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Crônicas-->O menino e seus heróis a cada estação -- 17/11/2019 - 09:47 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O menino e seus heróis a cada estação.



Nas manhãs, o menino passeando na bicicleta dourada vive no imaginário da grandeza do metal e amiga nas perdas. Lá, a ação no trajeto iniciado no Pernambuco Novo seguindo a flor da Paraíba, chega a Terra Nova com seu cheiro de açúcar no ar. Era a usina do meu Apilado Pilar que o rio Paraíba e a lagoa choravam quando o monstro de ferro despejava a tiborna (resíduo da usina resultante do beneficiamento da cana de acucar), quebrando a aliança com o proletariado. O meio ambiente em torno do rio e da lagoa, recebe o funeral e faz o velório dos peixes mortos na margem. Heróis nas telas, brilhavam a cada necessidade do menino no convívio social e tantos....tantos outros, até para se defender, pintaram um líder. Heróis fantasiados e heróis vivos atentos já na formação útero, para fugir do homem aranha nós prédios ou mesmo para se esconder do menino fantasminha. Para caminhar, o cebolinha, cascão, Magali e a Monica sem o coelho azul, e tantos outros personagens pintaram os olhos da criançada, mantendo a inocência e a pureza inerente às crianças. Todo menino, precisa de atenção e observa a sociedade pintando e seguindo os passos. Nas paqueras inocentes da escola pública e durante os recreios, o universo de várias cavernas eram expostas ao sol de cada olhar. Anjos e diabinhos no pátio do Oliveira e Silva ainda no quadro de um céu de degraus escondido para escapolir nos corredores da escola. Malú era o nome da companheira, cúmplice e alma gêmea nas brincadeiras, que num janeiro após as férias não vi mais, pois havia ido embora num caminhão saindo da Miguel Macedo. A última visão, foi vê-la subindo a esteira da Avenida do lugar, fato este que aconteceu numa tarde cinzenta e fria. O mês era janeiro e a natureza trovejava para o rebento tomar a água do mês e falar: " A Deus a DEUS, caminho e caminhão faziam a poeira se instalar na garganta e o choro esconder." Fiquei entristecido com a partida da amiga companheira e parceira de minha infância. Era ano novo e precisava seguir a sineta que tocava para formar a fila e assim, cantar o hino da terra de Santa Cruz. Depois devíamos subir para a sala e sentar na banca de madeira bruta. O quadro negro com giz ressecado, representava meu grito e agitava minha dor saudosa pela coleguinha Malú. Sem notícias, precisava seguir e ouvir vez em quando uma diretora "tarada" na lorota dela no avesso de Chico, desenhei uma doida e batizei como Marlova Lorota. Pela exaltação a uma colegavque, na percepção dela era sem necessidade. Simplesmente ela quis se apresentar e humilhar o filho de um pescador de cabeça raspada numa moda horrível e militar. Eu odiava quando o barbeiro usava a máquina zero, eu ainda era obrigado a escutar de meu pai que "ficava parecendo o cão chupando manga". Então desenhei a bruxa e titulei como Marlova Lorota. Ah.... Saudosas freiras Clementinas, lindas e doces, trabalhando e absorvendo as frustrações de casa a casa. A minha preferida era a irmã Chica. Enfrentei a madre superiora, a encarei e falei alto. Fui expulso do salão de festas e logo depois, soube que ela precisava tomar essa decisão pela minha ousadia e ser um desassombrado. Atitude que riachou os olhos da madre, o que proporcionou tornarmos excelentes amigos. Pensei até em ser franciscano, tendo elas na minha visão, de heroínas para mim nesse quadro vivido. Foram embora também e não me contive: chorei. Meus heróis indo embora num espaço e, assim fui ficandi órfão a cada passo no caminhar da vida. Sem os olhos delas, precisei ser cão para caminhar no torrão. Troquei a roupa branca da comunhão e precisei vestir o macacão cinza para adentrar num carvoeiro promovido pelo humananimal que desmatava a mata do meu Pilar Apilador na promessa de uma Terra Nova promovendo poluição, queimando as matas e matando os peixes. Então, continuei a desenhar meus heróis a cada página. A sociedade e sua omissão, mergulha numa fé para se eximir de um passado mal passado e de pisares, ondea igreja é um lugar propício para santos e religiosos que precisam fazer parte para desenhar um novo Ser numa moral da fé fedida diante da filosofia. Onde erramos!? Tribunais de excessão estão queimando nos templos religiosos, sinto o cheiro das cinzas da bruxa Joana D'Arc. Galileu Galilei numa Galiléia da gala na papada do além, foi para o cadafalso. A terra é plana ou redonda!? A igreja precisa ocultar seus monstros e absorver a fé humananimais, que alimentam o mito da ignorância.  Efeito dominó... e os mestres do planeta Terra, por onde andariam eles!? Pai, filho Espírito Santo a ser reverenciado de acordo com o umbigo de cada um no seu cada qual. Vão em paz e que o Senhor vos acompanhe... A Trindade dita em voz alta é Pai, Filho e Espírito Santo mas as ações gente acrescentam o espírito de porco (umbigo). Cada um por si e um padre grita e pisa na cabeça da serpente... contrariando a lei natural. Quem é saudável a terra (planeta), a serpente ou um religioso? Então, menino quem foi teu mestre? Eis a questão. Quem vem lá? Esse cálice altera vosso semblante? Deixa passar em nome do Deus dará, pois tudo é passageiro.



Marcos Palmeira


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