, que dá um tapa na cara dos nossos gestores, tirando a sujeira literalmente debaixo do tapete, pois as obras de grande galhardia, é somente para “inglês” ver, e quando a “bomba” estoura, não tem propaganda certa, que possa reverter essa imagem.

As obras são necessárias, contudo temos que ter a sensibilidade de que a natureza cobra com juros toda a sua destruição e quando você pensar que não, vem outra Tormenta de plantão.

 

 

Marcelo de Oliveira Souza,IwA

2x Dr. Honoris Causa em Literatura

Do Blog http://marceloescritor2.blogspot.com

Instagram: marceloescritor

 

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui