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Crônicas-->1930 - Supermercado -- 11/08/2019 - 12:17 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

1.930 – Supermercado

 

Quando criança o mais próximo de um supermercado para mim era o armazém do João de Araújo, depois comprado pelo pai do Acibe. Além de tudo, tinha ao lado os campos de bocha e de malha, cujas lembranças daqueles senhores jogando e medindo as distâncias das bolas com duas varetinhas de madeira me vêm de vez em quando. Olhem o significado do tempo e das nossas idades – hoje, eu sou mais velho que a maioria deles.

Completando a palavra, a feira, os demais armazéns, os açougues e as padarias faziam a delícia das compras, na maioria em cadernetas e minha mãe dizia: “Jairinho, vá buscar pão, um pé lá, outro aqui e na volta compre um quilo de carne no Amador.”. Quando em São Paulo, na casa da minha avó Cotinha eu tive acesso à venda, um lugar onde trabalhava meu tio Almeida, que separava as compras com as senhoras e depois fazia as entregas num furgão Chevrolet de antanho. Eu achava engraçado o lugar chamar-se “venda”, um lugar com tantos produtos, até importados.

Mudando de São Miguel para Itapetininga, fui trabalhar nos Irmãos Giriboni, quase um grande supermercado, porém mais de atacado e perto do mercado, também um tipo de vendas no sistema pegue e pague. Não me lembro de se o Cofesa já estava funcionando, já que eu não tinha essas preocupações de compras para suprir a casa, tarefa do meu avô Roque.

Tá no Wikipédia que supermercado é um grande comércio tradicional de alimentos, com um sistema de autosserviço que oferece uma grande variedade de alimentos e produtos domésticos, organizados em corredores. É maior em tamanho e tem uma vasta seleção de uma mercearia tradicional, mas é menor e mais limitado na gama de mercadorias do que um hipermercado. E foi um hipermercado que eu me deparei junto com meu primeiro emprego em São Paulo, era a loja Baleia da Água Branca, da rede Eletroradiobraz, onde e quando eu gastava o meu rico dinheirinho comendo hambúrguer e batata frita na lanchonete e caminhava pelos corredores.

Depois o Grupo Pão de Açúcar comprou a rede formando os hipermercados Jumbo Eletro e por aí afora, até hoje com Extra, Carrefour e outros nomes em todas as cidades brasileiras, incluindo São Miguel com seus supermercados completamente abastecidos pelas mais diversas delícias, já que contam com açougues, padarias, feiras, frios, chocolates e doces.

Você pode encher seu carrinho e depois passar pelos caixas, divididos por volumes, prioritários e carrinhos cheios. Cepeéfe na nota, senhor? Vai levar? Cartão ou cheque, perguntas de algumas moças sorridentes, prontas para totalizar sua compra, do mês, da semana, do dia, ou de um impulso qualquer.

De São Miguel, me parece que o primeiro supermercado foi o Caboclo, ali atrás do Gomide, onde o Bagrinho trabalhava, mas eu já comprava nessas características nos Irmãos Silva na saída para Pilar, derivado do armazém do Seu Antonho Chico, pois eu me lembro assim e me corrijam se eu estiver errado.

Claro que os primeiros supermercados, pelos anos trinta, surgiram nos Estados Unidos e depois pelos cinquenta chegaram ao Brasil e em São Miguel pelos anos setenta. Hoje, temos pela nossa cidade diversos supermercados e já fiz compras em todos eles, exceto um, que preciso estrear para ver como é e dizem que tem boas carnes e bom atendimento. Antigamente, quando em visita aos meus pais, eu levava produtos da capital, até que rapidamente achei melhor comprar em São Miguel mesmo, já que os preços e produtos eram praticamente iguais e eu estimulava o comércio local, minha ideia de ainda hoje, fora o atendimento sempre bom.

Contudo, neste tocante e neste domingo de onze de oito de dezenove, vou registrar um perrengue que passei na minha última compra aí num supermercado conhecido de todos, quando fui maltratado e jamais recuperarei essa hora da minha vida.
Comentários

Toye de Almeida  - 20/08/2019

Vc.esqueceu-se da quitanda do Edmundo, Gazeta e Armazém dos Apolinários, onde nossa mãe tinha caderneta.

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