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Humor-->POLITICAMENTE CORRETOS -- 01/12/2010 - 19:17 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
POLITICAMENTE CORRETOS
(Por Germano Correia da Silva)


Dois políticos acabavam de chegar do enterro de outro político de partido diferente e antes de pegar o táxi que lhes levaria de volta para o hotel onde estavam hospedados pararam num bar para tomar um drinque.

Enquanto degustavam os goles do uísque da cortesia da casa, um deles se pôs a pensar, fazendo questão de expor para seu colega o que lhe passava pela cabeça naquele momento:

- Veja bem, nobre colega, a vida do ser humano é igual a um candeeiro a querosene aceso e exposto ao relento. Se o vento soprar um pouco mais forte a luz que ele irradia acabará por se apagar mais depressa e o dono dele deixará de aproveitar sua utilidade de forma plena.

Meio alheio à mensagem passada por aquela reflexão feita pelo seu colega, o outro tomou mais um gole da bebida, olhou para os lados, sentiu que não havia nenhum correligionário seu ali presente e fez um comentário irônico:

- Esse seu candeeiro a querosene é realmente muito fraco. Se pelo menos ele fosse a gás ou a diesel, nós poderíamos distribui-los para os nossos eleitores... Ademais, o nobre colega como grande conhecedor da fragilidade desse seu minilampião, não tinha nada que deixá-lo exposto ao vento - caçoou.

Mais tarde, após ingerir mais alguns goles de sua bebida preferida ele caiu em si, refletiu um pouco e disse que estava muito agradecido à sua divindade de fé por ter lhe ajudado a se manter vivo e atuante até aquela data.

Disse ainda que fez de tudo para suportar, sem reclamar, a leitura daquele longo discurso feito em homenagem póstuma àquele seu desafeto político que acabara de ser enterrado e em seguida se retratou:

- Meu nobre colega, peço-lhe desculpas, só agora eu entendi direito a sua mensagem. A vida terrena é mesmo muito curta. Se não atentarmos com carinho para os detalhes mais sutis que envolvem o desenrolar dela, outras pessoas, que não têm nada a ver com isso, acabarão por ofuscar a escrita da nossa história.

O outro, um pouco mais sóbrio que o primeiro relevou o pedido de desculpas do seu colega de partido e disparou:

- Concordo plenamente com sua colocação, mas já pensou se nesses longos anos de efetivo exercício de vida pública precisássemos “alumiar” os detalhes obscuros de nossas promessas de campanha, com certeza iríamos precisar de muitos candeeiros - gargalharam.
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