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Crônicas-->O menino voador -- 28/07/2019 - 05:46 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O menino voador

Eu sentava à calçada e pronto esperava já vestido de calção meia canela e camisa gola mamãe. Cabeça quase raspada e cheio de vontade para com meu pai ir à Recife comprar tecidos que iriam abastecer a loja. As pessoas da cidade de Pilar, ficavam na expectativa do que iria chegar de novidades, enquanto a mim, continha-me numa sutil espera do afeto numa estrada de barro pisado do meu apila dor. Crescia e não percebia a ausência impondo-me a brincar com os minúsculos carrinhos, dados de conta gotas. Pensava ser normal, pois o que me apresentava era essa cotidiana ação que apilou uma dor e ela se fez incubada. Nasci numa incubadora que fermentava na fornalha da padaria da cidade. Toda vez que retiravam o pão, eu via a esperança pronta a ser devorada e com os carrinhos na mão. Desenhei trajetos num estampado tecido que do céu, abastecia de cores, os meus amores. Colori a estrada e corri ao vento, o futuro paralelo que do outro lado me fazia enxergar a calçada onde de um casarão, havia um senhor sisudo com chapéu tipo cartola. Atravessei a rua para receber um presente surpresa que da cartola pulou até a minha mão. Era um boneco com a expressão semelhante à curiosidade. As pessoas eram indiferentes, mas a senhora de cabelos grisalhos sorria ao me ver feliz naquele instante líquido de felicidade. Pilar, a jovem, era feliz por ter naquela cidade, a idade desenhada ao rosto, a expressão dos tempos menina. Eu voava com os carrinhos ao ar, pequenos aviões que levariam todos os sonhos sem sinal de destino. Só voavam, imaginação e sonhos que um dia, pintei na cartilha da Vida.

Marcos Alexandre Martins Palmeir

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