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Crônicas-->O Cão na Contamporaneidade -- 16/11/2019 - 22:03 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O Cão Contemporâneo

Preciso tomar calmante senão meu cão morderá a pexti gente, na dualidade meu eu humano que não tem forças para segurar a fera canina até então adormecida.
Tou ficando louco tal qual um cão furioso e acuado pelo ser gente dúbio da fina flor da falsidade. Mergulho na sargeta literária de um sentir diabo, mas minhas mãos tremem, minha voz falha e meus olhos secos, sentem a falta por devorar as palavras de um ser que acredita ser o doma dor depositário de uma fera ferida.
Festas, funeral tudo num palco e a multidão de uma dor útero...Tou ficando louco de ver gente grátis a gente diversa.
Tomo um café para acelerar os neurônios e fico atento a cada piscar, pois estou ficando louco. Pergunto então: onde estou? Numa festa ou num funeral? Minha nossa! Os presentes falam em negócios, paqueras etc e tal. Meu Lobo já vê o sangue desfilando na presa do algoz. Tou ficando louco, é uma festa ou um funeral?
Muita gente a procura de gente e eu ficando louco sem saber se é uma festa ou um funeral. Pois é... a genética falhou num ontem e meu ente querido tomou coca cola com tatuzinho (remédio para combater formigas). E se foi em silêncio numa viagem sem retorno. Estou louco mesmo. Preciso tomar um whisky para meu cão não morder, mas paro e lembro que não posso pois tomei um calmante. É tarde e a bebida desceu, alterou o semblante, serei expulso do funeral. Alguém gritou ou pensou alto: "é um louco!" Segui sem saber para onde ir e fui aos tombos.
Alterado e sem saber, falei algo no meu sentir diabo, incomodei, enfim, estou louco mesmo. Vi e ouvi e pra quê revelar, se estou louco mesmo diante de tantos desejos. Olho a olho, enquanto o silêncio fala a cada fitar. Estou louco! 
Meu cordeiro sangrando e meu lobo palitando os dentes, com uma enorme vontade de fazer uso dos caninos e sentir o rasgar de tecidos a exibir uma cor fluida vermelha.
Pronto, no ofertório padre tenta acalmar a dor da multidão de um sentir na trindade Maria, José e o Filho. Oferece o corpo e o sangue de Cristo numa comunhão Romana, que será isso? Vi Pilatos no Apilador de um Pilar Apilado. Estou louco mesmo.
Se sou louco, não importa, pois já fui batizado como tal por um tempo gente na terra do Humanista Artur Ramos e dos Bagres, que deu Bode!
Ah tá, fui desenhado no cuxixo das paredes singelas do beco das corujas no rabisco interessante e engraçado. Na grandeza poética do escritor Lula dos Palmares e no Zonzo do lobisomem da arte plástica do mestre Rollandry Pernambucano celebraram o dia quilombos. Enfim, o ovelha negra, branco sujo, sem linhagem mas mamãe era magra e agitou o desejo do meu genitor reprodutor.
Deserdado e sem lenço, transformei-me num suicida. Será!? Acho que não. Estou ficando é louco, pois vejo Hesse construindo o lobo da Estepe, num cinema com entrada franqueada para loucos. A caça no silêncio madrugador, viaja no avesso povo, morre na Alvorada e ressuscita nas costas do sol e só na mente só, a caça no eu perdido nas ruas escuras de uma cidade adormecida.
Penso: Vai melhorar! Serei absolvido das falácias, pois é Natal e já pintam uma santa ceia. Confeccionaram uma lapinha, falam em perdão, irmãos, amor, numa Cruz da salvação que precisa estar VIVA para amendrontar a humanidade. Até o filho do dono do mundo foi crucificado, após assumir a culpa num marketing para salvar um povo de uma sociedade religiosa e política. Tou louco mesmo! Senti vontade de vomitar e vomitei. Gritaram:" nojento!". Pois é....Arrasto- me como serpente pelo chão, e assim observo melhor os passos da caça que será compartilhada com o eu lobo.

Marcos Palmeira

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